29 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

A AUTOAVALIAÇÃO E ELABORAÇÃO DA MATRIZ DE INTERVENÇÃO DO AMAQ NA UNIDADE CHICO COSTA

 

ESPECIALIZANDO: YOEL PARRAS ROBAS

ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO

 

            Esse relato de experiência foi realizado mediante a microintervenção da Autoavaliação do processo de trabalho da Estratégia de Saúde da Família – ESF Chico Costa, por meio do instrumento de Avaliação para Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (AMAQ), com o objetivo de avaliar os serviços com o problema mais relevante e propor uma matriz de intervenção.

            Meu relato da experiência fica relacionado com as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como principal problema que afeta a nossa comunidade em geral. Nosso trabalho visa promover ações de promoção e prevenção, por meio do incentivo da prática de atividades físicas, modificação de estilo de vida e adoção de hábitos saudáveis, tentando controlar e prevenir as DCNT´s e seus fatores de riscos. Os objetivos são estimular o consumo de uma dieta adequada através de mudanças no estilo de vida.

            A unidade básica de saúde Dr Chico Costa tem 4025 pessoas no território, deles 525 sofrem de Hipertensão Arterial e 345 sofrem de Diabetes Mellitus, mostrando a importância do trabalho.

            Inicialmente foi marcada uma reunião com a equipe, com o objetivo de avaliarmos o problema em questão para a construção de um indicador de qualidade. Toda a equipe compareceu à reunião, na qual eu fui lendo as perguntas de avaliação e a equipe foi atribuindo uma nota avaliativa para cada ação, fazendo uma análise real da situação de atendimento da Unidade.

            Ao final, a equipe conseguiu autoavaliar as ações de saúde e indicar o problema mais relevante: dificuldade no registro de pacientes com hipertensão e diabetes. Isto ocorre porque existem muitas pessoas cadastradas na unidade e poucos Agentes Comunitários de Saúde para fazer esse levantamento de casos novos de diabetes e hipertensão. A nota atribuída a este problema foi 1 como avaliação, ou seja, com possibilidade de resolução.

            Com a finalização da a autoavaliação, foi gerada no próprio instrumento, a matriz de intervenção com o problema, as estratégias a serem desenvolvidas, os recursos necessários, o prazo, os responsáveis, os resultados esperados e os mecanismos de avaliação das ações, tornando prático o alcance dessas informações pelo sistema do AMAQ.

            Portanto, depois de autoavaliar e destacar o problema e propor sua resolutividade, temos a seguinte matriz de intervenção:

• A descrição do padrão: os profissionais Agente Comunitários de Saúde da UBS Chico Costa não cadastraram o número de incidência de casos de diabetes e hipertensão previsto para o primeiro semestre de 2018.

• Descrição da situação problema: não é feito o registro dos casos novos de diabetes e hipertensão;

• Objetivo/Meta: Registrar o número de casos novos de hipertensão e diabetes;

• Estratégias para alcançar os objetivos/metas: Organizar mutirão de atendimento em visitas domiciliares no território da população adscrita para cadastrar novos casos de hipertensão e diabetes;

• Atividades a serem desenvolvidas: educação permanente para alcançar a meta estipulada; elaboração de uma planilha de visitas domiciliares com a alocação de cada funcionário;

• Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades: Ficha CDS, ficha de visita domiciliar;

• Resultados esperados: 100% das visitas domiciliares realizadas com cadastro de novos casos de hipertensão e diabetes;

• Responsáveis: Médico; Enfermeiro; Técnico de enfermagem; ACS;

• Prazos: 30/09/2018;

• Mecanismos/indicadores para avaliar os resultados: Número de visitas domiciliares realizadas por profissionais x 100/ total de hipertensos e diabéticos cadastrados para o acompanhamento.

            Após o momento de avaliação nós percebemos onde podemos melhorar nossa atuação, aumentar as ações para melhorar o atendimento e a qualidade de toda a população geral.

            Depois de fazer um estudo em equipe enquanto a os fatores de riscos como o tabagismo, consumo abusivo de álcool, inatividade física, alimentação não saudável e obesidade, são associados a maior probabilidade de desenvolver DCNT.

            Em relação a realização dessa microintervenção, como dificuldade apresentou-se a falta de interesse de algumas pessoas da equipe em participar da autoavaliação, pois demonstravam estarem insatisfeitas com a gestão municipal e a falta de agentes comunitários de saúde em quantidade suficiente para cobrir todo o território.

            Com a elaboração do indicador de continuidade do cuidado referente ao cadastro de novos casos de hipertensos e diabéticos, foi possível observar as potencialidades relacionadas a quantidade de pessoas portadoras dessas doenças com a intensão de organizar os serviços para melhor atendê-las.

            Assim, com a continuidade dessa estratégia, pretende-se com a participação dos profissionais que atuam na Unidade Básica de Saúde, Enfermeiros, psicólogos, Técnicos de Enfermagem, Agentes comunitários de saúde, realizar atividades grupais mediante palestras, reunião em grupos onde se fala de temas principais para modificar os fatores de riscos e melhorar a saúde de cada paciente, avaliando mensalmente os grupos e seu impacto frente as mudanças de hábitos dos usuários, assim como levantar junto aos participantes aspectos positivos e negativos da intervenção.

            A organização do trabalho na Atenção Básica é fundamental para que o equipe de Estratégia Saúde da Família possa garantir uma integração do atendimento frente as necessidades do paciente.

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