25 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TÍTULO: OBSERVAÇÃO NA UNIDADE DE SAÚDE JOSÉ NAILSON MOURA. MUNICIPIO ITABAIANINHA. ESTADO SERGIPE.

ESPECIALIZANDO: YANIEL ALEXANDER TAMAYO VERDECIA.

ORIENTADORA: MARIA HELENA PIRES ARAUJO BARBOSA

A Unidade Básica de Saúde. José Nailson Moura pertence ao município Itabaianinha pertencente ao Estado Sergipe localizado no nordeste do País. É uma UBS tipo II constituída por 2 duas equipes de saúde. A equipe em estudo é a equipe Caraíba que atende 3.500 habitantes e 962 famílias. A equipe Caraíbas é composta por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, um dentista, uma auxiliar de dentista e nove agentes comunitários de saúde. A equipe está dividida por 9 microáreas.

Para realização desta microintervenção foi realizada uma reunião com a equipe de saúde onde fizemos uma avaliação utilizando a Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ). Esse instrumento é composto de ações e atividades desenvolvidas no âmbito da saúde mais perto de você, que são iniciativas da equipe de saúde em conjunto com os gestores do município para cuidar da população no ambiente que vive, no qual se insere o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Entre os objetivos desse programa, destaca-se a institucionalização da cultura de avaliação de atenção básica do Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2016).

Nossa maior deficiência foi identificada na descrição do padrão 4.31 que relata: A equipe de Atenção Básica realiza ações de apoio ao autocuidado e ampliação da autonomia das pessoas com doenças crônicas. A pontuação encontrada foi menor do que 5 e por isso foram traçadas estratégias e planos de ação de forma organizada, e por etapas, para dar soluções ao problema.

A prevalência de indivíduos com diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na nossa unidade foi de 21% (N=712) nos indivíduos maiores de 40 anos, sendo mais afetado o sexo masculino. Ressalta-se que a HAS é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo. Em 2001, cerca de 7,6 milhões de morte no mundo foram atribuídas a elevação da pressão arterial sendo a maioria em países de baixo ou médio desenvolvimento econômico, e fundamentalmente em pacientes entre 45 e 69 anos (BRASIL 2013).

A HAS além de ser uma doença é um fator de risco evitável de morte prematura, pois apresenta muitas complicações como cardiopatia isquêmica, acidentes vasculares cerebrais, doença arterial periférica e outras doenças cardiovasculares incluindo insuficiência cardíaca, aneurisma da aorta, aterosclerose e embolia pulmonar (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010).

A principal relevância da identificação e controle da HAS está nas complicações por ela decorrentes, ou seja, na redução das suas complicações tais como: doença cerebrovascular, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e doença arterial periférica (BRASIL, 2006). As doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por altos custos médicos e socioeconômicos. Em 2009 houve 91.970 internações por DCV, resultando em um custo de R$165.461.644,33. As doenças renais crônicas também tiveram custos altos com o atendimento de 94.282 pessoas no programa de diálises no SUS, registrando-se 9,486 óbitos (DATASUS, 2010).

Os profissionais de saúde da rede básica devem definir estratégias para o controle da hipertensão arterial, principalmente no diagnóstico clínico precoce e na adesão terapêutica dos hipertensos. A manutenção da motivação do paciente em não abandonar o tratamento é talvez uma das batalhas mais árduas que profissionais de saúde enfrentam em relação ao paciente hipertenso (IBGE, 2017).

Diante do que foi exposto, traçamos a microintervenção com o objetivo de sensibilizar a população sobre os fatores de riscos e estilos de vida saudável para diminuir as complicações hipertensivas na população de nossa área.

Estratégia para alcançar os objetivos/metas Atividades a serem desenvolvidas (Detalhamento da Execução)

Recursos necessários para

O desenvolvimento das atividades

Resultados esperados Responsáveis Prazos Mecanismo e indicadores para avaliar o alcance dos resultados
Realizar uma microintervenção educativa sobre HAS com os usuários hipertensos da equipe Caraíbas do município Itabaianinha Sensibilizar a equipe de saúde sobre a metodologia para realizar a microintervenção

Aplicar um questionário aos usuários hipertensos com perguntas relacionadas à HAS.

Realizar palestras e atividades em grupo com os usuários hipertensos sobre o tema HAS.

Aplicar o questionário inicial aos usuários hipertensos.

Recursos humanos:

A equipe de saúde da família Caraíbas

UBS. Jose Nailson Moura

Recursos materiais:

Computador

Impressora

Papel A4

Cartucho HP

1018 Preto

Canetas

Cartolinas

Tesouras

Melhorar os conhecimentos dos usuários hipertensos sobre a HAS.

Diminuir a incidência de HAS de nossa área

Sensibilizar os indivíduos sobre a importância dos hábitos saudáveis de vida

Diminuir as complicações da HAS nos usuários de nossa área

Médico da equipe

Desde abril até Maio do ano 2018

Avaliação através de um questionário para medir o nível de conhecimentos adquiridos pelos usuários hipertensos

Primeiramente se realizará uma sensibilização com toda a equipe sobre a metodologia para realizar a microintervenção. Os agentes comunitários de saúde selecionarão os usuários considerando os cadastrados que tenham o diagnóstico HAS e disponibilidade para participar da microintervenção. Os participantes preencherão um questionário que permitirá conhecer o grau de conhecimento sobre estilos de vida mais saudáveis e fatores de risco desta doença. Os questionários serão respondidos de forma individual, assegurando a total confidencialidade das informações obtidas.

Logo serão realizadas palestras e atividades em grupo com um período de 4 semanas sobre os temas selecionados, segundo as necessidades encontradas após aplicação do questionário. O autor da microintervenção em conjunto com nutricionista e professora de educação física do Núcleo Ampliado da Saúde da Família e Atenção Básica realizarão as palestras no auditório da unidade de saúde. A microintervenção seguirá o seguinte calendário:

  • 1a Semana: Conceito de HAS e Fatores de Risco
  • 2 a Semana: Estilos de Vida saudável.
  • 3 a Semana: Complicações da HAS.
  • 4 a Semana: Aplicação do questionário.

Na última etapa será aplicada novamente o questionário após a conclusão do programa educativo. Assim serão determinados os conhecimentos sobre as complicações da hipertensão arterial durante a aplicação da microintervenção educativa.

Com a microintervenção, espera-se melhorar a qualidade de vida da população hipertensa de forma que desejem fazer mudanças e melhorar seus hábitos e estilo de vida. Espera-se também diminuir o número de casos novos da doença

Para os profissionais de saúde representa um grande desafio o enfrentamento da diminuição do número de pessoas com HAS por meio da modificação do modo e estilo de vida das pessoas. Neste sentido, o trabalho contribuirá para o aprimoramento interdisciplinar e para sensibilização dos profissionais da atenção básica que estão envolvidos na microintervenção.

Por fim, a equipe está aprendeu que é importante melhorar a qualidade de vida dos usuários e permitir uma adequada comunicação por meio de uma linguagem clara, fácil e coerente entre profissionais de saúde e usuários para permitir um melhor entendimento sobre os fatores de risco e complicações da HAS.

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