Título:Aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento à demanda espontânea e programada na UBS #13,Paulo Amaral município Estância, estado Sergipe.
Especializando: Dra. Yuralmis Cruz Gonzalez
Orientadora: Maria Helen Pires Araújo
O acolhimento é um encontro complexo entre dois ou mais sujeitos, que gera compromissos e eventualmente gera também tensões. Ele ocorre a partir das necessidades, dos interesses e dos direitos de cada um dos sujeitos envolvidos. Portanto é importante que redescubramos nossa vocação para o cuidado, superando as assimetrias que possam existir nessas relações.
É uma diretriz da Politica Nacional de Humanização (PNH). Além disso, destaca-se que para a realização do acolhimento não há local, nem hora certa para acontecer, nem um profissional específico para fazê-lo. Ele faz parte de todos os encontros dos serviços de saúde e é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento de seu protagonismo no processo de saúde e doença, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes.
Acolher é um compromisso para dar respostas às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde. É a união dos serviços de saúde e o resultado dessa união é uma pratica ética ao usuário, como são recebidos, orientam e instruem, para onde tem que ir após a atenção, e todas as práticas que se realizam para melhorar a qualidade da atenção e bem-estar do usuário.
O acolhimento é avaliado como uma estratégia para mudar o processo de trabalho em saúde. O ato de escuta é um momento de construção, em que o trabalhador utiliza seu saber para a construção de respostas às necessidades dos usuários, e pressupõe o envolvimento de toda a equipe que, por sua vez, deve assumir postura capaz de acolher, de escutar e de dar resposta mais adequada a cada usuário, responsabilizando-se e criando vínculos.
Ressalta-se que o usuário poderá chegar ao serviço de saúde por meio de demanda espontânea ou de demanda programada. A demanda espontânea refere-se àquele indivíduo que comparece a unidade inesperadamente, seja por problemas agudos ou por motivos que o próprio sujeito julgue como necessidade de saúde. E, uma vez adentrando a unidade, o usuário deve ser acolhido diante das queixas e as mesmas devem ser problematizadas junto ao indivíduo. Desta forma, a atenção básica consegue absorver e ser resolutiva em grande dos problemas de saúde e fortalece a criação de vínculos. Ademais, oportuniza intervenções com novas estratégias de cuidado e de reorganização do serviço.
Já a demanda programa refere-se os indivíduos previamente agendados e que são, em suma, acompanhados longitudinalmente pela equipe da unidade de saúde. E este acompanhamento é um dos principais desafios no desenvolvimento do processo de trabalho na estratégia de saúde da família, pois é embasado em planejamento de ações, além de ter como um de seus eixos a promoção de saúde e prevenção de agravos. Para isso, as agendas dos profissionais são organizadas de forma programada com períodos específicos para procedimentos e atividades.
Minha microintervenção foi realizada por meio das experiências adquiridas em nosso dia a dia como profissional de saúde e também em nosso trabalho de equipe e espero que contemple nossa realidade e as dificuldades. Além disso, que possamos reverter os problemas, e assim melhorar a qualidade de atenção aos nossos usuários. Sendo assim, esta microintervenção teve como objetivo aperfeiçoar a equipe para implantar o acolhimento dos usuários na unidade em que atuo.
Para isso, primeiramente realizamos uma reunião em equipe para explicar o tema e expor o objetivo da microintervenção. A equipe concordou que a unidade necessitava da realização de reuniões como essas, onde a crítica e a autocrítica tem um papel importante para melhorar a qualidade do acolhimento à demanda espontânea e programada. Sendo assim, todos os membros da equipe tiveram um espaço de tempo para nos autoanalisarmos e também compartilhar as dificuldades que teriam que ser eliminadas para que a microintervenção cumpra seu objetivo.
A organização das demandas, tanto programadas quanto espontâneas, tem sido um desafio constante para profissionais e gestores, pois almeja-se um acolhimento humanizado que responda as necessidades dos usuários e que garanta acesso qualificado a toda a população. Por isso alguns aspectos deverão permear a rotina da unidade de saúde como: atender as pessoas que procuram o serviço, dando assim acessibilidade universal, assumindo sua função de acolher, escutar e dar uma resposta positiva, capaz de resolver os problemas de saúde da população; Reorganizar o processo de trabalho, e trazer o olhar para uma equipe multiprofissional e retirar o enfoque do professional médico; Qualificar a relação entre trabalhador-usuário.
Ao final da reunião, todos concordaram que ela cumpriu o objetivo porque com ela aprendemos como realizar mudanças em cada um de nós para melhoras o atendimento e a nossa acolhida quando os usuários chegarem a nossa unidade em busca de atendimento.
Nós também observamos que temos dificuldades para aperfeiçoar o acolhimento porque muitas vezes não temos paciência para lidar com os problemas de nossos usuários, e eles merecem ser ao menos escutados para que possam ser orientados corretamente. Avalio então que a microintervenção foi muito útil pois com ela aprendemos a melhorar nosso potencial como equipe. Além disso, que todos os dias há oportunidade para o contato e a criação de vínculo com o usuário, para que ele se sinta devidamente acolhido e com suas queixas valorizadas. Acolher com qualidade envolve empatia e escuta de forma humanizada. Para isso é necessário ter uma equipe organizada e um bom planejamento para que as ações de saúde pautem-se no perfil da comunidade e centradas no usuário.
Por fim, penso que com a continuidade da microintervenção a equipe irá aprimorar o acolhimento e isso contribuirá com a melhora da qualidade da atenção à saúde oferecido em nossa unidade.
Ponto(s)