10 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO I: Observação na Unidade de Saúde.

O título: Construindo Através do Pensamento

Nome do especializando: Rodolfo Lins da Silveira Macedo

Orientador: Maria Betânia Morais de Paiva

Colaboradores: Maria Stella França de Sousa, Hortencia Borges de Melo, Edilma Barbosa da Silva, Maria da Felicidade da Costa Melo, Francisca Sales Barbosa Andre. Maria Wilza.

Nesta primeira etapa estarei relatando as experiências vividas no processo para realização da nossa primeira microintervenção sobre Observação na unidade de Saúde. Dessa maneira, irei inicialmente abordar alguns pontos necessários para maior compreensão a respeito do trabalho realizado. O Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde no Brasil, criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela lei nº 8.080/90. (Portalms.saude.gov.br, 2013/2018)

A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (BRASIL, 1988).

Inicialmente iremos falar sobre os serviços que realizamos através da atenção básica ou atenção primária em saúde que é conhecida como a “porta de entrada” dos usuários nos sistemas de saúde. Ou seja, é o atendimento inicial. Na qual as suas ações estão voltadas para: Promoção da saúde, Prevenção das doenças, Recuperação e Reabilitação da saúde. Tendo também como objetivo solucionar os possíveis casos de agravos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade, funcionado assim, como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos (Pensesus.fiocruz.br/atenção-básica). A saúde é direito de todos e dever do Estado Serviços esses que tem como porta de entrada preferencial pelo Sistema Único de Saúde (SUS) as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que são o local prioritário de atuação das Equipes de Atenção Básica (EAB). (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012)

Dessa forma, teremos como centro do processo de autoavaliação da nossa microintervenção os serviços prestados pela nossa Equipe de Atenção Básica (EAB) da Unidade Básica de Saúde (UBS) de São José, do município do Alto do Rodrigues/RN. Para a realização da autoavaliação foram utilizados os critérios avaliativos do instrumento de Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ) que constitui uma importante ferramenta de monitoramento dos indicadores de qualidade do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).

O AMAQ é uma ferramenta validada nacional e internacionalmente. Ela é capaz de promover reflexões sobre as responsabilidades dos profissionais e gestores de saúde no âmbito da atenção básica, visando promover o acesso com qualidade aos serviços oferecidos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).

Seguindo esses critérios foi realizado junto com toda a nossa equipe de saúde uma autoavaliação estimulando o processo da autocrítica em relação os serviços que estamos disponibilizando aos usuários da nossa unidade, visando assim reconhecer as nossas debilidades e buscando alcançar melhorias, estabelecendo assim, o nível de qualidade preconizados pelo SUS e pelas políticas nacionais de saúde.

Para realização da autoavaliação baseada nos critérios avaliativos do AMAQ foi utilizado versão impressa do material, ano 2017, uma vez que não disponibilizamos de redes de computadores e internet na UBS de São José. O referido processo avaliativo já havia sido realizado no ano anterior para avaliação do PMAQ, no entanto, vale destacar que no momento da avaliação a equipe se encontrava sem médico. Após repetir todo o processo, agora com a equipe completa, foram avaliados todos os requisitos. A unidade de análise que foi levada em consideração para realização da microintervencao foi a Gestão e Equipe da Atenção Básica por ter apresentado maior alternância em relação aos resultados. Os critérios respondidos foram relativos às dimensões “Gestão da Atenção Básica” e “Unidade Básica de Saúde” e as suas respectivas subdimensões: Apoio Institucional (E); Educação permanente (F); Monitoração e avaliação (G); Infraestrutura e equipamentos (H); Imunobiológicos e medicamentos (I).  A pontuação de cada critério foi atribuída em duas etapas. A primeira etapa baseada na resposta individual do questionário de cada membro da equipe e a média estabelecida pela nota que foi data para cada um desses critérios. E a segunda se deu através da reflexão em conjunto dos resultados obtidos e debatidos com a equipe, as falhas e o que se poderia fazer para melhorar.

O resultado da classificação se deu através do percentual das subdimensões em categorias como: muito insatisfatório, insatisfatório, regular, satisfatório e muito satisfatório. Após o resultado final estabelecido pela média estipulada e avaliada pela equipe, foi obtido o resultado a seguir:

Tabela 1 – Resultados das classificações dos critérios avaliados

Submersão Classificação
E-Apoio Institucional Regular
F-Educação permanente Regular
G-Monitoração e avaliação Regular
H-Infraestrutura e equipamentos Satisfatória
I- Imunobiológicos e medicamentos Satisfatória

Após realização da autoavaliação foi selecionado um dos problemas levantados pelo questionário para confecção de uma matriz de intervenção. Foi escolhido o problema, considerando os seguintes critérios: nota ≤ 5 e a possibilidade de resolução. A microintervenção foi elaborada em cima do problema que obteve nota 5: Unidade de Análise – gestão e equipe de Atenção Básica, Dimensão – gestão da Atenção Básica, Subdimensão- Educação Permanente. Descrição do padrão: 2.6 A gestão da Atenção Básica garante às equipes de saúde momentos destinados às reuniões.

Quadro 1 – Matriz de intervenção

Descrição do padrão: 2.6 A gestão da Atenção Básica garante às equipes de saúde momentos destinados às reuniões.
Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: A falta de momentos destinados as reuniões. Falta de elaboração de estratégias para intervir nos problemas referentes a unidade e os serviços prestados por ela. Ausência de respostas e melhorias perante os problemas apresentados pela unidade. Comprometimento do relacionamento do pessoal da equipe. A instabilidade do relacionamento da população com a equipe de saúde da unidade
Objetivo/meta: Realizar maiores números de encontros entre os membros da equipe de Atenção Básica da nossa UBS.
Estratégias para alcançar os objetivos/metas Atividades a serem desenvolvidas Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades Resultados esperados Responsáveis Prazos Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados
Aumentar o número de encontros de 1 vez a cada 3 meses para encontros semanais ou a cada 15 dias. Rodas de conversas; Debates; Questionários autoavaliativos. Elaborar gráficos para controle dos resultados das medidas adotadas Auditório; Folhas A4; Caixa em acrílico; Cartolina; Notebook. Quadro Branco; Cadernos. Diminuição das críticas; Elaboração de intervenções;

Resolução dos problemas.

Médico;

Enfermeira;

Gestão e coordenação de saúde do município.

30 dias Exposição das impressões na última reunião do mês. Gráficos do desempenho das ações.
Melhorar a interação entre os membros da equipe Rodas de conversas; Debates; Questionários autoavaliativos Atividades interação com o grupo; Acompanhamento com psicólogo. Elaborar gráficos para controle dos resultados das medidas adotadas Auditório; Folhas A4; Caixa em acrílico; Cartolina; Notebook. Quadro Branco; Cadernos. Melhora da interação dos funcionários da unidade de saúde e do desempenho das suas atividades. Médico;

Enfermeira;

Técnica de enfermagem; Agentes de saúde; recepcionista; zeladora; motorista; Gestão e Coordenação de saúde do município

.

30 dias Exposição das impressões na última reunião do mês. Gráficos do desempenho das ações.
Listar os problemas e classifica-los de acordo com a possibilidade de resolução Rodas de conversas; Debates; Questionários autoavaliativos; Elaborar gráficos para controle dos resultados das medidas adotadas;

Palestras

Auditório; Folhas A4; Caixa em acrílico; Cartolina; Notebook. Quadro Branco;

Cadernos.

Diminuição das críticas; Elaboração de intervenções; Resolução dos problemas; Médico;

Enfermeira;

Técnica de enfermagem; Agentes de saúde; recepcionista; zeladora; Gestão e coordenação de saúde do município.

60 dias Exposição das impressões na última reunião do mês; Gráficos do desempenho das ações

Matriz de intervenção (detalhamento da execução)

Descrição do padrão:

A gestão da Atenção Básica garante às equipes de saúde momentos destinados às reuniões.

 

Descrição da situação-problema para o alcance do padrão:

A falta de momentos destinados as reuniões onde possamos discutir e analisar os problemas da unidade, que tem contribuído para o aumento da insatisfação dos usuários. A falta de elaboração de estratégias para intervir nos problemas referentes a unidade e os serviços prestados por ela. A ausência de respostas e melhorias perante os problemas apresentados pela unidade. Comprometimento do relacionamento do pessoal da equipe, que acabam criando certa desunião e falta de comunicação entre os membros. A instabilidade do relacionamento da população com a equipe de saúde da unidade devido a alguns condutas inadequadas adotadas por alguns dos membros da Equipe.

 

Objetivo/meta:

Realizar maiores números de encontros entre os membros da equipe de Atenção Básica da nossa UBS, no intuito de melhorar à organização do processo de trabalho, desde planejamento ao monitoramento e à análise dos indicadores e informações de saúde, à construção de projetos e à avaliação das suas ações, à integração e troca de conhecimentos entre os profissionais membros da equipe.

 

Estratégias para alcançar os objetivos/ metas

Receber autorização da gestão e da coordenação de saúde para que aumentar o número de encontros de 1 vez a cada 3 meses para encontros semanais ou a cada 15 dias; Criar um ambiente agradável e confiável para todos, para que assim possamos melhorar a interação entre os membros da equipe e juntos identificar os principais problemas que prejudicam o acesso e a qualidade da atenção na nossa unidade de saúde e tentar contribuir para superá-los; Listar os problemas e classificá-los de acordo com a possibilidade de resolução: 1- problemas com determinantes proximais, ou seja, que poderiam ser resolvidos imediatamente. 2- problemas com determinantes intermediários, que poderiam ser resolvidos, mas que dependem da ajuda de outras pessoas externas à unidade. 3- problemas com determinantes distais que são aqueles que a resolução depende de uma política macro.

 

Atividades a serem desenvolvidas

Criar uma caixa e deixar de fácil acesso somente para os funcionários da unidade, para que eles possam de maneira pessoal, depositar suas críticas em relação a algo que esteja acontecendo na ambiente de trabalho, para que sejam discutidas nas reuniões; Atividades com o grupo que requeira a participação e a interação de todos os membros da equipe; Acompanhamento com o psicólogo através de sessões em grupo e individuas se necessário;

Criar também uma caixa e deixar de fácil acesso na recepção, onde os usuários possam colocar sua avaliação, em relação a forma de atendimento que estão recebendo e dos serviços que estão sendo disponibilizados na unidade. Para os que não possuem condições de realizar essa avalição de forma escrita, ser disponibilizados momentos para que se escutem suas opiniões para que, dessa forma possam ser levadas em considerações;

Elaborar gráficos de acordo com a avaliação depositadas pelos usuários e cadernos de controle e de monitorização da unidade, para que assim se possa ter controle dos resultados das medidas adotadas pela equipe para intervenção dos problemas da unidade. Como também para avaliar o nível de satisfação dos funcionários de trabalho da unidade, proporcionado um melhor ambiente para convivência de todos e da realização de suas tarefas.

 

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

             O projeto elaborado conta com duas caixas de acrílico, uma para os usuários e outra para os funcionários da unidade. Disponibilização dos materiais para os preenchimentos das avaliações (Canetas e Folhas A4). Dia e o horário estipulado para se realizar a escuta dos usuários que não possuem condições de realizar essa avalição de maneira escrita. Matérias para construção dos gráficos e para atualizações dos mesmos (Cartolina; Quadro Branco; Notebook; Cadernos). E o mais importante, a colaboração de todos da equipe para querer participar das reuniões.

Resultados esperados

1-      Melhorar a interação dos funcionários da unidade de saúde e proporcionar um ambiente agradável para todos para obter um melhor desempenho em relação as suas respectivas atividades.

2-      Melhorar a relação entre os usuários e os funcionários da unidade.

3-      Alavancar a qualidade do atendimento e o acesso dos usuários aos serviços disponibilizados na unidade.

4-      Reduzir o número de críticas e da insatisfação dos usuários e dos funcionários da unidade básica de saúde.

 

Responsáveis

1-      Gestão de saúde do município (responsáveis pela fiscalização desses encontros e avalição dos resultados obtidos pela equipe, além de disponibilizar o material desejado.)

2-      Coordenação de saúde município (fazer a ligação entre a gestão e a equipe de saúde e facilitar o acesso os matérias necessários)

3-      Equipe de saúde da unidade básica, entre eles: o médico, a enfermeira, a técnica da equipe volante e da unidade, as 2 agentes de saúde da unidade, recepcionista e zeladora da unidade. (Tem como obrigação a realização e cumprimento da matriz de intervenção, desde da realização dos encontros, aplicação dos meios de avaliação, coletas dos dados e elaboração dos gráficos e compromisso com as metas estipuladas.)

 

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

1-      Caixa avaliativa

2-      Relatório das escutas dos usuários que não que não possuem condições de realizar a avalição por escrito

3-      Gráficos informativos em relação aos resultados obtidos com desempenho do trabalho

4-      Exposição das impressões na última reunião do mês.

A segunda parte da reunião consistia em estabelecer uma ferramenta para registrar e monitorar os indicadores de qualidade do PMAQ. Os indicadores rotineiramente avaliados na equipe são:

Acesso e continuidade do serviço:

– Media de atendimentos de médicos e enfermeiros por habitantes.

– Percentual de atendimentos de consultas por demanda espontânea.

– Percentual de atendimentos de consultas agendadas.

– Índice de atendimentos por condição de saúde avaliada

– Razão de coleta de material citopatológico do colo de útero.

– Cobertura de primeira consulta odontológica programática.

Coordenação do cuidado:

– Percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida.

Resolutividade da Equipe de Atenção Básica:

– Percentual de encaminhamento para serviços especializados.

– Razão entre tratamento concluído e primeiras consultas odontológicas programáticas.

Abrangência da oferta de serviços:

– Percentual de serviços ofertados pela Equipe de Atenção Básica.

– Percentual de serviços ofertados pela Equipe de Saúde Bucal.

Para o NASF foi definido como indicador de desempenho:

– Índice de atendimentos realizados pelo NASF.

O indicador escolhido pela equipe para monitorar foi o percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida. Uma vez que, atendemos em 4 unidades básicas de saúde, que foram distribuídas em pontos estratégicos para facilitar o acesso dos usuários a unidade e os serviços disponibilizados por ela, apresentamos algumas dificuldades para realizar esses atendimentos. Como somos equipe volante e temos que atender um dia apenas na semana em cada unidade e tendo que realizar as visitações apenas uma vez por mês em cada sítio, através das visitas domiciliares, acabamos que não podendo estar presente na primeira semana de vida daquele recém-nascido, terminamos assim, por realizar a consulta tempos depois do que se fazia necessário ou quando a mãe leva a criança para ser avaliado na UBS em razão de algum agravo. Então, após nos reunirmos e analisado a gravidade da situação, a UBS de São José lançou mão de algumas das ferramentas que já utilizava para monitorização dos serviços ofertados pela equipe.

O material utilizado consiste de uma ficha com dados acerca dos atendimentos individualizados realizados no dia do atendimento (FIGURA 1) e outra ficha que será preenchida ao final de cada mês baseado nos dados da equipe em relação ao território adstrito e aos dados de produção médica, através das informações coletadas pelo total de fichas de atendimentos individualizadas no final de cada mês (FIGURA 2). Procuramos utilizar o material que já tínhamos disponíveis e aumentar a fiscalização perante esse assunto, de modo que possamos cumprir com o que se é determinado, ou seja, realizar a consulta ainda na primeira semana de vida do recém-nascido, que é de fundamental importância. Para isso fizemos uma associação com o número de atendimentos de pré-natal e o número de atendimentos de puericultura, de forma ao acompanhar a gestante no seu pré-natal, e assim termos uma ideia da data prevista para o parto, se programando com uma consulta agendada para aquele dia ou aquela semana. E o número de puericultura nos ajudaria a ter esse controle. Escolhemos métodos que já tínhamos utilizado com frequência para nos fornecer esses dados. Através das fichas de atendimentos individuais, vamos poder avaliar o número de atendimentos de pré-natal e puericultura, que será repassado na sua totalidade para preencher a tabela dos dados de produção médica, que junto com os dados do território da equipe servirão de padrão para avaliar os resultados e assim ver se houve uma melhora em relação a esse requisito.

FIGURA 1 – Ficha de atendimento individual

Figura 2 – Ficha de dados do território da equipe e de dados de produção médica

Sabendo que, para um trabalho funcionar de maneira homogênea, os integrantes que contribuem para realização do mesmo, tem que estar em sincronia e para isso tem que haver entendimentos das partes. Procuramos realizar reuniões com toda a equipe e avaliar a frequência com a qual estávamos nos reunindo, tanto para avaliar as questões relacionadas a nossa unidade básica de saúde, mas também para avaliar a nossa interação, como equipe da estratégia da família. Percebemos que era necessário aumentar a frequência das mesmas, que antes, estavam acontecendo a cada 3 meses, para a cada 15 dias levando em consideração os critérios de recomendações e indicadores dos portais de busca recomendados pelo curso.

Ao adotar tal conduta, buscamos assim aumentar o tempo de interação dos membros da equipe, procurando estreitar os laços através de momentos comemorativos e na criação de diálogos no intuito de diminuir as diferenças, criar maior compreensão e melhorar o trabalho de equipe; pois para a realização de uma microintervenção onde requer a colaboração de todos, se faz necessário o diálogos entre os membros participantes de maneira que haja maior cobertura dos serviços a serem implementados.

Nessa direção, já foram dados os primeiros passos no processo de realização da microintervenção abordando e discutindo a cerca de um dos problemas que pode ser visto como ponto de partida para o desencadeamento de todos os problemas subsequentes. Na reunião foi percebido que ao melhorar a interação da equipe e grau de confiança entre os membros, seria possível criar um ambiente de trabalho com menos atrito, mais propício à realização das atividades com maior satisfação dos trabalhadores ampliando a receptividade para com os usuários e melhorando a harmonia do local.

Foi observado também, uma maior preocupação dos funcionários em manter um ambiente mais seguro, organizado, com melhor distribuição das informações e do acesso a comunidade. Após esclarecimentos dos problemas através do diálogo foi percebido, desde da semana seguinte a primeira reunião, uma melhora no fluxo das atividades da unidade, em busca de um propósito maior na busca da satisfação pessoal e profissional.

Como potencialidades advindas da intervenção destaca-se alguns procedimentos como calendário e a criação de um cronograma em cima das datas estabelecidas, realização de chamadas através de um caderno de chamadas, a  utilização de caixa de acrílico, utilizada para servi como meio de se estabelecer os pontos que serão abordados nas reuniões, através de bilhetes de relatos, opiniões, sugestões, críticas e avaliações ali depositadas pelos funcionário da unidade, em relação ao ambiente de trabalho, gráfico informativo em relação ao grau de humor e satisfação dos funcionários da unidade.

Uma vez iniciada a intervenção com a equipe de saúde da unidade e estabelecida os pontos a serem trabalhados internamente, foi iniciado o segundo passo da microintervenção, que seria melhorar o acesso a unidade e os serviços estabelecidos por ela e o grau de satisfação dos seus usuários. Foi adotado um sistema de avaliação semelhante para os usuários da unidade, que também dispuseram de uma caixa de acrílico, onde passaram a realizar suas sugestões em relação aos atendimentos, como também suas opiniões, críticas e avaliações sobre a forma como estão sendo assistidos e dos serviços disponibilizados.

Em cima disso foram estudados nas reuniões os problemas e classificados de acordo com a possibilidade de resolução, com isso, adotadas as medidas cabíveis e possíveis de resolução. Para o controle desses procedimentos foram adotados medidas de supervisão através de relatório quinzenais de acordo com as reuniões estabelecidas e repassados para a gestão e a coordenação de saúde do município. Nas reuniões foi também aberto em uma, da duas reuniões do mês, para a participação da associação dos moradores colaborarem, trazendo informações importantes acerca da unidade. Gráficos também foram utilizados para avaliar, se está tendo ou não, diminuição de reclamações e avaliar também o nível de satisfação, adotando maior controle sobre os serviços que tem relação com a unidade, a gestão e a coordenação, como o caso de encaminhamentos e exames solicitados através de cadernos de anotações.

Através dessas intervenções estamos ansiosos por resultados cada vez melhores em relação aos serviços oferecidos pela nossa unidade, aprendendo que o foco não pode estar na unidade de trabalho em si, mas principalmente nas pessoas, nos usuários que a buscam. Lidar com a dor do próximo requer o máximo de humanidade por parte dos prestadores de serviço. Tendo em mente que não podemos ser moldados e influenciados pelos fatores externos que podem vir a surgir, mas sim, que temos que adotar a postura de mudar e influenciar para melhor o meio e aqueles que se encontram ao nosso redor, como referências para aqueles que buscam por solução para suas dores e aflições. Entender que podemos atenuar ou abrandar tais sentimentos desde da primeira interação para com os pacientes.

Claro que dificuldades foram apresentadas na execução de tais intervenções, como fatores culturais, socioeconômicos e políticos, tendo em vista que como seres humanos temos formas diferentes de pensar, hábitos diferentes e que nem todos possuem os mesmo benefícios e acessos, como a educação por exemplo. Vivemos em uma sociedade onde as influências políticas e partidárias são muito fortes, o que levam as pessoas a não visualizarem um serviço em si, mas associarem a ele uma manifestação política. Mas na expectativa de vislumbrar novas caminhos com intuito de um futuro melhor, foi encontrado forças para superar as barreiras e pôr em pratica as atividades, tendo como resposta uma melhor interação da comunidade com a unidade básica de saúde, quebrando assim alguns paradigmas estabelecidas por serviços anteriores prestados e mostrando uma nova perspectiva de saúde para população, fazendo da unidade uma ambiente não de dor, mais de esperança.

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série E. Legislação em Saúde)

Portal do Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde, direito reservados 2013/2018

http://portalms.saude.gov.br/index.php/sistema-unico-de-saude/sistema-unico-de-saude

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1998, Título VIII Da Ordem Social, Capitulo II, secção II, art. 196 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

https://pensesus.fiocruz.br/atencao-basica. Início » A » Atenção básica

Ministério da Saúde, Política Nacional de Atenção Básica-PNAB, Brasília-DF 2012, Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, pg 14 e 16.

Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica-AMAQ, Brasília-DF 2017, Estrutura do instrumento AMAQ – AB: equipe de Atenção Básica Unidade, pg 22, quadro 1.

Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica-AMAQ, Brasília-DF 2017, Parte 1-Equipe de Atenção Básica, Dimensão: gestão da atenção básica, pg 37-44.

Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica-AMAQ, Brasília-DF 2017, Anexos, Matriz de intervenção, pg 155.

Ministério da saúde. Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. Programa de melhoria do acesso e da qualidade-PMAQ, Brasília – DF 2017, – Indicadores de monitoramento para as Equipes de Atenção Básica, Saúde Bucal e NASF (Saúde da Família ou Parametrizada) no terceiro ciclo do PMAQ, pg 29, quadro 4.

Equipe de saúde da unidade: enfermeira, técnica de saúde, agentes de saúde, recepcionista e zeladora, na reunião da equipe com o pessoal da unidade

Equipe de saúde da unidade: médico, enfermeira, técnica de saúde, agentes de saúde, recepcionista e zeladora, na reunião com o pessoal da equipe da unidade.

Momento de comemoração e comunhão da equipe. Membros na foto: Medico, enfermeira, técnica, recepcionista, agente de saúde, vacinadora e o motorista. Todos membros importante não realização das tarefas.

Momento de comemoração.

Caixa de sugestões, elogios, reclamação, informações e denúncias. Material de suma importância no controle da qualidade do atendimento e dos serviços disponibilizados pela unidade.

Ficha de avalição que deverá ser preenchidas de acordo com o que o paciente gostaria de relatar e depositada na caixa de avaliação, onde poderá acrescentar outras informações caso assim julgue necessário

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