26 de setembro de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO II: Acolhimento à Demanda Espontânea e Programada

 

TÍTULO: ESTUDO DO PERFIL DA DEMANDA ESPONTÁNEA E PROGRAMADA.

ESPECIALIZANDO: YUSI  ELENA GONZÁLEZ  LAFFITA.

ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO.

 

            A organização das demandas, tanto programadas quanto espontâneas tem sido um desafio constante para profissionais e gestores do município, este estudo vem subsidiar uma necessidade de planejar e organizar o processo de trabalho para que as ações aconteçam de forma evolutiva, sendo assim elaboramos um relato de experiência mostrando as tentativas dos profissionais que atenderem a alta acrescente demanda espontânea que recorre a unidade diariamente.

            Este estudo tem como objetivo buscar informações sobre à demanda espontânea e programada no serviço de saúde na atenção primária. A equipe do posto de saúde Santa Clara do município São Paulo Do Potengi, RN, realizou uma reunião para avaliar o trabalho e identificar os principais problemas com a situação do acolhimento da demanda espontânea e programada, de maneira que as consultas programadas da UBS são agendadas todas as sextas-feiras e as espontâneas diariamente classificando-as em dependência do risco de cada usuário.

            Os objetivos deste microintervenção foram conhecer o processo de trabalho em equipe, fazer a triagem adequada, avaliar como a demanda espontânea impacta no atendimento programado, elaborar estratégias para garantir as mudanças dos estilos de vida a partir das vivencias no trabalho.

            Foram realizadas palestras educativas como meio instrutivo e para apresentar os tipos de atendimentos para a satisfação da população. Foram tratados temas e como, por exemplo, qualidade de vida das crianças e seu bom seguimento em consulta (puericultura), a importância do pré-natal para evitar riscos e complicações na gravidez e trazer um recém-nascido cheio de saúde, o controle das vacinas, os curativos e o acolhimento dependendo da situação em que se encontra o paciente, doenças crônicas não transmissíveis e seus agravantes, seus riscos, a importância da periodicidade das consultas programadas. Também se explicou o fluxo de urgências e emergências para que eles entendessem como iria funcionar o atendimento no posto de saúde. Ao final das conversas fizemos uma roda de perguntas e respostas entre todos os usuários e os profissionais, todos ficamos satisfeitos. 

            Os atendimentos no posto são de segunda a sexta-feira garantindo o acesso total da população, nós escolhemos o atendimento programado. Os pacientes chegam ao posto, se realiza o acolhimento, o técnico de enfermagem recebe a escuta e classifica de acordo com a sua situação ou doença. Atendemos todas as consultas programadas para esse dia incluindo atendimentos de grávidas (pré-natal), crianças (puericulturas), idosos, consultas de doenças crônicas não transmissíveis, consultas de saúde reprodutiva e primeira consulta de escuta, administração de vacinas, realização de preventivos.

            Atendemos a demanda espontânea que se apresente de acordo com as doenças e situações do paciente, sempre com um bom acolhimento, boa escuta e orientação para o usuário. Atendemos também as urgências que chegam e se tem mais de uma damos prioridade pelo fluxograma postado no posto de saúde.

            Realiza-se também visita domiciliar, com esta estratégia evitamos as filas no posto para marcar ficha. Conseguimo uma maior mudança da população em quanto a sua satisfação e bem-estar. Nossos agentes comunitários de saúde também fizeram um papel importante, eles divulgaram a estratégia para a população em geral.

            Os recursos necessários para o desenvolvimento deste projeto foram recursos humanos (médica, enfermeira, técnico de enfermagem, agentes comunitários de saúde, pacientes do posto de saúde), recursos materiais (formulários de entrevistas, fichas com perguntas para as rodas de conversas, papel oficio, cartolinas, caneta do tipo esferográficas, cartuchos de impressora e fichas adesivas).

            Depois da nossa microintervenção todos ficamos satisfeitos, os pacientes aceitaram nosso método de trabalho e a equipe toda continua trabalhando com as estratégias tomadas. Nós aprendemos que o processo de trabalho precisa ser contínuo e permanente para alcançar uma ótima qualidade de vida já que as pessoas têm características diferentes. Esperamos que os atendimentos continuem sendo organizados e continuar oferecendo sempre qualidade de vida, empatia e atendimento humanizado.

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