26 de Maio de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

AUTOAVALIACÃO DE UMA UNIDADE DE SAÚDE

Especializando: Viviana Karina Sanchez Albarracin

Orientador: Tulio Felipe Vieiria de Melo

Colaboradores: Ariane Rose Macedo, Leandro Rodrigues

            A atencão básica em saúde no Brasil tem ações de prevenção, promoção e recuperação, se encontra amplamente difundida dentro do território, contando com a participação de mais de 600 mil profissionais atuando em muitos municípios do país. Um dos elementos para incentivar a melhoria da qualidade de atenção foi desenvolvido pelo Governo como um sistema de avaliação do desempenho, que tem como propósito a melhoria da qualidade de atenção básica, gerando um padrão de qualidade comparável nacional e regionalmente dentro do país, além disso permitirá fornecer padrões de boas práticas, melhorar as condições de saúde na qualidade das práticas da saúde e na eficiência e efetividade do sistema de saúde, dentro dessas melhorias aparecem os processos de autoavaliação que serviram também para a participação de controle social e a responsabilidade sanitária dos profissionais e gestores de saúde com a melhoria das condições  de saúde e satisfação dos usuários.  ( Lins de Sousa D.,  2015-2017, MANUAL INSTRUTIVO PARA AS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA E NASF).

            Dentro dos desafios se encontram a precariedade da rede física, inadequadas condições de trabalho dos profissionais em saúde comprometendo sua capacidade de intervenção e satisfação com o trabalho, sobrecarga das equipes por excessiva quantidade de pessoas sob a sua responsabilidade, pouca integralidade das equipes com as redes de apoio diagnóstico e terapêutico e com os outros pontos da rede de atenção a Saúde (RAS).

            Foi por esses motivos que o Programa para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) foi desenhado com 4 fases que se complementam, formando um ciclo contínuo de melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica. A autoavaliação corresponde a segunda fase desse ciclo, sendo uma ferramenta de potencial pedagógico e com caráter reflexivo que permite implementar soluções  a partir de identificar problemas, gerando planos de intervenção.  (Lins de Sousa D., 2015-2017, MANUAL INSTRUTIVO PARA AS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA E NASF).

            Assim, conhecendo esses processos de intervenção, iniciou a autoavaliação com minha equipe de trabalho convocando uma reunião onde foi explicado a necessidade de fazer a autoavaliação usando como instrumento o manual da Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidades da Atenção Básica (AMAQ). A unidade há 2 anos participa do PMAQ, tendo feito as autoavaliações anteriores. Assim, eles já tinham experiência em como devia ser feita a autoavaliação, senti alívio e alegria de saber que minha equipe já contava com experiência, portanto, o processo de trabalho foi muito mais facilitado.

            Marcamos a reunião para um sexta-feira, após a consulta médica e o trabalho do na unidade, usamos o horário da reunião de equipe, solicitamos usar a área de reunião do posto de saúde para ter maior comodidade e começamos o trabalho.

            Solicitei para a enfermeira da minha equipe guiar os passos a seguir, recordamos que a autoavaliação é um processo de melhoria em nosso atendimento ao usuário, em nossa melhoria como profissionais, e claro que também como unidade de atenção básica,  e também atua como um autoanálise, já que nos permite observar nossas fraquezas, identificar problemas, mais também é um processo que permite fomentar nossa fortalezas, e ajuda na formulação de estratégias de intervenção para a melhoria dos serviços, das relações com a população e do processo de trabalho.

            Com a equipe usamos o instrumento do AMAQ,  listamos cada uma das perguntas e entre todos discutimos a pontuação que deveria ser dada a cada uma das questões, após  terminar nossas respostas listamos os problemas identificados na autoavaliação, identificamos como problemas aquelas perguntas que receberam a menor pontuação e dentro desses decidimos escolher alguns que consideramos serem prioritários para serem enfrentados.

            Foi um momento onde toda a equipe refletiu sobre as causas dos problemas que encontramos na nossa autoavaliação, procuramos compreender bem a implicância de cada um deles, e também foi satisfatório notar que conseguimos boa pontuação em muitas das perguntas, isso produz alegria já que reflete uma boa qualidade de serviço por parte de nossa equipe. Dos problemas prioritários, foram escolhidos os mais críticos para listar nosso trabalho.

            Foi assim que começaram a surgir ideias para gerar uma estratégia de intervenção para a superação dos problemas prioritários. Se falaram de estratégias que precisam da intervenção do município e da gestão, alguns dos problemas que foram consequência da presença ou ausência de alguns elementos como medicação, material para curativos, insumos, infraestrutura, que algumas das áreas da unidade não estão ativas o não estão sendo reparadas, como a área de nebulização que dificulta o tratamento de pacientes que chegam com algum problema de tipo respiratório como ASMA, e que dificultam o processo de trabalho do pessoal e determina um atendimento deficiente em algumas áreas de atenção a nossa população.

            Começamos a traçar o plano de ação e geramos uma matriz de intervenção, identificando responsabilidades e prazos de execução.

            Entre os principais problemas nomeamos alguns, como: a quantidade insuficiente de insumos; a falta de materiais e equipamentos ao primeiro atendimento em caso de urgência; a carência no acompanhamento de crianças com a faixa etária de 5 a 9 anos; a não realização de uma classificação de risco e análise de vulnerabilidade. Além de termos encontrado em outro eixos que só 20% de nossos profissionais faz formação complementar, e que só 20% de nossos profissionais se encontram em curso de EAD.

Continuando a avaliação, fizemos um análise do último quadrimestre, com a quantidade de atendimentos realizados, a quantidade de atendimentos de crianças, pré-natal, visita domiciliar, detecção de doenças de transmissão sexual, a quantidade de preventivos, e avaliamos se se foram cumpridas as metas, avaliamos alguns dos casos de visita domiciliar que foram encaminhados para o CAPS que requeriam da participação do CRAIS, e a quantidade de pacientes encaminhados para a NASF. Falamos sobre as dificuldades de nosso trabalho dia a dia, como as constantes solicitações de encaminhamento por parte da população, algumas delas sem indicação nenhuma. Os agentes de saude falaram das dificuldades de aceso a algumas das regiões, e foi troca de ideias para melhorar o atendimento da população e melhora o aceso a consulta.

            Abaixo segue as respostas de nossa autoavaliação, um exemplo da matriz de intervenção que geramos para um dos problemas que têm menor qualificação em nosso análise. E no final as fotografias de os instrumento de análise, já que a UBS onde eu trabalho conta com PEC, assim que o trabalho e muito mais ordenado, e se requeremos valores de dados são facilmente encontrados.

FOLHA DE RESPOSTAS E CLASIFICAÇÃO DA EQUIPE DE ATENÇÃO BASICA

Subdimensão – J: Educação permanente e Qualificação das Equipes de Atenção Básica-30

No de padrões

4,1

4,2

4,3

soma total

resultados obtidos

10

9

0

19

 

 

Classificação

muito insatisfatório

insatisfatório

Regular

Satisfatório

Muito satisfatório

Pontos

0-6

7-12

13-18

19-24

25-30

Subdimensão- K: organização do processo de trabalho-140 pontos

No de padrões

4,4

4,5

4,6

4,7

4,8

4,9

4,10

4,11

4,12

4,13

4,14

4,15

4,16

4,17

resultados obtidos

9

8

9

8

8

10

10

8

10

10

10

10

10

9

soma total

129

Classificação

muito insatisfatório

insatisfatório

Regular

Satisfatório

Muito satisfatório

Pontos

0-27

28-55

56-83

84-111

112-140

subdimensão L: Atenção Integral à Saúde-350 pontos

No de padrões

4,18

4,19

4,20

4,21

4,22

4,23

4,24

4,25

4,26

4,27

4,28

resultados obtidos

10

9

10

9

8

10

10

10

10

9

10

No de padrões

4,29

4,30

4,31

4,32

4,33

4,34

4,35

4,36

4,37

4,38

4,39

resultados obtidos

10

9

10

8

10

8

10

8

0

8

NA

No de padrones

4,40

4,41

4,42

4,43

4,44

4,45

4,46

4,47

4,48

4,49

4,50

4,51

4,52

Classificação

muito insatisfatório

insatisfatório

Regular

Satisfatório

Muito satisfatório

Pontos

0-69

70-139

140-209

210-279

280-350

matriz de intervenáão

 

estrategias para alcançar os objetivos/metas

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução)

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

responsáveis

prazos

Mecanismo o indicadores para avaliar o alcance dos resultados

20%de profissionais em curso EAD

Solicitar ao DGTES a divulgação dos cursos

memorando

participação de pelo menos 10% até o final de 2018

Diretor

30 dias

% de profisionais en curso EAD

 

 

 

Descrição do padrão :4,3 As equipes utilizam dispositivos de educação e apoio matricial a distancia para a qualificação do cuidado prestado aos usuários.

Descrição da situação problema para o alcance do padrão: A equipe tem apenas 2 profissionais que fazem curso de EAD

Objetivo/Meta: aumentar o número de profissionais para realizar curso EAD

 Reunião de equipeReunião da equipeReunião de equiperelatorio 1relatorio2relatorio3

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