TITULO: AMAQ, FERRAMENTA IMPORTANTE PARA A UBS
ESPECIALIZANDO: YOENYS PIMIENTA LEAL
ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO
COLABORADORES: EQUIPE DE TRABALHO DA UBS JOEL FERREIRA RAMOS DO MUNICIPIO CARAUBAS, RN
A saúde da família é muito importante para o mundo já que com esta consegue ver o indivíduo de forma geral, por isso a maioria dos países dedicam esforços para melhorar a atenção a saúde familiar.
O Brasil não diferente do resto do mundo por isso foi criada a Auto avaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ). O AMAQ é um instrumento avaliativo de grande importância criado com o fim de ter conhecimento e dar solução por parte das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) aos problemas que afetam a qualidade e acesso da atenção. Devido a sua importância e com ajuda de toda a equipe decidi realizar minha micro intervenção no abordagem deste tema.
Para realizar nossa microintervenção foi preciso primeiramente realizar uma reunião com todos os efetivos da unidade básica de saúde Joel Ferreira Ramos da comunidade Miranda, Caraúbas Rio Grande do Norte com o objetivo de organizar o trabalho em equipe. Nessa reunião decidimos dividir a primeira parte do trabalho em três grandes momentos, um primeiro momento onde a equipe coletou informação mediante a observação, um segundo momento aonde foi coletada a partir de entrevistas a moradores da comunidade e por último, um momento para realizar a matriz de intervenção. Depois foram criados os instrumentos para monitorar os indicadores de saúde.
Durante o primeiro momento já descrito anteriormente se realizaram inspeção da UBS para autoavaliação da dimensão Unidade Básica de Saúde a qual se realizou passo a passo por suas subdimensões. Na infraestrutura e equipamentos encontrou-se os principais problemas com a falta de equipamentos como geladeira para as vacinas problema que dificulta o processo de imunização da população, também a falta de materiais e equipamentos necessários para atendimento de emergência, de vital importância numa unidade a qual fica longe da cidade.
Ao avaliar a disponibilidade dos medicamentos necessários também foi achada dificuldade porque além de não ter equipamentos para o atendimento de emergência faltavam a maioria dos medicamentos necessários para o atendimento de uma emergência médica.
A cerca da organização do processo de trabalho e atenção integral, a equipe encontrou os principais problemas no acolhimento, planificação de consultas a grupos especiais, consultas programadas, entre outras dificuldades dadas pela quantidade de comunidades que a nossa equipe atende. Uma das principais fragilidades para esse problema é que a equipe só fica na UBS um dia por semana e resto dos dias em outras comunidades, gerando uma alta demanda de atendimentos, além disso dificulta também as visitas domiciliares.
Nesta primeira parte da microintervenção nossa equipe compreendeu realmente a falta de recursos da UBS e as dificuldades que isso ocasiona na qualidade da atenção básica de nossa comunidade.
Na segunda parte da autoavaliação tomamos um grupo representativo da população da comunidade, grupo que estava composto por todos grupos etários e grupos especiais como pacientes com doenças crônicas, idosos, grávidas, adolescentes, pessoas com algum tipo de incapacidade e pacientes com doença transmissível.
Foram identificados como principais problemas produto destas entrevista a falta de canais de comunicação permanente com os usuários, a não participação de um líder comunitário nas reuniões da equipe para transmitir os problemas que afetam a comunidade, assim como o reconhecimento por parte da população da falta de estrutura da UBS.
Também durante esta etapa a equipe além dos problemas identificados recebeu o reconhecimento por parte da população pelo trabalho realizado o que foi muito grato para toda a equipe. Foi também muito importante conhecer o pensamento e o sentimento por parte da população com relação ao atendimento.
Por último foi realizada outra reunião da equipe onde se realizou a matriz de intervenção sobre os principais problemas, por ordem de importância e disponibilidades dos recursos, sendo assim foram priorizados os problemas que só precisarem de recursos pessoais de pouco tempo para resolver.
Durante a realização da autoavaliação em geral foi difícil para seu cumprimento pelas poucas vezes que a equipe se encontrava reunida na UBS, o que foi necessário modificar o calendário do mês todo para a realização da mesma.
Também durante sua execução nossa equipe conseguiu entender os problemas que enfrentávamos cada um de nós, assim como ajudou para realizar o trabalho em equipe e fortalecer os laços de amizade.
Com esta autoavaliação esperamos obter uma melhoria muito satisfatória do acesso e qualidade de atenção dando resposta a a maioria dos problemas identificados e com isto melhorar a saúde pessoal e familiar.
Na outra atividade da microintervenção foram criados os instrumentos para o seguimento e controle dos indicadores estudados os quais permite a nossa equipe ter o conhecimento da quantidade de atendimentos espontâneos, programados, de emergência, aos pacientes com doenças crônicas, encaminhamentos, doenças transmissível, gestantes, puericulturas, entre outras. Na tabela 1 se amostra o instrumento para seguimento do indicador: percentual de recém-nascidos atendidos nos primeiros 7 dias.
TABELA 1:
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PORCENTUAL DE RECEM NACIDOS ATENDIDOS NA PRIMEIRA SEMANA |
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Nome de recen nacido |
Data de nascimento |
Data do primeiro Atendimento |
Atendidos nos primeiros 3 Dias |
Atendidos do 4 ao 7 Dias |
Atendidos depois do 7 Dias |
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Total |
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% |
% |
% |
Atendimentos a recém nascidos e %
Algum destes instrumentos já existiam em nossa unidade, sendo necessário melhorar a qualidade dos mesmo o qual facilitou um pouco do trabalho da equipe, melhoria com a qual esperamos ter um melhor seguimentos destes indicadores. Por outra parte o instrumento medidor para pacientes atendidos pelo NASF foi necessário criar um método de contrarreferência o qual vai permitir ter esse número de pacientes atendidos.
Ponto(s)