28 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

 

 PLANEJAMENTO FAMILIAR PRE-NATAL E PUERPERIO NA UBS RIACHO DE SANTANA.

ESPECIALIZANDO:Dr. YEINER MENDOZA MORALES.

 ORIENTADOR: TULIO  FELIPE VIEIRA DE MELO.

COLABORADORES: FELIPE CESAR CHAVES DE OLIVEIRA(ENFERMEIRO).

                                   FRANCISCA ASTALIA DE CARVALHO( TEC ENFERMAGEM).

                                   MARIA LINFIGENIA FERNANDES DO NASCIMENTO(TEC ENFERMAGEM).

                                   MARIA JADEILDA DE OLIVEIRA(AGENTE COMUNITARIO DE SAÚDE).

Planejar a família é antes de tudo um direito humano onde o casal deve escolher livremente sobre o momento certo de ter seus filhos, é um conjunto de ações em que são oferecidos todos os recursos, tanto para auxiliar a ter filhos, ou seja, recursos para a concepção, quanto para prevenir uma gravidez indesejada, ou seja, recursos para a anticoncepção. Esses recursos devem ser cientificamente aceitos e não colocar em risco a vida e a saúde das pessoas, com garantia da liberdade de escolha. O planejamento familiar é um direito sexual e reprodutivo e assegura a livre decisão da pessoa sobre ter ou não ter filhos. Não pode haver imposição sobre o uso de métodos anticoncepcionais ou sobre o número de filhos, é um direito das pessoas assegurado na Constituição Federal e na Lei n° 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que regulamenta o planejamento familiar, e deve ser garantido pelo governo deve ser compreendido como uma estratégia que, adequado as características socioculturais locais, promova a educação em saúde reprodutiva, disponibilize os métodos contraceptivo disponível e garante a assistência profissional em momento oportuno, o seja pré-concepcional. Os casais bem orientados planejam a gestação, evitando, assim, gravidez indesejada e abortamentos provocados, que colocam em risco a saúde do feto e da mulher (1). Para isto, é essencial a atenção pré-natal e puerperal, cuja responsabilidade é do Sistema Único de Saúde (SUS). No âmbito da Rede Cegonha, a atenção à mulher durante a gravidez e pós-parto preconiza ações de prevenção e promoção da saúde, além de diagnóstico e tratamento adequado dos problemas que ocorrem neste período. Uma atenção pré-natal de qualidade é capaz de diminuir a morbidade e a mortalidade materno-infantil, já que uma vez que a identificação do risco gestacional pelo profissional permite a orientação e os encaminhamentos adequados em cada momento da gravidez. Porque geralmente os óbitos infantis e neonatais estavam relacionados à inadequação da atenção à gestação (2). Geralmente minha área de saúde os casos de gravidez são de adolescente pelo desconhecimento e falta de informação sobre os métodos anticoncepcionais como a pílula combinada de baixa dosagem (etinilestradiol 0,03  mg + levonorgestrel 0,15 mg);  minipílula (noretisterona 0,35 mg); pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg); os  injetável mensal (enantato de norestisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg) e  injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona 150 mg), preservativos masculino e feminino, diafragma, DIU TCU-380 A (DIU T de cobre).

 Para este trabalho  foram realizadas pesquisas e entrevistas nas escolhas com 30 adolescentes, para conhecer o nível de conhecimento de estes sobre a saúde sexual nas escolhas para prevenir doenças sexualmente trasmisíveis, HIV e AIDS, sobre uso dos diferentes métodos anticoncepcionais e como evitar a gravidez na adolescência e sobre a importância do planejamento familiar.   Entrevistaram-se 10 gestantes e familiares por meio de visitas domiciliares e nas UBS com o objetivo de conhecer nível de conhecimentos sobre o que é planejamento familiar, sobre a importância das consultas pré-natal e as consultas puerperais, ademais participaram nas entrevistas 20 mulheres com idade fértil e homens que ainda não tem filhos nas comunidades para melhorar o trabalho no planejamento familiar, atenção pré-natal e puerpério.

 Os resultados de mostraram que 80% dos adolescentes não tinham conhecimentos sobre as doenças sexualmente trasmisíveis, sobre os diferentes métodos anticoncepcionais, nem dos riscos da gravidez na adolescência, e 20% tinham pouco conhecimento sobre isso, tomamos como estratégias realizar  nas escolhas palestras educativas, dinâmica de grupos, colocarem vídeos educativos que falaram sobre os diferentes métodos anticoncepcionais, os riscos da gravidez na adolescência e sobre a importância que tem o planejamento familiar, das 10 gestantes entrevistadas que  foram questionadas sobre o que pensam os familiares sobre a assistência pré-natal, nove mulheres responderam que a família considera importante esse espaço de atenção à saúde, onde pessoal da casa gostava que eu não deixasse de ir não, eles acham importante o pré-natal,  meus familiares acham bem importantes. O 90% assistiam as consultas com os maridos, estes interessados como estava sendo a evolução da gravidez o resto dos maridos participavam mais indiretamente, não podendo acompanhar muitas consultas devido ao horário de trabalho, o 80% das gestantes falaram sobre as dificuldades que tinham com a realização dos exames e as inter-consultas com os diferentes especialistas em caso de serem necessário, ao respeito das gestantes que não assistiam nas consultas programadas se tomo como estratégia realizar busca ativa de 100% das gestantes faltosas às consultas de pré-natal, manter registro na ficha espelho de pré-natal/vacinação em 100% das gestantes,  avaliar risco gestacional em 100% das gestantes.

 As entrevistas feitas com os profissionais da equipe da saúde perceberam que todos têm conhecimento suficiente sobre a importância que tem o planejamento familiar, as consultas de atenção pré-natal e puerperal. Destaca-se ainda que de acordo com a leitura feita no caderno de Atenção ao Pré-natal, a equipe precisa conhecer ao máximo a população adstrita de mulheres em idade fértil e, sobretudo, aquelas que demonstram interesse em engravidar ou já têm filhos e participam das atividades de planejamento reprodutivo, por isso tomamos como estratégia garantir a 100% das gestantes a orientação nutricional durante a gestação, promover o aleitamento materno, orientar 100% das gestantes sobre os cuidados com o recém-nascido (teste do pezinho, decúbito dorsal para dormir), orientar todas as gestantes sobre anticoncepção após o parto, sobre os riscos do tabagismo e do uso de álcool e drogas na gestação, através de palestras na área de acolhimento, de a realização de grupos de gestantes com objetivo de troca de conhecimentos e experiências, para melhorar o trabalho com as puérperas da área de saúde tomamos como estratégia realizar busca ativa em 100% das puérperas que não realizaram a consulta de puerpério até 30 dias após o parto, garantir a 100% das puérperas cadastradas no Programa consulta puerperal antes dos 42 dias após o parto, manter registro na ficha de acompanhamento do Programa, realizar palestras, dinâmica de grupos, vídeos educativos para dar orientação nas puérperas cadastradas no Programa sobre os cuidados do recém-nascido, sobre a importância do aleitamento materno exclusivo e sobre a importância do planejamento familiar e uso de anticoncepcionais após parto.

 O planejamento familiar, a atenção pré-natal e o puerpério constituem-se como um momento de fragilidade, demandando dos profissionais de saúde um comprometimento na avaliação e no cuidado dispensado durante este período à mãe, criança e família. Com isso destacaram-se a indissociabilidade do cuidado à mãe e à criança, o aleitamento materno, o planejamento familiar e a morbimortalidade materna e infantil como aspectos, especialmente, relevantes, merecedores de atenção no puerpério, promoção da saúde e qualidade de vida. Quando as intervenções de saúde realizadas no puerpério são dirigidas atreladamente à mulher, criança e família acabam por promover a saúde e bem-estar infantil, uma vez que a presença da mãe é fundamental para a criança, tal como a convivência com pais que se relacionam bem, num ambiente familiar saudável. Assim, os determinantes do processo saúde-doença comuns, nesse período, bem como as ações de saúde ou ausência delas, repercutem direta e indiretamente na saúde das crianças. Sendo as crianças seres mais vulneráveis, são elas as mais beneficiadas por um contexto saudável de vida em família.

 

 Referencias bibliográficas

1-    O planejamento familiar no Brasil no contexto das políticas públicas de saúde: determinantes históricos. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2000, vol.34, n.1, pp.37-44. ISSN 0080-6234

 

2-     Pré-Natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada manual técnico. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

 

 

 

 

 

 

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