TÍTULO: AÇÕES PARA MELHORAR O NÍVEL DE CONHECIMENTO DOS PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E PROMOVER UM ESTILO DE VIDA SAUDAVEL.
ESPECIALIÇANDA: LISIBEL GUERRERO GONZALEZ
ORIENTADORA: DANELE VIEIRA DANTAS
COLABORADORES: ENFERMEIRA LAESSIA LIZIANNE DE PAIVA E TÉCNICA EM ENFERMAGEM MARIA APARECIDA FARIAS
As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) se caracterizam como um grande problema de saúde dos brasileiros, conforme comprova a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). São importante causa de mortalidade no país, além causarem outras enfermidades que afetam a capacidade e a qualidade de vida da população adulta (BRASIL, 2014).
Cerca de 40% da população adulta brasileira, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas, possui pelo menos uma DCNT. O levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (44,5%) – são 34,4 milhões de mulheres e 23 milhões de homens (33,4%) portadores de enfermidades crônicas (BRASIL, 2014).
Segundo estudos divulgados pelo IBGE, as doenças crônicas não transmissíveis no geral são caracterizadas basicamente por serem doenças que possuem um lento desenvolvimento e uma longa duração e representam 70% das mortes no Brasil sendo este um porcento significativo (BIOSOM, 2018)
Entre as doenças mais frequentes, temos a hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol (principal fator de risco para as cardiovasculares) e a depressão são as que apresentam maior prevalência no país. A existência dessas doenças está associada a fatores de risco como tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo (BRASIL, 2014; MAXIEDUCA, 2018).
Esses tipos de doença estão associados a idade elevada ou ao estilo de vida da pessoa, como má alimentação, estresse e sedentarismo que são aspectos que estão muito presentes na sociedade atual os quais podem ser evitadas na maioria das doenças, a não ser aquelas adquiridas de forma hereditária. O segredo para preservar-se é manter um estilo de vida saudável.
É necessário possuir hábitos que beneficiem nosso corpo, como exercícios físicos, boa alimentação envolvendo frutas e legumes e obviamente e largar o fumo. Mesmo aqueles já diagnosticados com algum tipo de doença crônica, muitas vezes o bom estilo de vida, ajuda a controlar os sintomas e assim não se agravará tanto e até mesmo prolongará a vida.
Em minha Unidade Básica de Saúde (UBS) Panatis, no Município Marcelino Vieira/Rio Grande do Norte, a maioria das consultas são por doenças crônicas correspondendo-se aos estudos nacionais no Brasil, onde se pode perceber a falta de conhecimento das complicações que podem desenvolver pelo incorreto estilo de vida dos pacientes, assim como o mal uso dos tratamentos onde a maioria quando se encontram compensados, descontinuam o mesmo ou tomam só quando sentem algum sintoma. Isso se agrava na zona rural onde quase todos os pacientes tem um nível baixo de escolaridade o que ajuda na ocorrência de condutas inadequadas.
Pelos resultados antes expostos se pode evidenciar que as doenças crônicas tem uma alta taxa de incidência, no país e em nossa comunidade com fatores de risco modificáveis nos quais têm importância a realização da microintervenção da equipe de saúde. Por essa razão nós temos como objetivo fundamental para esta microintervenção aumentar o nível de conhecimento da população em nossa comunidade e promover um estilo de vida saudável para diminuir os fatores de risco das doenças crônicas.
Para a realização da microintervenção, primeiramente foi convocada uma reunião com a equipe, onde mediante a utilização da Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atenção Básica (AMAQ), como instrumento de autoavaliação para auxiliar o planejamento das ações, se realizou a identificação das fragilidades em nossa área de trabalho.
Logo, fizemos uma lista dos problemas e foi dada uma nota a cada um deles. Todo aquele que obteve uma pontuação igual o menor que cinco foi discutido para estabelecer qual teria maior prioridade e que fosse possível a modificação dessa realidade com critérios de viabilidade para nossa equipe.
As perguntas que orientaram essa decisão foram: qual o problema que é passível de intervenção por nossa equipe sem delegar a instancias superiores? O que nós somos capazes de modificar, enquanto equipe, com os recursos que temos disponíveis? O que está dentro de nossa governabilidade?
Depois de ter estabelecida a prioridade do problema, começamos a definir como realizar a microintervenção de forma que fosse mais fácil para os pacientes adquirir os conhecimentos e realizar as atividades que fossem a ser propostas pela equipe, já concluídas as ideias passamos a realizar o plano da microintervenção, conforme a seguir.
PERFEITURA MUNICIPALDE MARCELINO VIEIRA -RN
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE – SESAU
UBS PANATI
AMAQ-MATRIZ DE INTERVENÇÃO
Descrição do Padrão: a equipe de Atenção Básica realiza ações de apoio ao autocuidado e ampliação da autonomia das pessoas com doenças crônicas.
Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: 4.31 Deficiência para apoiar o autocuidado e ampliação da autonomia das pessoas com doenças crônicas e seus familiares.
Objetivo/Meta: aumentar o apoio para o autocuidado e ampliação da autonomia das pessoas com doenças crônicas e seus familiares.
1. Estratégias para alcançar os objetivos/metas:
Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução):
Recursos necessário para o desenvolvimento das atividades:
Resultados esperados:
Responsáveis:
Prazo:
Mecanismo e indicadores para avaliar o alcance dos resultados:
2. Estratégias para alcançar os objetivos /metas:
Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução):
Recursos necessário para o desenvolvimento das atividades:
Resultados esperados:
Responsáveis:
Prazo:
Mecanismo e indicadores para avaliar o alcance dos resultados:
Com esta microintervenção nós aprendemos que é muito importante ter uma sistematicidade nas ações de saúde com os pacientes da área, já que quando a comunidade tem conhecimento sempre é possível modificar as situações determinadas pela falta do mesmo.
Durante nossa microintervenção encontramos algumas dificuldades como o baixo nível de estudos dos pacientes portadores das doenças crônicas e de seus familiares, falta de credibilidade na atividade já que nunca antes foi realizada uma atividade com esta finalidade, abandono dos tratamentos por parte dos pacientes, além de falta de local para realizar a atividade e a falta de frequência dos participantes
Com relação as potencialidades que facilitaram nosso trabalho, observou-se a boa preparação do pessoal com uma alta qualificação nas temática a serem tratadas, desde o primeiro momento contamos com a disposição do NASF para participar das atividades, contamos com os materiais explicativos e didáticos.
A nossa microintervenção primeiramente foi um incentivo para a comunidade ter maior confiança na equipe podendo-se avaliar isto com o aumento da frequência dos participantes, melhorando o conhecimento dos pacientes com doenças crônicas e seus familiares, alterando o estilo de vida e com eles diminuindo os fatores de risco e o não abandono dos tratamentos.
Depois de observar essas mudanças nossa equipe espera que com a continuidade da microintervenção se possa evidenciar a diminuição na incidência das doenças crônicas e manter compensados os pacientes com DCNT, assim como dialogar uma conscientização dos riscos, maior controle e interação com a comunidade e continuar incentivando um estilo de vida saudável.
REFERÊNCIAS
BIOSOM. 10 principais doenças crônicas no Brasil. 2018. Disponível em: <https://biosom.com.br/blog/saude/10-principais-doencas-cronicas-no-brasil/>. Acesso em: 11 maio 2018.
BRASIL. Governo do Brasil. Pesquisa revela que 57,4 milhões de brasileiros têm doença crônica. 2014. Disponível em: <https://www.brasil.gov.br/saude/2014/12/ pesquisa-revela-que-57-4-milhoes-de-brasileiros-tem-doenca-cronica>. Acesso em: 11 maio 2018.
MAXIEDUCA. Doenças crônicas não transmissíveis. 2018. Disponível em: <http://blog.maxieduca.com.br/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/>. Acesso em: 11 maio 2018.
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