5 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

Titulo: A infraestrutura precária tem grande impacto na unidade básica de saúde.

Especializando: Jefferson Endrisse.

Orientador: Maria Betânia Morais de Paiva.

Colaboradores: Silva Kelly Bezerra, Josefa Pereira, Kaline Michelle de Aquino, Idalyany Kelly Gomes e Artur Caboclo.

 

Uma infraestrutura dentro dos padrões conforme consta nas normas da nova Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) ajuda a Unidade Básica de Saúde (UBS) a funcionar com qualidade e de forma adequada para os usuários e de forma agradável e para os funcionários.

Em nossa UBS situada no interior do Rio Grande do Norte situada a 443 quilômetros a oeste da capital Natal conta com uma população 4.772 habitantes segundo o censo 2010.

O problema que a equipe identificou na autoavaliação com base no manual da Autoavaliação para  Melhora Acesso e Qualidade (AMAQ)  foi a deficiência da estrutura física, equipamentos e espaço adequado para as ações do Núcleo de Apoio ao Saúde da Família (NASF), dificultando os serviços de saúde prestados a comunidade, sabemos que o município está na responsabilidade de garantir a manutenção regular da infraestrutura e dos equipamentos, disponibilizar recursos materiais, equipamentos e insumos suficientes para a execução do conjunto de ações programadas, incluindo dispensação de medicamentos pactuados nacionalmente e ainda junto com a equipe programar as ações a partir do território adstrito e de acordo com as necessidades de saúde das pessoas e das famílias, utilizando instrumento de programação nacional, segundo consta escrito nas  as recomendações da PNAB e da Política Nacional de Humanização – PNH (BRASIL, 2010).

Este processo de autoavaliação é de suma importância, pois visa melhoria dos serviços prestados à população e de problemas cotidianos que passam despercebidos ou não são relatados por falta de oportunidade no cotidiano dos profissionais da Unidade Básica de Saúde.

Sabemos que NASF constitui-se enquanto dispositivo estratégico para a melhoria da qualidade da atenção primária e atua de maneira integrada e apoiando os profissionais e contribui para a integralidade aos usuários do SUS, principalmente por intermédio da ampliação da clínica, auxiliando no aumento da capacidade de análise e de intervenção sobre problemas e necessidades de saúde, segundo consta o Ministério da Saúde em seus cadernos e informativos. Desta forma, pensando nos problemas que vinham sendo observados na Unidade Básica de Saúde, foi marcada uma reunião no dia 14-04-2018 com toda equipe juntamente com os componentes do NASF para uma autoavaliação tanto dos serviços prestados como da estrutura da UBS em que trabalhamos e da gestão municipal na perspectiva de identificarmos e avaliarmos problemas atuais baseando-se nas respostas do instrumento de autoavaliação .

Foi realizado um círculo com as cadeiras facilitando o contato visual de todos, fiz uma breve introdução explicando sobre a importância do AMAQ e como deveríamos respondê-lo levando para nossa realidade.

Cada profissional leu em voz alta uma avaliação e em um consenso escolhemos uma nota justa e anotamos na folha de respostas e classificação no final do material.

Segundo a avaliação da equipe, o requisito Gestão Municipal no que se refere à estrutura física, equipamentos e materiais adequados obteve nota 2,dificultando os atendimentos e redução da produção do NASF.

A Unidade Básica de Saúde se enquadra no porte I, em uma casa improvisada integrada apenas por uma EBS atende a carga horária de 40 horas semanais e a equipe do NASF de 20 horas, porém há espaços sem utilidade, não existe uma agenda para coordenar os atendimentos tanto na unidade quanto domiciliares, dentre outros.

Pensando nesses problemas e após responder o AMAQ seguimos para Matriz de intervenção para facilitar e coordenar melhor as nossas ideias que começou da seguinte forma;

A descrição do padrão descreve que os profissionais do NASF não contemplam uma estrutura física adequada, já na descrição da situação problema para o alcance do padrão detalhamos que não há sala e espaço para atendimentos da equipe e tendo como objetivo e meta adequar uma sala sem utilidade como já foi relatado para um espaço multifuncional onde todos os profissionais possam utilizá-la.

Já na estratégia para alcançar os nossos objetivos e metas, debatemos que é necessário realizar uma reunião com toda equipe do NASF juntamente com o gestor municipal, em seguida no detalhamento da execução seria identificar os problemas e necessidades da equipe, montar uma agenda de horários agendados para cada profissional da equipe evitando choques de horário e adequar uma sala com equipamentos, móveis permanentes incluindo, computador, mesa, maca e cadeiras. No que se refere aos recursos necessários foi destacado a criação de uma agenda, computador com e-SUS e carro para visitas domiciliares.

Os resultados esperados são 100% dos atendimentos realizados pelo NASF registrados no e-SUS e uma sala multifuncional onde todos os profissionais possam usufruir e realizar um atendimento de qualidade, ficando responsáveis por essas metas a nutricionista Kaline Michelle de Aquino e a psicóloga Idalyany Kelly Gomes em um prazo até o dia 02-05-2018.Desta forma, avaliando o alcance dos resultados pelo número de atendimentos registrados no e-SUS pelo profissional do NASF ou registro de ata, fotografias no mural da equipe.

Foi escolhida a dimensão no que se refere ao processo de trabalho, a partir deste, foi definido como indicador de desempenho os atendimentos realizados pelo NASF, que consiste em uma planilha eletrônica e outra que será anexada no mural da equipe, dividida pelos profissionais em uma carga horária de 20 horas semanais que será acompanhado por mim e toda equipe.

ATENDIMENTOS REALIZADOS PELO NASF – MAIO/2018

ESPECIALIDADES SEGUDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA TOTAL DE ATENDIMENTOS POR SEMANA
PSICÓLOGA

NUTRICIONISTA

FISIOTERAPEUTA

FONODIOLOGA

TOTAL DE ATENDIMENTOS NO MÊS DA EQUIPE:

Outra subdivisão que será acompanhada será o de satisfação do usuário, onde será implantado uma “caixa de sugestões” na recepção da UBS onde terá um pequeno questionário para que os pacientes possam ajudar a melhorar cada vez mais o serviço e de forma anônima.

No processo de autoavaliação tivemos dificuldade para pois se trata de um tema amplo e toda equipe demorou para identificar problemas rotineiros realmente importantes e também de encontrar soluções de como a gestão poderia ajudar diretamente nos mesmos. Outro deles é o transporte, pois a Unidade Básica de Saúde disponibiliza um automóvel, mas com a falta de organização e planejamento apenas a equipe rural faz uso do mesmo, mas com uma conversa com a gestão e com as demais equipes foi possível disponibilizar um dia da semana para que a equipe possa utilizá-lo sem que atrapalhe os demais profissionais, pela necessidade de melhoria imediata foi estipulado um curto prazo, tendo em vista que já tínhamos todos os recursos á disposição como os móveis, sala, carro e acesso direto à gestão municipal, ajudando também nesse processo a diretora da unidade que também foi de suma importância.

Podemos concluir de forma satisfatória esta microintervenção, pois promoveu debates e ideias para melhoria de todos. A equipe agora conta com uma sala multidisciplinar com espaço e móveis necessários para os atendimentos de todos os pacientes encaminhados aos profissionais do NASF, mural para avisos e fotos, um computador exclusivo para o NASF, uma agenda para atendimentos marcados com antecedência e um dia na semana para eventuais visitas, palestras fora da unidade com o carro do PSF.

Espero que essas melhoras sejam ampliadas de forma gradativa com implicações reais no processo de trabalho da equipe e que possa refletir na qualidade do  atendimento  prestado aos  pacientes .

REFERÊNCIAS

DIRETRIZES do NASF, Cadernos de Atenção Básica, n. 27. Ministério da Saúde, Brasília, 2010. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_do_nasf_nucleo.pdf>. Acesso em: 07 de maio 2018.

AMAQ Ministério da Saúde, Brasília 2013. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/AMAQ_NASF_3ciclo.pdf>. Acesso em: 07 de maio 2018.

CADERNO DE TEXTOS CARTILHAS DA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – 2. ed. 5. Reimp, Brasília, 2010. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_textos_cartilhas_politica_humanizacao.pdf>. Acesso em: 07 de maio 2018.

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