CAPÍTULO I: A INSERÇÃO DAS PRATICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES COMO FERRAMENTA DE AMPLIAÇÃO DA ABORDAGEM CLINICA
MÉDICO: LEONARDO PEREIRA DOS SANTOS
ORIENTADORA: MARIA BETANIA MORAIS DE PAIVA
ENFERMEIRA: GISLAYNE
TÉCNICA DE ENFERMAGEM: THALITA
VACINADORA: NATALIA
ACS´S: SRA. DAGUIA, SRA. FRANCISCA, GICELIA, ANA, CASSIA JACKELINE
RECEPCIONISTA: SRA. Ana
ASG: DONA LUCIENE E MARIO
VIGIA: SR. MIGUEL
Este Relatório de processo auto avaliativo foi realizado juntamente com os profissionais da (EAB) equipe de Atenção Básica Marlene Ricardo, sem muita motivação pois mesmo após reuni-los e explicado qual é o objetivo podendo ser aplicado na unidade alguns mostraram resistência e desinteresse por diversos motivos o qual não cabe expô-los nesse momento já que não ajudaria em nada o desenvolvimento desse relato.
A reunião realizada com os membros que demonstraram interesse foi direcionada em realizar auto avaliação e planejamento de ações da equipe guiado pelos critérios do AMAQ (Auto avaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) que é percebida como o ponto de partida da melhoria da qualidade dos serviços, pois entendemos que processos auto avaliativos comprometidos com a melhoria contínua da qualidade poderão potencializar outras estratégias da fase de desenvolvimento. Por meio da presença do médico, enfermeira, técnica de enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde, Auxiliar de Serviço geral e recepcionista, foram identificados os pontos de debilidade que necessitam ser adequados as normas do AMAQ.
O Ministério da Saúde recomenda que sejam considerados cinco momentos distintos para o processo de auto avaliação (BRASIL, 2016, p. 16/17),no entanto, devido dificuldades encontradas de comunicação com nossos superiores nos limitando a resolver o que está em nosso alcance sem a dependência de gestores, nessa direção contamos com três Momentos do Processo Auto avaliativo
A auto avaliação foi realizada a partir da mais recente e já impressa, pois o processo de auto avaliação no devido presente só é possível a cada 6 meses.
O resultado das pontuações e classificação conforme critério do AMAQ foi o disposto na tabela abaixo.
Tabela 1 – Resultado das Pontuações e Classificações dos Critérios Avaliados
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Subdimensão |
Pontuação |
Classificação |
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H – Infraestrutura e Equipamentos |
62% |
Satisfatório |
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I – Insumos, Imunobiológicos e Medicamentos |
71% |
Satisfatório |
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J – Educação Permanente e Qualificação das Equipes de Atenção Básica |
90% |
Muito Satisfatório |
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K – Organização do Processo de Trabalho |
98% |
Muito Satisfatório |
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L – Atenção Integral a Saúde |
89% |
Muito Satisfatório |
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M – Participação Controle Social e Satisfação do Usuário |
100% |
Muito Satisfatório |
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N – Programa Saúde na Escola |
81% |
Muito Satisfatório |
Após todo processo, os participantes identificaram os seguintes pontos que necessitam de adequações para melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica da Saúde.
A matriz de intervenção foi confeccionada visando o aperfeiçoamento do atendimento clínico nas demandas com maiores números de atendimentos na UBS (Unidade Básica de Saúde) e para tanto foi escolhido o item 4.52 A equipe utiliza as Práticas Integrativas e Complementares como forma de ampliação da abordagem clínica, visto ser um ponto não menos importante da unidade e causador de busca diárias de medicamentos (AINES) para dores crônicas, que trazem grandes prejuízos a saúde.
O objetivo da Matriz de Intervenção será realizado em um período de 360 dias o quadro abaixo mostrara os detalhes e objetivos durante esse período.
Quadro 1 – Matriz de Intervenção
| Descrição do padrão: 4.52 – A equipe utiliza as práticas e complementares como forma de ampliação de abordagem clínica | ||||||
| Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: A equipe não oferece tratamento alternativo para dor crônica; Não há orientação de tratamento alternativo; Não são utilizadas ferramentas de classificação de risco e vulnerabilidades. | ||||||
| Objetivo/meta: Inserir as práticas integrativas e complementares como forma de ampliação de abordagem clínica/encaminhar os pacientes para complementar o tratamento. | ||||||
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Estratégias para alcançar os objetivos/metas |
Atividades a serem desenvolvidas (Detalhamento da execução) |
Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades |
Resultados esperados | Responsáveis | Prazos |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
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Capacitação dos funcionários |
Encontro para capacitação em tratamentos alternativos | Profissionais capacitados, auditório. | Minimizar as complicações causadas pela automedicação | Médico | 60 dias |
Exposição de impressões em reunião técnica mensal |
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Comunicar os usuários da unidade |
Comunicação/ Panfletagem com usuários através dos ACS |
Panfletos; ACS |
Reduzir de forma significativa complicações gastrointestinais (ex: Ulcera Gástrica) |
Médico
Enfermeira; Técnica de enfermagem; Direção da unidade. |
120 dias |
Exposição de impressões em reunião técnica mensal |
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Inserir as práticas integrativas e complementares como forma de ampliação de abordagem clínica/encaminhar os pacientes para complementar o tratamento |
Encaminhamento para Unidade Especializada |
Fichas de referências |
Proporcionar tratamento alternativo como forma de ampliar a abordagem clínica para um melhor resultado do tratamento | Médico;
Enfermeira
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180 dias |
Nº de praticas integrativas realizadas em determinado período
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A segunda parte da reunião consistia em estabelecer uma ferramenta para registrar e monitorar os indicadores de qualidade do PMAQ. Estes indicadores são: média de atendimentos de médicos e enfermeiros por habitante; percentual de atendimentos de consultas por demanda espontânea; percentual de atendimentos de consulta agendada; índice de atendimentos por condição de saúde avaliada; razão de coleta de material citopatológico do colo do útero; cobertura de primeira consulta odontológica programática; percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida; percentual de encaminhamentos para serviço especializado; razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas odontológicas programáticas; percentual de serviços ofertados pela EAB; percentual de serviços ofertados pela Equipe de Saúde Bucal e índice de atendimentos realizados pelo NASF.
FGURA 1- Painel de monitoramento de indicador.
http://rotadeimpacto.blogspot.com.br/2017/02/painel-da-sala-de-situacao-baseado-nos.html
A equipe de atenção básica Marlene Ricardo não dispõe de painel ou qualquer outro forma de registra os indicadores do PMAQ a partir do SIS, em comum acordo entre a equipe usaremos esse modelo proposto pela UBS – Hugo Porfirio da Mota pois contempla os requisitos do PMAQ.
Nesse terceiro e ultimo momento após todo o processo ser concluído podemos ver com mais clareza a importância da auto avaliação, pois nos permitir fazer análise de nossos próprios atos com relação ao trabalho que desempenhamos e ver em detalhe o que mais precisa de nossa atenção para melhorar o atendimento em nossa unidade, muitas vezes é algo que passa despercebido, porem fazendo esse trabalho de tempos em tempos permite corrigir nossos erros, as adversidades foram no principio desta micro intervenção pois nem todos se mostraram colaboradores, porem crescemos como equipe ao realizar essa experiência, esperamos continuar crescendo e melhorando nosso atendimento a cada auto avaliação.
Ponto(s)