26 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TULO: MELHORAR A INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA DE TABAGISMO UM TRABALHO EM EQUIPE.

ESPECIALIZANDO: KARIELLIS COLUMBIE PEREZ

FACILITADOR: MARIA BETANIA MORAIS DE PAIVA

 

A Equipe de Saúde da Família (ESF) do posto Jose Valdivino de Mesquita tem uma população estimada de 1973 habitantes, a mesma depois de fazer as avaliações correspondentes auxiliando-nos entre outros pela Autoavaliação de Melhoria do Acesso e Qualidade (AMAQ), chego na conclusão que uns dos nossos principais problemas de saúde é o tabagismo, o qual conta com uma alta incidência e prevalência de fumantes no município.

O tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, substância presente no tabaco. Os efeitos à saúde causados pelo fumo de tabaco referem-se tanto ao tabagismo direto quanto à inalação de fumo ambiente (tabagismo passivo). A organização mundial de saúde (OMS) estima que 16% da população brasileira sejam fumantes. No Brasil, estima-se que cerca de 290 mil mortes por ano são decorrentes do tabagismo, já no nordeste do pais os fumantes dependentes são 31%, os moradores da zona rural também fumam mais que os das zonas urbanas. O fumo é responsável por 95% dos casos de câncer de boca; 90% das inflamações de mama; 80% da incidência de câncer no pulmão; 97% dos casos de câncer da laringe; 50% dos casos de câncer de pele; 45% das mortes por doença coronariana (infarto do miocárdio) e também 25% das mortes por doença vascular-cerebral derrames cerebrais1. Daí a importância de diminuir a incidência do tabagismo.

 O tabagismo, incluindo o passivo, é o fator de risco mais comum para o (DPOC), doença pulmonar obstrutiva crônica. No Brasil, estima-se que a doença atinja cerca de seis milhões de pessoas de ai a importância de nosso trabalho. 1

Nosso objetivo principal é elaborar um plano de intervenção para diminuir a incidência e prevalência do tabagismo no município de Ielmo Marinho, assim como estratégias de intervenção educativas com os usuários da área para aquisição de estilos de vida saudáveis, desenvolvendo uma ferramenta de gestão para garantir um melhor acompanhamento dos pacientes que fazem uso do tabaco, diminuindo assim as complicações do tabagismo.

As estratégias comunitárias partem da premissa de que ações de saúde pública têm um impacto potencial maior em ações coletivas do que proposta em nível individual. Ao fazer a análise situacional do território da equipe de saúde PSF José Valdivino de Mesquita foi determinado um grupo de problemas que afetam à população e que interferem em seu estado de saúde, desde o ponto de vista objetivo como subjetivo, é por isso que se propõem estratégias educativas dirigidas para as modificações de estilos de vida: alimentação adequada, controle do peso, prática de atividade física, diminuir o uso excessivo de álcool e café, os quais devem ser adequadamente abordados e controlados, a fim de melhorar a qualidade de atenção e alcançar o controle adequado.

 

A elaboração do projeto de intervenção da equipe foi desenvolvida em diferentes momentos:

 

v  Um primeiro momento de contato com a equipe de saúde, onde fizemos uma análise (AMAQ). Neste momento a equipe estudou todos os pontos do AMAQ e concluímos que em nossa unidade temos algumas deficiências, mais dentro da população Ielmo Marinhense temos alta incidência e prevalência de tabagismo e a equipe não desenvolve ações conjuntas com a comunidade para o melhoramento deste problema de saúde.

v  Momento normativo: nesse momento ocorre o desenho de ações/projetos concretos a serem executados em relação aos anteriormente identificados. Nesta hora toda a equipe se encontrava imersa na busca ativa de ideias para realizar nossa matriz de intervenção, aqui encontramos algumas dificuldades, nunca no município tinha se realizado ações para os fumantes, mais conseguimos com ajuda de profissionais de outros municípios adequar algumas das ideias dadas para nossa matriz.

v  Momento estratégico: é o momento no qual se analisa e selecionam os atores sociais envolvidos no plano de intervenção (gestores da saúde, equipe de saúde), seus interesses e motivações. Neste momento não tivemos nenhuma problemática.

v  Momento tático-operacional: nesse momento, a equipe debate sobre a cultura organizacional do plano, de forma a garantir a execução do planejamento inicialmente traçado.

Ao fazer esta analise encontramos dificuldades, muitas pessoas são resistentes ao tratamento e o mesmo pessoal de saúde não tem muito conhecimento sobre o tema em questão, nunca tinha sido abordado esta temática no posto é a primeira vez que se tem uma percepção real do problema. Nossa fortaleça e contar com o apoio de todos os trabalhadores da equipe, e acreditamos q com disposição e muito trabalho conseguiremos a meta. 

Uma vez realizado e discutido o diagnóstico situacional foi preciso construir a matriz de intervenção para o problema prioritário escolhido, o qual foi o alto número de tabagismo no território. Anexo 1. Com esta matriz de intervenção se espera um resultado positivo na reeducação da população, para assim melhorar a qualidade de vida dos pacientes. E um trabalho intenso mais com amor, paciência e profissionalismo a equipe vai conseguir nossos objetivos.

Como parte da reunião  foi discutido também os indicadores do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ): Média de atendimentos médicos e enfermeira por habitantes, percentual de atendimentos de consulta agendada, índice de atendimentos por condição de saúde avaliada, razão de coleta de material citopatológico do colo do útero, cobertura de primeira consulta odontológica programática, percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida, percentual de encaminhamentos para serviço especializado, razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas odontológicas programáticas, percentual de serviços ofertados pela Equipe de Atenção Básica, percentual de serviços ofertados pela Equipe de Saúde Bucal no momento a odontologista encontra-se  de atestado médico, índice de atendimentos realizados pelo NASF. Como em nossa UBS está implementado o prontuário eletrônico e muito fácil recolher estas informações e fazer uma comparação mensal dos indicadores. Anexo 2. Nossa equipe tem muito trabalho pela frente, mas com equipe unida e com desejos de trabalhar e trabalhar bem, esperamos obter os resultados esperados

 

 

 ANEXO 1. MATRIZ DE INTERVENÇÃO

 

 

Descrição do padrão: A equipe de atenção básica desenvolve ações voltadas aos usuários de tabaco no seu território.

Descrição da situação- Problema para o alcance do padrão: A equipe não desenvolve ações conjuntas com a comunidade para o melhoramento deste problema de saúde

Objetivo: Realização de ações para diminuir a incidência e prevalência do tabagismo no município, e lograr a participação das comunidades nas ações planejadas pela equipe.

Estratégia para alcançar os objetivos

Atividades a serem desenvolvidas

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismo e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

Realizar vários grupos educativos

Abordagem do tabagismo, consulta medica, psicologia, realização de exames, administração de medicamentos.

Medicamentos, projetor de imagem,

Diminuir a incidência e prevalência do tabagismo no município

Medico: Kariellis, Enfermeira: Maria Lucia, Psicóloga: Beatriz, Psiquiatra: Mario

21.05.2018, indeterminado

Quantidade de pacientes que deixaram o tabaco

Realizar o cronograma das ações

Negociar agenda com a gestão e com a equipe

Agenda de papel, caneta.

Cronograma com 04 ações no mês

Equipe de saúde

14.05.2018

Assistência da população as ações

Informar antecipadamente a comunidade

Divulgar na sala de espera, visitas domiciliares.

Cronograma

Assistência da população as ações realizadas

Equipe de saúde

14.05.2018 a 21.05.2018

Assistência da população as ações realizadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO 2. INDICADORES DO PMAQ

 

Média de atendimentos por habitantes de consultas por demanda espontânea

Medico

194

Enfermeira

67

Percentual de atendimentos de consulta agendada

Médico

144

Enfermeira

25

Índice de atendimento por condição avaliada

Diabetes mellitus:

38

Hipertensão arterial

103

Obesidade

19

Gripe

20

Doença mental

49

Razão de coleta de material citopatológico do colo do útero

38

Percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida

98%

Percentual de encaminhamentos para serviço especializado

12%

Percentual de serviços ofertados pela Equipe de Atenção Básica

100 %

Índice de atendimentos realizados pelo NASF

3375 pacientes no mês

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS:

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica n2, Volume 1. Acolhimento a Demanda Espontânea. Brasília DF: Ministério da Saúde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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