18 de Maio de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos
ÍNDICE DE DIABETES MELLITUS NA INFÂNCIA, UBS GILMAR VIEIRA RAMOS CIDADE DE CALÇOENE – AP
 
HEGNO PHABLO TEOTONIO FOLLI
CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA
O Diabetes mellitus (DM) se caracteriza pela hiperglicemia (aumento da glicose no sangue), causado pela ineficiência de produção da Insulina ou por problemas causado em sua ação, de forma crônica e progressiva.
Diabetes mellitus é um importante e crescente problema de saúde para todos os países, sem se importar com seu grau de desenvolvimento. A Federação Internacional de Diabetes em 2015, estimou que 8,8% da população mundial com 20 a 79 anos de idade vivia com diabetes. Cerca de 75% dos casos são de países em desenvolvimento, nos quais deverá ocorrer o maior aumento dos casos de diabetes nas próximas décadas. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2017)
De acordo a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9 % da população, estudos em indivíduos jovens são raros, mas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que houve um aumento importante na obesidade de jovens brasileiros, mesmo assim não apresentou dados precisos sobre a prevalência ou sobre a  incidência de diabetes mellitus tipo 2. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2017)
Em 2014 do total de brasileiros portadores, mais 1 milhão são crianças, de acordo com a Associação de Diabetes Juvenil. E a estimativa é de que 7,8 casos, em cada 100 mil serão de pessoas com menos de 20 anos. (PIO, 2014)
E quando pensamos na abordagem de crianças e adolescentes com diabetes ou de risco o Ministério da Saúde tem priorizado a execução da gestão pública com base em ações de monitoramento e avaliação de processos e resultados que tem como função o reconhecimento da qualidade dos diversos serviços ofertados à sociedade brasileira. O PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) está como uma das principais estratégias indutoras de qualidade no Ministério da Saúde, apresentando como ferramenta a Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ). (BRASIL, 2017)
Realizando uma autoavaliação do AMAQ – AB com boa parte da equipe de saúde da UBS, nos deparamos com várias áreas apresentando uma nota abaixo de 5, e percebemos que dentro dos critérios para atenção às doenças crônicas estávamos deixando de lado as crianças e adolescentes, por isso estamos trabalhando na subdimensão “L” Atenção integral à Saúde.
  • Unidade de Análise: Equipe
  • Dimensão: Educação Permanente, Processo de trabalho e atenção integral à Saúde
  • Subdimensão: “ L” Atenção Integral á Saúde
 
 FONTE: BRASIL, 2017
Estamos utilizando dois tópicos do caderno de Autoavaliação do AMAQ – AB, o tópico 4.28 que avalia a atualização das pessoas com fatores de risco para doenças crônicas e o tópico 4.29 que avalia a organização a atenção às pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus  e Obesidade. 
 Quadro 2:
4.28
A equipe de Atenção Básica identifica e mantém registro atualizado das pessoas com fatores de risco/doenças crônicas mais prevalentes do seu território, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, asma, câncer e DPOC
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A equipe de AB reconhece, identifica e mantém registro atualizado das pessoas com doenças crônicas mais prevalentes, por exemplo: hipertensão, diabetes, obesidade, asma, câncer e DPOC. Analisa periodicamente a população cadastrada, considerando as prevalências estimadas para o território e seus fatores de risco. Contempla em sua rotina de trabalho a identificação dessas condições por meio de rastreamento, avaliação de sinais e sintomas e avaliação antropométrica (Índice de Massa Corporal – IMC). Após a identificação, registra dados, como data da última consulta, exames de acompanhamento e outras informações relevantes em sistemas de informação ou planilhas para acompanhamento das pessoas com doenças crônicas no território. .
FONTE: BRASIL, 2017
Quadro 3:
4.29
A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco.
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A equipe desenvolve ações de atenção à saúde às pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco. Para isso, considera o cálculo do risco cardiovascular, o controle dos níveis pressóricos e/ou glicêmicos, a avaliação antropométrica, a motivação da pessoa, adesão e resposta ao tratamento, a presença de fatores de risco e outras doenças associadas, o suporte social e familiar e o grau de autonomia para o autocuidado. Programa o cuidado (ex.: frequência de consultas, grupos e exames) baseando-se na estratificação de risco, nas necessidades individuais, nos determinantes sociais da saúde e no auxílio para lidar com as limitações geradas pela doença. A equipe não limita dias específicos na agenda para o cuidado das pessoas com doenças crônicas e oferta cuidado interdisciplinar conforme as singularidades de cada usuário/família. Oferece opções de grupos terapêuticos e de atividades educativas sobre alimentação saudável e incentivo à prática de atividade física na UBS ou em outros espaços do território, como Academia da Saúde, praças e associações. Planeja ações para tratamento dos indivíduos com obesidade, inclusive nos casos em que estes não apresentem outras doenças crônicas associadas.
FONTE: BRASIL, 2017
Foi nesses parâmetros que criamos uma Matriz de Intervenção disponibilizado no caderno do AMAQ para a realização de nosso trabalho. 
 MATRIZ DE INTERVENÇÃO
 1 – DESCRIÇÃO DO PADRÃO: ÍNDICE DE DIABETES MELLITUS NA INFANCIA, UBS GILMAR VIEIRA RAMOS CIDADE DE CALÇOENE – AP.
2 – DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA O ALCANCE DO PADRÃO: CRIANÇAS E ADOLESCENTES DIABÉTICOS OU DE RISCO SEM NENHUM ACOMPANHAMENTO MÉDICO, NUTRICIONAL OU PSICOLÓGICO.
3 – OBJETIVO/META: DIAGNOSTICAR E RECONHECER PACIENTES DE RISCO PARA A DIABETES MELLITUS NA INFÂNCIA
 
  1. ESTRATÉGIA PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS/METAS: Fazer campanhas nas escolas em conjunto com o Programa Saúde na Escola (PSE)
  2. ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS (DETALHAMENTO DA EXECUÇÃO): 
a) Identificação do IMC
b) Controle Glicêmico de pacientes com sobrepeso e obesidade
c) Consultas médicas com os que estiverem com a glicemia alterada
d) E os que não estiverem a glicemia alterada, mas seu IMC em sobrepeso ou obesidade, terão palestras e instruções de dieta e atividade física.
    3. RECURSOS NECESSÁRIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES: 
a)  Folhas impressas com a tabela  IMC
b) Aparelho de Glicemia
c) Cartazes
d) Panfletos
e) Multimedia
    4. RESULTADOS ESPERADOS: 
a) Diagnosticar pacientes diabéticos 
b) Reconhecer pacientes de risco
c) Conscientizar a todos os alunos e professores sobre a doença
    5. RESPONSÁVEIS:
a) Médico
b) Enfermeiro
c) Tec. Em Enfermagem
d) ACS
e) Psicólogo
f) Nutricionista
    6. PRAZOS:
a) 30 dias para palestras e acolhimento de pacientes de risco e Diabéticos
b) 60 dias para consulta com Médico, Nutricionista e Psicólogo
c) 60 dias para mostrar resultados de controle
d) 150 dias total da ação
    7. MECANISMO INDICADORES PARA AVALIAR O ALCANCE DOS RESULTADOS:
a) Consultas médicas
b) Consultas com Psicólogo
c) Consultas com Nutricionista
d) Marcador Glicêmico mensal
Conforme está na matriz de intervenção acima escolhemos trabalhar em parceria com as escolas para facilitar o trabalho e obter um maior número de crianças e adolescentes. Contudo enfrentamos o problema de verba para a compra de materiais básicos como por exemplo: as fitas para o aparelho de glicemia.
O impacto causado pela microintervenção foi positivo tanto para os pacientes quanto para seus familiares, pelo fato de terem um maior conhecimento sobre a doença por meio das palestras e acompanhamentos específicos que foram feitos, preocupando-se ainda mais com a alimentação e realização de atividades físicas.
Como a diabetes é uma doença crônica esses pacientes terão que estar tomando seus medicamentos sempre regularmente para que não venham a ter complicações crônicas, e os pacientes que estão em estado de fator de risco devem continuar tendo acompanhamento para que não venham obter essa doença tanto agora na adolescência quanto na fase adulta.
 
 
 
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