14 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TÍTULO: OBSERVAÇÃO DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP.

ESPECIALIZANDO: JOSE VICENTE DA SILVA MARQUES JUNIOR

ORIENTADOR: CLEYTON CÉZAR SOUTO SILVA

            O Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ), incentiva os gestores a melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) por meio das equipes de Atenção Básica à Saúde. A meta é garantir um padrão de qualidade por meio de um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde. O programa eleva os recursos do incentivo federal para os municípios participantes, que atingirem melhora no padrão de qualidade no atendimento. (BRASIL, 2016)

            Atenção Básica (PMAQ), funciona como um processo constante de melhoria do acesso e qualidade. Os resultados das avaliações que os questionários fornecem devem proporcionar conhecimento às equipes e à gestão, de forma a buscar o planejamento das ações e corroborar para as tomadas de decisões. Para que tal processo funcione de forma contínua, surge a necessidade de definir quais indicadores serão utilizados para mensurar os resultados e o desempenho da gestão e das equipes de saúde. De acordo com o proposto, no PMAQ foram escolhidos alguns indicadores de monitoramento do desempenho da Unidade de Saúde. Por meio deles, é possível acompa­nhar os efeitos das intervenções; identificar e corrigir problemas; e analisar desempenho. (BRASIL, 2015)

            A realidade da Unidade Básica de Saúde Marcelo Cândia localizada na cidade de Macapá – AP, no bairro Jardim 1, é uma UBS que tem Pronto Atendimento de Emergência e tem em seus anexos uma sala com atendimentos de três equipes de Estratégia Saúde da Família – ESF, no entanto não atende aos requisitos preconizados pelo Ministério da Saúde, sendo assim se tornando falho no atendimento prestado a população da área. Esta Unidade de Saúde já teve muitos problemas devido à falta de médicos na equipe o que prejudicou por muito tempo o trabalho de atendimento à população trazendo assim um prejuízo inestimável para promoção de saúde nesta localidade.

            A partir da chegada do médico na equipe, foi possível verificar as mudanças que ocorreram na organização do funcionamento da logística de atendimentos a população.  Desde janeiro as mudanças foram acontecendo gradativamente fazendo com que a população se encontrasse mais satisfeita com o atendimento na UBS. No entanto, o sistema utilizado pela equipe para atender a população ainda é o E-SUS e não foi possível fazer relatórios tendo como base as informações lançadas no sistema.

            Para essa microintervenção foi realizado reunião com a equipe de saúde, para realização da aplicação do questionário AMAQ para diagnóstico situacional, verificando aspectos positivos e fragilidades dentro da Equipe.

            A aplicação do AMAQ foi feita numa terça feira, dia 08/05/2018 com participação de todos os membros da equipe durante horário da reunião semanal do grupo. Com resultados em mãos, foi escolhido o indicador com menor nota atribuída, e passível de mudanças dentro da própria equipe, sem depender de outras instâncias como Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, Secretaria Estadual de Saúde, e até mesmo o próprio Ministério da Saúde.

            Com nota 2 foi escolhido o padrão 4.22 que diz “A equipe acompanha todas as gestantes do território”, e houve a criação da Matriz de Intervenção. Com ela conseguimos identificar a Unidade de Análise, Dimensão e Subdimensão, conseguindo estipular estratégias para alcançar o objetivo, atividades a serem desenvolvidas, recursos necessários para o desenvolvimento das atividades, resultados esperados, profissionais responsáveis pela Matriz de Intervenção, qual o prazo pré-estabelecido, e quais mecanismos e indicadores adotados para avaliar o alcance dos resultados, para solucionar o problema encontrado.

            Já na parte de indicadores, também por meio de reunião com toda equipe de saúde, foi escolhido como justificativa o Percentual de atendimento de consultas por demanda espontânea devido à falta de prontuário eletrônico com os dados dos indicadores da localidade e a falta de monitorização desses indicadores, com a dificuldade de geração de relatórios via E-SUS CDS, permitindo uma primeira visão e elaboração de ações para se atingir resultados de alta resolutividade, dentro do padrão estipulado pelo Ministério da Saúde.

            Assim tem por objetivo descrever e avaliar o Percentual de atendimento de consultas por demanda espontânea, verificar se está de acordo com o Ministério da Saúde para Atenção Básica. E melhor controle dessa demanda de atendimentos na Equipe.

           Para metodologia, que inicializará a partir do Mês de Junho/2018 será introduzido na equipe uma ficha de controle com identificação dos pacientes que são demanda espontânea com dados diários de sua procedência, localidade, endereço, se já passou ou não pela equipe, ou se é primeira vez. Desta forma será possível ter um controle da desmanda espontânea utilizando um controle manual.

            Ao final de cada mês, será realizado uma reunião com os responsáveis para que os dados encontrados sejam armazenados mensalmente e consolidados.

            Sobre os aspectos positivos pode-se destacar sobre o empenho de toda equipe de saúde, em ajudar nesse processo de melhoria. Também deve-se considerar sobre a importância do conhecimento durante a especialização e sua aplicação direta junto a prática da Estratégia Saúde da Família. Com a criação da Matriz espera-se que ao final do período estabelecido tenha se chegado ao objetivo final, trazendo benefícios para a população, principalmente durante o período gravídico-puerperal, além de melhorar a performance da equipe de saúde durante autoavaliações e avaliações externas.

            Já com relação às fragilidades da Microintervenção, verifica-se a dificuldade de estrutura física para melhoria do atendimento à população longe do preconizado pelo Ministério da Saúde e a falta da implantação do Prontuário Eletrônico, dificultando o acesso à informações e gráficos de forma rápida, gerando trabalho para obtenção dos mesmos. Existe em Macapá um senso cultural em que as mulheres não realizam Pré Natal de nenhuma forma, ou ocasionalmente com baixa frequência nas consultas médicas e de enfermagem. Muitas vezes atendemos pacientes que não são do território adscrito, inclusive do estado do Pará, devido ao acesso fluvial. Com isso, ficamos presos, e tentamos realizar o melhor possível, com os recursos disponíveis.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): manual instrutivo. Brasília: Ministério da Saúde, 2011e. 62 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

______. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): manual instrutivo 3º Ciclo (2015 – 2016). Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/Manual_Instrutivo_3_Ciclo_PMAQ.pdf >. Acesso em: 11 mai. 2018.

ANEXOS

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