TITULO: AUTOAVALIAÇÃO PARA MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA UBS REMEDIO, MUNICÍPIO BREJINHO.
ESPECIALIZANDO: SILENAYS VILLALON BATISTA
ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO
OBJETIVO: Realizar a autoavaliação do PMAQ na UBS Remédio do município Brejinho e fazer a matriz de intervenção para resolução dos problemas identificados.
O Ministério da Saúde tem priorizado a execução da gestão pública com base em ações de monitoramento e avaliação de processos e resultados. São muitos os esforços empreendidos para a implementação de iniciativas que promovam o acesso com qualidade aos serviços de saúde à sociedade brasileira e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos diversos contextos existentes no País. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) apresenta-se como uma das estratégias indutoras de qualidade pelo Ministério da Saúde. Entre os objetivos do programa, destacam-se a institucionalização da cultura de avaliação da atenção básica no SUS. (BRASIL, 2016).
A garantia da qualidade da atenção apresenta-se atualmente como um dos principais desafios do SUS. Essa qualidade deve compreender os princípios de integralidade, universalidade, equidade e participação social. O manual de Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ) e um instrumento de monitoramento dos indicadores de qualidade do PMAQ. (BRASIL, 2016).
A autoavaliação é entendida como ponto de partida da fase de desenvolvimento do PMAQ, uma vez que os processos orientados para a melhoria da qualidade têm início na identificação e reconhecimento das dimensões positivas e também problemáticas do trabalho da gestão e das equipes de atenção à saúde. Nesse momento, deverão ser produzidos sentidos e significados com potencial de facilitar a mobilização de iniciativas para mudança e aprimoramento dos serviços. (BRASIL, 2016).
Neste relato de experiência vamos descrever como a microintervenção foi realizada na UBS Remédio do município Brejinho, Rio Grande do Norte. Situada na comunidade do mesmo nome, na zona rural do município, atendendo 4 comunidades anexas, 100 % rural com uma população de aproximadamente 1750 pessoas.
Primeiramente convocamos uma reunião de equipe com o objetivo de realizar a autoavaliação, realizar a matriz de intervenção dos principais problemas identificados pela equipe, e propor um instrumento de seguimento dos indicadores. Compareceram á reunião a Enfermeira, a Dentista, a Auxiliar da dentista, a Técnica de Enfermagem, 2 ACS , um não assistiu por motivo de doença, e o recepcionista. Discutimos a AMAQ impressa na dimensão “Unidade Básica de Saúde”, subdimensões: Infraestrutura e equipamentos (H); Insumos, imunobiológicos e medicamentos (I); Educação permanente e qualificação das equipes de atenção básica (J); Organização do processo de trabalho (K); Atenção integral a saúde (L); Participação, controle social e satisfação do usuário (M) e; Programa Saúde na Escola – PSE (N). A pontuação de cada critério era atribuída após debate e consenso do grupo a cerca do tema disposto, os resultados se apreciam a continuação:
H – Infraestrutura e Equipamentos: 42 (Regular) I – Insumos, Imunobiológicos e Medicamentos: 62 (Satisfatório) J – Educação Permanente e Qualificação das Equipes de Atenção Básica: 18 (Regular);
K – Organização do Processo de Trabalho: 115 (Muito Satisfatório) L – Atenção Integral a Saúde: 302 (Muito Satisfatório);
M – Participação Social e Satisfação do Usuário: 28 (Satisfatório);
N – Programa Saúde na Escola: 49 (Muito Satisfatório) ;
Após de terminar o debate e a somatória dos pontos por cada subdimensão, realizamos nossa lista de problemas identificados e adotamos os seguintes critérios para sua seleção: resultado igual o menor que 5, factibilidade de resolução e independência da gestão municipal para realização. Com base nesses critérios foi selecionado um dos problemas levantados pelo questionário para confecção de uma matriz de intervenção. Nossa equipe selecionou o problema referente (4.29 A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco), pois não está acontecendo a consulta de hiperdia com frequência mensal e tampouco realizando ações educativas com relação a prevenção de doenças cardiovasculares.
Matriz de intervenção
Descrição do padrão: L – 4.29 A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco.
Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: Dificuldade para acompanhamento dos pacientes do Hiperdia.
Objetivo/meta: Criar grupo de Hiperdia, realizar encontros mensais e conscientizar os pacientes a realizar consultas regularmente para prevenir agravos das doenças.
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Estratégias para alcançar os objetivos/metas |
Atividades a serem desenvolvidas |
Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades |
Resultados esperados |
Responsáveis |
Prazos |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
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Criar grupo de Hiperdia com encontros mensais |
Realizar ações educativas: palestras sobre doenças cardiovasculares e alimentação saudável |
Divulgação através dos ACS do local, hora e data, tensiometro, glucometro, fita métrica, balança. |
Participação com 100 % dos pacientes e controlar suas doenças. |
Equipe da UBS Remédios. NASF. |
30 Dias |
Livro de registro de pacientes com doenças crônicas. Fichas de atividades coletivas. |
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Elevar os conhecimentos dos pacientes sobre as doenças crônicas e complicações. |
Audiência Sanitária sobre DCNT e complicações. |
Data show, microfone. |
Diminuir a incidência das DCNT e suas complicações. |
Medica: Dra Silenays Enfermeira: Lic. Michelle. |
60 Dias |
Comparecimento dos pacientes com doenças crônicas para seguimento. |
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Trabalhar sobre os fatores de risco mais frequente (Obesidade e Hiperlipidemia) |
Atendimentos com equipe multidisciplinar, individual e em grupos. Caminhadas em grupo 3 vezes por semana. |
Local para acolhimento adequado para realização de exercícios físicos. |
Diminuir e controlar os fatores de riscos das DCNT. |
Nutricionista, Educadora Física, Psicóloga, Medica e Enfermeira. |
Três messes. |
Verificar através dos acompanhamentos os resultados esperados. |
Em seguida, a segunda parte da reunião consistiu em criar um instrumento para registrar e monitorar os indicadores de qualidade do PMAQ. Estes indicadores são: média de atendimentos de médicos e enfermeiros por habitante; percentual de atendimentos de consultas por demanda espontânea; percentual de atendimentos de consulta agendada; índice de atendimentos por condição de saúde avaliada; razão de coleta de material citopatológico do colo do útero; cobertura de primeira consulta odontológica programática; percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida; percentual de encaminhamentos para serviço especializado; razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas odontológicas programáticas; percentual de serviços ofertados pela EAB; percentual de serviços ofertados pela Equipe de Saúde Bucal e índice de atendimentos realizados pelo NASF.
Desde o ano passado a equipe vem levando alguns desses indicadores em um painel de indicadores como se mostra na figura abaixo localizado na sala da enfermeira, pois na recepção da UBS não tem lugar onde colocar. Mensalmente são colocados os dados nesse painel, só que este ano ainda não está atualizado, então foi pactuado a começar no prazo de 15 dias a colocação dos dados dos quatro messes trabalhados nesse ano.

Realizando esse trabalho nossa equipe ficou mais fortalecida e unida, fomos críticos e autocríticos respondendo AMAQ, fato que foi muito importante, lembramos e debatemos cada tópico que ajudam nosso trabalho melhorar, solucionar os problemas selecionados e elevar o nível de satisfação da população para os quais trabalhamos.
Referencias
BRASIL. Ministério da Saúde. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica – AMAQ. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em:<http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/AMAQ_AB_SB_3ciclo.pdf>. Acceso em: 20 nov. 2016
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