PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE: HIPERTENSÃO EM IDOSOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE MANGABEIRA II
ESPECIALIZANDO: MARKELSON RENÉ DE ANDRADE RÓMER
ORIENTADORA: DANIELE VIEIRA DANTAS
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) Mangabeira II, a microintervenção com enfoque no acolhimento a demanda espontânea programada foi realizada em maio de 2018. Durante o módulo a Equipe de Saúde da Unidade foram avaliadas as potencialidades e as dificuldades da UBS com objetivo de melhorar os aspectos relacionados ao acolhimento.
Foi escolhido antes de mais nada um tema que tratasse bem das necessidades da Unidade de Saúde, elegendo-se o aperfeiçoamento da equipe para implantar o acolhimento. Para tal realizou-se no dia 22 de maio um treinamento que abordou o tema, demonstrando a equipe que a Atenção Primária à Saúde (APS) tem por princípios o primeiro contato, a longitudinalidade, a integralidade, a coordenação, a abordagem familiar e o enfoque comunitário (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
Apresentou-se para a equipe o primeiro princípio, denominado Princípio do Primeiro Contato, que tem como escopo ser o ponto de entrada mais fácil e próximo do usuário da Unidade para os serviços de um sistema de saúde (MENDES, 2002).
O segundo princípio apresentado a equipe foi o da integralidade, que em suma quer dizer que a Unidade de Saúde exige que a atenção primária deve reconhecer as necessidades de saúde da população e os recursos para abordá-las. Deste modo a APS deverá prestar, diretamente, todos os serviços para que as necessidades comuns e agir como um mecanismo para a prestação de serviços de necessidades que devem ser atendidas em outros pontos de atenção (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
O terceiro ponto abordado foi o fato do acolhimento ser um princípio também ético, que envolve a inclusão destes indivíduos, envolve relações interpessoais fundamentadas na empatia, de modo que implica o compromisso em tornar as pessoas protagonistas da própria saúde (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
Discutiu-se com a equipe de saúde que o acolhimento é muito mais que a postura ética e política, de modo que esta postura busca promover, prevenir, proteger, cuidar e recuperar. Trata-se além de tudo de uma atitude técnico-assistencial fundamentada na ética e pela empatia. Todavia, a mesma característica técnico-assistencial possibilita uma inflexão e uma reflexão do que somos e fazemos enquanto equipe de saúde. Pode ser que a partir dessa prática se permita que a pessoa e sua rede de apoio demonstrem suas percepções sobre seu adoecimento (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
A equipe de saúde fundamentada na necessidade do aperfeiçoamento para implantar o acolhimento se coloque como um mecanismo “reorientador” do serviço de maneira a criar fluxos para otimizar a capacidade assistencial e resolutiva, construindo respostas positivas para situações problemas que surgem todos os dias (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
Apresentou-se ainda, como uma das formas de aperfeiçoar o acolhimento, a classificação de risco mais comumente usada, a Classificação de Manchester, que fundamenta-se em 3 variáveis: gravidade (risco), recurso e tempo de resposta. Abordou-se que essa classificação é baseada em identificação do problema, coleta e análise de informação, avaliação e seleção de uma alternativa, implementação da alternativa selecionada, monitorização e avaliação (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
Nesse sentido, ressaltou-se o papel da Enfermagem na avaliação de risco, como sendo responsável pelo primeiro contato clínico; avaliação e decisão rápida; organização da sala de espera; iniciar ou auxiliar nos primeiros socorros; identificar vulnerabilidades individuais ou coletivas e organizar a disposição dos pacientes no serviço, garantindo o fluxo segundo a necessidade de cada um, observando a segurança individual ou coletiva (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2018).
Ficou combinado com a equipe de saúde que a partir desta reunião e treinamento, o acolhimento seria abordado de forma distinta, fundamentado nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e no que preconiza os padrões do Ministério da Saúde. Depois desta intervenção foi possível perceber uma maior atenção da equipe com os usuários da Unidade de Saúde.
REFERÊNCIAS
MENDES, E. V. A Atenção Primária à Saúde no SUS. Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará, 2002.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN). Programa de Educação Permanente em Saúde da Família. Acolhimento à demanda espontânea e à demanda programada. Natal: UFRN, 2018.
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