7 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO I: Observação na Unidade de Saude

TITULO: GESTAO E CONTROLE DAS DOENCAS CRONICAS NÃO  

TRANSMISSíVEIS

ESPECIALIZANDO: LUVY ESTHER TRIANA PEREZ

ORIENTADOR: CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA

Na atualidade as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão sendo muito freqüentes e tem um elevado índice de mortalidade que devido a um diagnóstico e seguimento inadequado são causas de complicações que podem levar a morte da pessoa que tem essa doença.

As DCNT são aquelas de etiologia incerta, multicausale atualmente,em adultos, constituem o principalproblema de saúde em a maioria dos países. Entre elas se encontram a Diabetes Mellitus, a Hipertensão Arterial, a Obesidade, a Doença Cardiovascular, oCâncer entre outras.  Sabe-se que muitas destas doenças são evitáveis e suas mortes prematuras igualmente podem ser evitadas. (ARMOA, 2006).

Fatores de risco para DNCR identificados epidemiologicamente como tabaquismo, consumo excessivo e inapropriado de álcool, inatividade física e dieta inadequada podem ser modificados eatravés deestratégias de intervenção que interceptem a historia atual da doença. (AYALA, 2004)

O controle das DCNT é baseado em princípios diferentes em relação com os padecimentos transmissíveis. Implica um processo educativo para entender a doença, mudanças significativas e focadas em condutas, uso em longo prazo de medicamentos e avaliaçõesfreqüentesdaassistência de especialistas conjuntamente com a família e a comunidade. (STRONG ; MATHERS, 2005).

As DNCT também constituem um problema de saúde para nossa comunidade especialmente a hipertensão arterial, a diabetes mellitus e a obesidade.

Este Relato de experiência foi desenvolvido durante o módulo da Observação na unidade de saúde, na atividade 4 deste módulo, como temática de estudo, detalhando a atividade proposta a ser desenvolvida neste capítulo. O objetivo desta microintervenção foi aumentar o número de consultas agendadas de pessoas com doenças crônicas e conhecer seus fatores de risco para poder atuar na modificação de os mesmos.

.    Em reunião com equipe de saúde de nossa UBSfoi realizadauma conversa para a preparação da auto-avaliarão,onde é equipe de trabalho se comprometeu depois de conhecer os problemas de saúde de nossa comunidade a trabalhar com esforço para resolver os mesmos garantindo uma consulta integral e de qualidade, usando o AMAQ como ferramenta para identificar as fragilidades e potencialidades da equipe e analisando cada um de os problemas identificados.

Depois de usada a ferramenta AMAQ foi preciso estabelecer uma ordem de prioridade para resolver cada problema encontrado usando os padrões que avaliam esta ferramenta. Dando uma pontuação a cada problema desde 0 até 10 pontos de 0-2(muito insatisfatória),3-5(insatisfatória), 6-7(regular), 8-9(satisfatória) e 10(muito satisfatória). Neste encontro os problemas prioritários foram selecionados em relação à pontuação dada e a prioridade é o problema com uma pontuação por abaixo de cinco pontos.

Para realizar a matriz de intervenção se tomou como problema principal:4.29(A equipe de atenção básica não organiza a atenção as pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco), já que este problema tem uma pontuação de 3 (insatisfatória). Uma vez realizada esta avaliação se elaboram os objetivos e metas a cumprir para este problema assim como os recursos e responsáveis para cada atividade estabelecendo prazos de cumprimento, monitoramento e resultado esperado.

Também nossa equipe elaborou um instrumento para avaliar os indicadores de desempenho do PMAQ a partir dos SIS. Número de atendimentos pelo médico e pelo enfermeiro, número de consultas agendadas e por demanda espontânea de as doenças crônicas não transmissíveis.

Com a construção da matriz de intervenção e a escolha dos indicadores nossa equipe conheceu a importância de saber os fatores de risco das pessoas com doenças crônicas para trabalhar em a mudança destes fatores de risco e evitar complicações.

Na avaliação dasdificuldades (fragilidades) encontradas,a nossa equipe de saúde não conhece adequadamente os protocolos para uma organização e atendimento adequados das pessoas com doenças crônicas e também que não se realizam atividades de educação para a saúde para eliminar os fatores de risco destas doenças.

A potencialidade de nossa equipe é que todas ou a maioria das pessoas com doenças crônicasassistam a consulta agendada ou por demanda espontânea para ter um melhor controle e monitoramento de sua doença e trabalhar em na modificação de risco.

Nossa intervenção tem como objetivo a mudança do estilo de vida e o controle e monitoramentoadequado de cada pessoa com doença crônica assegurando uma programação de todas as consultas destas pessoas doentes assim como a realização de ações de saúde como visitas domiciliares encaminhadas a diminuir ou eliminar fatores de risco e brindar educação para a saúde na população.

Com a construção da matriz de intervenção, escolha dos indicadores e a avaliação nossa equipe conheceu a importância de um trabalho em conjunto e fortaleceu a relação profissional entre todos os integrantes unificando critérios para assim chegar a uma conclusão certa de identificação de problemas e como fazer para elaborar uma estratégia de solução.

Os resultados esperados com a realização desta intervenção é conseguir o controle adequado de todos ou a maioria das pessoas com doenças crônicas,assim como identificar os fatures de risco de cada pessoa com doença crônica para trabalhar nesse sentido e prevenir futuras complicações.

O impacto que nos esperamos é que as pessoas com doenças crônicas sejam conscientes que apresentam uma doença que pode ser tratada e que com um tratamento adequado possam mudar de estilo de vida e prevenir complicações.

Com a realização deste trabalho e sua continuidade nos esperamos um aumento no numero de consultas agendadas de doenças crônicas não transmissíveis assim como incremento do numero de ações de promoção de saúde e prevenção de doenças.

REFERÊNCIAS

 

1-Armoa, L. (2006). Política de Promoción de la Salud. Salud con Equidad. M.S.P y B.S. UNFRA, OPS/ OMS. Asunción. Paraguay.

2- Ayala, M. (2004). Manual de Normas Guías para el control de la HTA. Con énfasis en la prevención cardiovascular. Primera Edición. INPCARD. M.S.P. y B.S. Asunción. Paraguay.

3- Strong K, Mathers C, Leeder S, Beaglehole R. Preventing chronic diseases: how many lives can we save. Lancet 2005;366:1578-1582

ANEXOS

 Matriz de intervenção

Descrição do padrão:´

4.29   A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco

Descrição da situação-problema para o alcance do padrão:

A equipe básico de saúde não realiza o control adecuado e monitoreamento das doenças crônicas não trasmisiveis.

Objetivo/meta:

Lograr um seguimento adecuado e ieintegral ademais do control de fatores de risgo em pessoas com doenças crônicas não trasmisiveis por parte do equipe básico de saúde.

Estratégias para alcançar os objetivos/metas Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução) Recursos necessários

para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados Responsáveis  Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

Realizar um control adecudo de as doenças crônicas não trasmisiveis Agendar de forma certa as consultas para  as pessos com doenças crônicas não trasmisiveis  desinando um dia fixo em na semana para realizar estas consultas. Recursos humanos e materiais(pessoas que integram é equipe básico de saúde e prontuários fichas de atendimento individual etc) Lograr um aumento na assistência  de  as pessoas com doenças cronicas não trsmisiveis para consulta agendada Enfermeira, agentes comunitários  Um mes Verificacao  das consultas agendadas em no livro de agendamento.

Indicadores

INDICADOR  J F  M  A  M J  J A S  O  N D
No de atendimentos pelo medico
No de atendimentos pelo enfermeiro
No de atendimentos por consulta agendada
No de atendimento por demanda  espontânea

 

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