26 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

RELATO DE EXPERIÊNCIA

 

 

TÍTULO: O ACOLHIMENTO NORTEANDO AS PRÁTICAS DA EQUIPE.

 

ESPECIALIZANDO: VANÊSSA MERCÊS SILVA LIMA

 

ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO

 

 

 

A segunda microintervenção deu-se na Unidade Básica de Saúde Antônio Menezes Leite, que possui cerca de 6000 pacientes cadastrados, cobrindo uma área de cerca de 1150 famílias, de classe baixa, e média baixa.

O objetivo desta microintervenção é refletir sobre o acolhimento e as práticas da equipe de saúde. Segundo o Manual do Ministério da Saúde (BRASIL, 2013) o acolhimento é uma prática constitutiva das relações de cuidado. Deste modo foi realizado no mês de maio esta intervenção no intuito de promover o aperfeiçoamento da equipe para implementar o acolhimento.

Após uma análise junto a equipe de saúde sobre a forma com que acolhemos na Unidade de Saúde Antonio Menezes Leite, verificamos que em virtude da grande demanda muitas vezes não dispomos de um acolhimento de qualidade.

Justamente por isso selecionamos alguns pontos sobre o acolhimento para serem abordados que ao nosso ver merecem um maior destaque no sentido do aperfeiçoamento. Para a instrução da Equipe de Saúde foi utilizado além do material disponibilizado pela AVASUS UFRN o Manual do Ministério da Saúde Caderno de Antenção Básica 28 Acolhimento a Demanda Espontânea.

Nas reuniões tratou-se sobre temas como acolhimento na atenção básica, acolhimento da demanda espontânea na atenção básica, implementação do acolhimento à demanda espontânea na atenção básica.

Foram apresentados a equipe de saúde o fato da atenção básica se caracterizar pela grande proximidade ao cotidiano da vida das pessoas e da comunidade em seu território, visto que as unidades básicas são o tipo de serviço com maior grau de descentralização e capilaridade. Deste modo as equipes da atenção básica têm a possibilidade de se vincular, se responsabilizar e atuar na realização de ações coletivas de promoção e prevenção no território, no cuidado individual e familiar, assim como na (co) gestão dos projetos terapêuticos singulares dos usuários, que, por vezes, requerem percursos, trajetórias, linhas de cuidado que perpassam outras modalidades de serviços para atenderem às necessidades de saúde de modo integral (BRASIL, 2013).

Sobre a importância do acolhimento, Brasil (2013) ensina que o usuário também define, com formas e graus variados, o que é necessidade de saúde para ele, podendo apresentá-la enquanto demanda ao serviço de saúde. E é importante que a demanda apresentada pelo usuário seja acolhida, escutada, problematizada, reconhecida como legítima.

Também foi apresentado o conceito de primeiro contato o mesmo ao refere-se ao fato de ser o ponto de entrada mais fácil e próximo dos usuários para os serviços de um sistema de saúde, de modo que para este princípio a acessibilidade é fundamento base pois advoga  a favor de um local de atendimento próximo e que não prejudique ou atrase o diagnóstico e as intervenções necessárias para se resolver um determinado problema de saúde. Depois da apresentação deste conceito verificamos se a Unidade de Saúde preconiza pelo primeiro contato como também advoga a favor da acessibilidade (BRASIL, 2003).

Outro ponto abordado foi o acolhimento como dispositivo de (re)organização do processo de trabalho em equipe. Lembrando que Brasil (2013) ressalta que implantação de acolhimento da demanda espontânea “pede” e provoca mudanças nos modos de organização das equipes, nas relações entre os trabalhadores e nos modos de cuidar. Para acolher a demanda espontânea com equidade e qualidade, não basta distribuir senhas em número limitado (fazendo com que os usuários formem filas na madrugada), nem é possível (nem necessário) encaminhar todas as pessoas ao médico (o acolhimento não deve se restringir a uma triagem para atendimento médico). Organizar-se a partir do acolhimento dos usuários exige que a equipe reflita sobre o conjunto de ofertas que ela tem apresentado para lidar com as necessidades de saúde da população, pois são todas as ofertas que devem estar à disposição para serem agenciadas, quando necessário, na realização da escuta qualificada da demanda. É importante, por exemplo, que as equipes discutam e definam (mesmo que provisoriamente) o modo como os diferentes profissionais participarão do acolhimento.

Após estas apresentações se dá a Matriz de Intervenção:

 

Quadro 1: Matriz de Intervenção – O acolhimento norteando as práticas da equipe, 2018.

 

MATRIZ DE INTERVENÇÃO

Descrição do padrão: O acolhimento norteando as práticas da equipe Unidade Básica de Saúde Antônio Menezes Leite.

Descrição da situação-problema para o alcance do padrão:  Treinamento da Equipe da Unidade Básica de Saúde Antônio Menezes Leite sobre o aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Objetivo/meta:  Apresentar uma equipe treinada sobre o aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Estratégias para alcançar os objetivos /metas

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução)

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

Apresentação da Intervenção sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento através de Reunião

Reunião com a equipe apresentando temas relativos a aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Humanos: médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, ACS, administrativos.

Materiais: Caderno de Atenção Básica Nº 28 Acolhimento a Demanda Espontânea (BRASIL, 2013).

Aceitação da equipe para a intervenção; entendimento da proposta sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Médico

01 dia

Relatório de avaliação de verificação; percepção do entendimento da equipe de saúde sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Agendamento de treinamentos

Agendar o treinamento com a equipe no sentido de orientar a equipe de como proceder sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Humanos: médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, ACS, administrativos.

Material: Caderno de Atenção Básica Nº 32 Acolhimento a Demanda Espontânea (BRASIL, 2013)

Entendimento da equipe de saúde  da UBS sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Médico e enfermeiros

07 dias

Agenda e relatório de execução

Treinamento

Reunir o pessoal para treinamento

Humanos: médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, ACS, administrativos.

Material: Caderno de Atenção Básica Nº 32 Acolhimento a Demanda Espontânea (BRASIL, 2013).

Aprendizagem sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento.

Médico e enfermeiros

07 dias

Relatório de aprendizagem

Agendamento das Ações

Agendar com a equipe de saúde estudo de temas sobre o aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Humanos: equipe de saúde

Adesão da equipe de saúe

Enfermeiros, ACS, auxiliares, administrativos.

07 dias.

Agenda.

Execução das ações sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Palestras, orientações, rodas de conversa, entre outras ações no intuito de apresentar conceitos sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Humanos: pacientes, médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, ACS, administrativos.

Materiais: apresentações, folhetos, cartazes, entre outros.

Compreensão e adoção de medidas quanto aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Médico, enfermeiros, ACS, auxiliares, administrativos.

07 dias.

Questionário, relatórios.

Monitoramento

Verificação se as ações apresentadas sobre aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Humanos: pacientes, médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, ACS, administrativos.

 

Aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento

Paciente, médico enfermeiros, ACS, auxiliares, administrativos.

21 dias.

Relatórios

 

 

 

Referências

 

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume I).

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume II).

 

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