CAPÍTULO I: Observação na Unidade de Saude
TITULO: GESTAO E CONTROLE DAS DOENCAS CRONICAS NÃO
TRANSMISSíVEIS
ESPECIALIZANDO: LUVY ESTHER TRIANA PEREZ
ORIENTADOR: CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA
Na atualidade as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão sendo muito freqüentes e tem um elevado índice de mortalidade que devido a um diagnóstico e seguimento inadequado são causas de complicações que podem levar a morte da pessoa que tem essa doença.
As DCNT são aquelas de etiologia incerta, multicausale atualmente,em adultos, constituem o principalproblema de saúde em a maioria dos países. Entre elas se encontram a Diabetes Mellitus, a Hipertensão Arterial, a Obesidade, a Doença Cardiovascular, oCâncer entre outras. Sabe-se que muitas destas doenças são evitáveis e suas mortes prematuras igualmente podem ser evitadas. (ARMOA, 2006).
Fatores de risco para DNCR identificados epidemiologicamente como tabaquismo, consumo excessivo e inapropriado de álcool, inatividade física e dieta inadequada podem ser modificados eatravés deestratégias de intervenção que interceptem a historia atual da doença. (AYALA, 2004)
O controle das DCNT é baseado em princípios diferentes em relação com os padecimentos transmissíveis. Implica um processo educativo para entender a doença, mudanças significativas e focadas em condutas, uso em longo prazo de medicamentos e avaliaçõesfreqüentesdaassistência de especialistas conjuntamente com a família e a comunidade. (STRONG ; MATHERS, 2005).
As DNCT também constituem um problema de saúde para nossa comunidade especialmente a hipertensão arterial, a diabetes mellitus e a obesidade.
Este Relato de experiência foi desenvolvido durante o módulo da Observação na unidade de saúde, na atividade 4 deste módulo, como temática de estudo, detalhando a atividade proposta a ser desenvolvida neste capítulo. O objetivo desta microintervenção foi aumentar o número de consultas agendadas de pessoas com doenças crônicas e conhecer seus fatores de risco para poder atuar na modificação de os mesmos.
. Em reunião com equipe de saúde de nossa UBSfoi realizadauma conversa para a preparação da auto-avaliarão,onde é equipe de trabalho se comprometeu depois de conhecer os problemas de saúde de nossa comunidade a trabalhar com esforço para resolver os mesmos garantindo uma consulta integral e de qualidade, usando o AMAQ como ferramenta para identificar as fragilidades e potencialidades da equipe e analisando cada um de os problemas identificados.
Depois de usada a ferramenta AMAQ foi preciso estabelecer uma ordem de prioridade para resolver cada problema encontrado usando os padrões que avaliam esta ferramenta. Dando uma pontuação a cada problema desde 0 até 10 pontos de 0-2(muito insatisfatória),3-5(insatisfatória), 6-7(regular), 8-9(satisfatória) e 10(muito satisfatória). Neste encontro os problemas prioritários foram selecionados em relação à pontuação dada e a prioridade é o problema com uma pontuação por abaixo de cinco pontos.
Para realizar a matriz de intervenção se tomou como problema principal:4.29(A equipe de atenção básica não organiza a atenção as pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco), já que este problema tem uma pontuação de 3 (insatisfatória). Uma vez realizada esta avaliação se elaboram os objetivos e metas a cumprir para este problema assim como os recursos e responsáveis para cada atividade estabelecendo prazos de cumprimento, monitoramento e resultado esperado.
Também nossa equipe elaborou um instrumento para avaliar os indicadores de desempenho do PMAQ a partir dos SIS. Número de atendimentos pelo médico e pelo enfermeiro, número de consultas agendadas e por demanda espontânea de as doenças crônicas não transmissíveis.
Com a construção da matriz de intervenção e a escolha dos indicadores nossa equipe conheceu a importância de saber os fatores de risco das pessoas com doenças crônicas para trabalhar em a mudança destes fatores de risco e evitar complicações.
Na avaliação dasdificuldades (fragilidades) encontradas,a nossa equipe de saúde não conhece adequadamente os protocolos para uma organização e atendimento adequados das pessoas com doenças crônicas e também que não se realizam atividades de educação para a saúde para eliminar os fatores de risco destas doenças.
A potencialidade de nossa equipe é que todas ou a maioria das pessoas com doenças crônicasassistam a consulta agendada ou por demanda espontânea para ter um melhor controle e monitoramento de sua doença e trabalhar em na modificação de risco.
Nossa intervenção tem como objetivo a mudança do estilo de vida e o controle e monitoramentoadequado de cada pessoa com doença crônica assegurando uma programação de todas as consultas destas pessoas doentes assim como a realização de ações de saúde como visitas domiciliares encaminhadas a diminuir ou eliminar fatores de risco e brindar educação para a saúde na população.
Com a construção da matriz de intervenção, escolha dos indicadores e a avaliação nossa equipe conheceu a importância de um trabalho em conjunto e fortaleceu a relação profissional entre todos os integrantes unificando critérios para assim chegar a uma conclusão certa de identificação de problemas e como fazer para elaborar uma estratégia de solução.
Os resultados esperados com a realização desta intervenção é conseguir o controle adequado de todos ou a maioria das pessoas com doenças crônicas,assim como identificar os fatures de risco de cada pessoa com doença crônica para trabalhar nesse sentido e prevenir futuras complicações.
O impacto que nos esperamos é que as pessoas com doenças crônicas sejam conscientes que apresentam uma doença que pode ser tratada e que com um tratamento adequado possam mudar de estilo de vida e prevenir complicações.
Com a realização deste trabalho e sua continuidade nos esperamos um aumento no numero de consultas agendadas de doenças crônicas não transmissíveis assim como incremento do numero de ações de promoção de saúde e prevenção de doenças.
REFERÊNCIAS
1-Armoa, L. (2006). Política de Promoción de la Salud. Salud con Equidad. M.S.P y B.S. UNFRA, OPS/ OMS. Asunción. Paraguay.
2- Ayala, M. (2004). Manual de Normas Guías para el control de la HTA. Con énfasis en la prevención cardiovascular. Primera Edición. INPCARD. M.S.P. y B.S. Asunción. Paraguay.
3- Strong K, Mathers C, Leeder S, Beaglehole R. Preventing chronic diseases: how many lives can we save. Lancet 2005;366:1578-1582
ANEXOS
Matriz de intervenção
| Descrição do padrão:´
4.29 A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco |
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| Descrição da situação-problema para o alcance do padrão:
A equipe básico de saúde não realiza o control adecuado e monitoreamento das doenças crônicas não trasmisiveis. |
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| Objetivo/meta:
Lograr um seguimento adecuado e ieintegral ademais do control de fatores de risgo em pessoas com doenças crônicas não trasmisiveis por parte do equipe básico de saúde. |
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| Estratégias para alcançar os objetivos/metas | Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução) | Recursos necessários
para o desenvolvimento das atividades |
Resultados esperados | Responsáveis | Prazos |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
| Realizar um control adecudo de as doenças crônicas não trasmisiveis | Agendar de forma certa as consultas para as pessos com doenças crônicas não trasmisiveis desinando um dia fixo em na semana para realizar estas consultas. | Recursos humanos e materiais(pessoas que integram é equipe básico de saúde e prontuários fichas de atendimento individual etc) | Lograr um aumento na assistência de as pessoas com doenças cronicas não trsmisiveis para consulta agendada | Enfermeira, agentes comunitários | Um mes | Verificacao das consultas agendadas em no livro de agendamento. |
Indicadores
| INDICADOR | J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
| No de atendimentos pelo medico | ||||||||||||
| No de atendimentos pelo enfermeiro | ||||||||||||
| No de atendimentos por consulta agendada | ||||||||||||
| No de atendimento por demanda espontânea |
