O PLANEJAMENTO REPRODUTIVO, PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO NA UNIDADE CHICO COSTA: UM OLHAR VOLTADO PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE
ESPECIALIZANDO: YOEL PARRAS ROBAS
ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO
Essa microintervenção irá abordar o atendimento sobre o planejamento reprodutivo pré-natal e puerpério na Unidade de Saúde da Família Chico Costa, com o enfoque na importância do planejamento reprodutivo como estratégia de promoção à saúde. Na Unidade, referente ao planejamento reprodutivo, as ações educativas são realizadas para homens e mulheres sobre a decisão de ter filhos ou não e métodos contraceptivos básicos, como a camisinha, são ofertados na Unidade sem custo algum.
Costumamos realizar educação em saúde nas Escolas do bairro, com o intuito de abordar adolescentes, que são o grupo de risco para essa abordagem. Assim, abordamos conteúdos sobre a diversidade sexual, bem como o uso de contraceptivos e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS, que quando diagnosticadas, são notificadas e encaminhada para o tratamento adequado feito pelo Centro de Aconselhamento e Testagem (CAT). A saúde sexual é discutida tanto nos grupos de adolescentes, como também no grupo de gestantes, idosos, entre outros.
A educação em saúde é muito importante de ser trabalhada quando se trata de pré-natal. A consulta de planejamento familiar é de grande importância para que os casais e qualquer pessoa em idade fértil possa decidir ter os filhos no momento da vida mais apropriado para eles, permite ao médico conhecer os fatores de risco que eles tem e fazer ações que ajudem a modificar alguns deles ou fazer o controle como é no caso das doenças crônicas, permite dar orientações acerca dos diferentes métodos anticoncepcionais disponíveis tanto para mulheres como para os homens e evitar gestações não desejadas. Mas geralmente é a mulher a responsável deste planejamento familiar, pois é ela quem está sempre buscando as medicações sejam pílulas, injeções, DIU, é incluso as camisinhas, mas são poucos os homens que cuidam ou procuram a Unidade por causa disso.
Na minha unidade de saúde geralmente contamos com pílulas, anticoncepcionais injetáveis, assim como os preservativos e também temos consulta municipal de planejamento familiar e consultas de ginecologia onde podemos encaminhar as pacientes que precisem do outro tipo de método contraceptivo como DIU ou esterilização cirúrgica.
A prevenção em saúde ocorre muitas vezes através da Educação em saúde, no seu nível primário, que segundo Souza et al (2013):
A educação em saúde constitui um conjunto de saberes e práticas orientados para a prevenção de doenças e promoção da saúde. Trata-se de um recurso por meio do qual o conhecimento cientificamente produzido no campo da saúde, intermediado pelos profissionais de saúde, atinge a vida cotidiana das pessoas, uma vez que a compreensão dos condicionantes do processo saúde-doença oferece subsídios para a adoção de novos hábitos e condutas de saúde (SOUZA, et al, 2013, p. 03).
Referente ao atendimento em pré-natal e puerpério, estamos fazendo atualmente o acompanhamento pré-natal de cerca de 26 gestantes, com uma cobertura de 100% das gestantes cadastradas na unidade. Ainda assim, fazemos busca ativa das gestantes, inclusive as adolescentes, feita pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Um levantamento periódico também é realizado mensalmente das gestantes do bairro, mesmo aquelas que fazem pré-natal em unidades privadas.
A caderneta da gestante é preenchida nos atendimentos e consultas e os exames complementares são solicitados para acompanhar a gravidez. Atendemos as gestantes individualmente e em grupo de palestras, com diversos temas sobre a gestação, como também os cuidados nutricionais e hábitos de vida saudáveis, prevenção de possíveis complicações, vivência do período de gravidez, amamentação exclusiva e esclarecimento de dúvidas.
Assim, na UBS onde atendo, são desenvolvidas práticas de Educação em Saúde, promoção e prevenção, conforme o quadro abaixo:
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Grupos atendidos UBS |
Promoção da Saúde/ Educação em Saúde |
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Pré-natal |
Grupo de gestantes toda terça feira: desenvolvimento de atividades com as gestantes, por meio de vídeos, palestras, círculos de cultura. Orientações fornecidas em consultas do pré-natal e salas de espera; Visitas domiciliares para consultas ou captação precoce. |
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Puericultura |
Visitas domiciliares para acompanhamento dos Recém-nascidos e seu desenvolvimento; Orientações para as famílias durante a primeira consulta. |
A educação em saúde no pré-natal é realizada toda terça feira e cada mês abordamos um tema principal, que será dividido em subtemas orientados a cada semana, tendo em vista que é no dia marcado na agenda programada de atendimentos em consultas de pré-natal. Assim, aproveitamos as gestantes presentes para realizar a promoção da saúde através da educação em saúde.
A Unidade também segue os protocolos de atendimento ao pré-natal de baixo e alto risco estabelecidos pelo Ministério da Saúde e contamos com uma equipe capacitada para realizar o acolhimento dessas gestantes, através de visitas domiciliares, grupo de gestante, sala de espera, referência e contrareferencia ao hospital e pronto atendimento municipal.
Como potencialidades, a Unidade de saúde remete ao atendimento em grupo, que é uma estratégia que sempre funciona, pois a gestante estará convivendo com outras gestantes e terá mais motivação para encarar esse período de gravidez.
As dificuldades apresentadas dizem respeito a resistência de algumas gestantes, em sua minoria, de estarem participando das consultas preconizadas para o pré-natal na Unidade, sendo de difícil acesso e tendo que realizar visita domiciliar para manter vínculo com gestante e seu acompanhamento.
Com a execução dessas estratégias de educação em saúde em grupo de gestante, espero que haja uma continuidade nos grupos, apesar das gestantes irem deixando esse posto e incorporando o posto de puérpera, e o atendimento ser passado ao filho, para ser acompanhado em seu crescimento e desenvolvimento.
REFERENCIAS
SOUZA, I. et al. Educação em saúde e enfermagem: revisão integrativa da literatura. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança – Jun. 11(1):112-121, 2013.
Ponto(s)