TITULO:DISLIPIDEMIA: UM INIMIGO SILENCIOSO
ESPECIALIZANDO: Islaydy López Hernández
ORIENTADOR: Maria Betânia Morais de Paiva
COLABORADORES: Denise Vicente e Vercia Lima
A Unidade Básica de Saúde (UBS) N12 encontra-se localizada no Povoado de Valentim, município Joao Câmara, estado Rio Grande do Norte. A Equipe Básica de Saúde (EBS) trabalha numa zona rural, e considerando a tipificação das unidades em 1, 2, 3, 4 segundo o dimensionamento, infraestrutura e ambiência, esta se classifica em UBS tipo 1 (GIOVANELLA, 2015). Está composta por uma equipe de trabalho completa que inclui médica, enfermeiro, 1 técnica de enfermagem, dentista, técnica de saúde bucal, e 5 agentes comunitários de saúde (ACS) que no dia a dia trabalhamos com muito amor, responsabilidade e compromisso para levar saúde a todas as pessoas que precisem.
Atualmente o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica de Saúde (PMAQ-AB) tem como propósito a ampliação da oferta qualificada dos serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS (PINTO, et al). Situa a avaliação como estratégia permanente para a tomada de decisão e ação central para a melhoria da qualidade das ações de saúde, sendo esta considerada como atributo fundamental a ser alcançado no SUS (CARDOSO, et al 2015). A auto avaliação é o ponto de partida para a melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica e para que fosse possível em nossa realidade utilizamos o instrumento de Autoavaliação de Melhoria do Acesso e Qualidade –AMAQ (SICHELERO; MEDEIROS 2011).
Nossa EBS fez a reunião para realizar uma nova auto avaliação no dia 28 de abril às 14 horas, na sala das ACS por ser um local amplo, onde identificamos situações que não dependem de equipe e sim da gestão, como problemas com equipamentos, insumos, imunobiológicos e medicamentos e os problemas que se dependem exclusivamente do nosso fazer cotidiano que diz respeito à organização de processo de trabalho, atenção integral a saúde e Programa de Saúde na Escola (PSE). Nesse sentido, foram debatidas as questões que dependem de nossa intervenção de forma clara e objetiva e considerou-se como prioritário e factível para resolver com os recursos que temos na própria UBS, sem intervenção de outras instâncias a ineficiência das ações para os usuários que se encontravam com quadro de dislipidemia no território, pois é uma doença prevalente que está afetando a saúde de muitas pessoas.
Com a identificação do problema decidimos traçar um objetivo e meta, para fazer todas as ações necessárias para diminuir o número de pacientes com dislipidemia na comunidade local. Nesse sentido, se faz necessário a realização de um diagnóstico na perspectiva de pesquisar e procurar identificar os fatores condicionantes e determinantes que está afetando nossa comunidade e UBS, sejam doenças, fatores de risco, maus hábitos alimentares, questões relativas a esgotamento sanitários, condições de higiene, etc.
Em nossa UBS a coleta da informação dos atendimentos dos profissionais realizados pela médica, enfermeiro, dentista é feita manualmente, pois não temos prontuário eletrônico do Cidadão (PEC). Contamos com as fichas de atendimento individual que recolhe os dados geral dos pacientes, como número de cartão SUS, data de nascimento, sexo, tipo de consulta: programada/agendada, local de atendimento, peso, altura, diagnóstico. Enfim, muitos dados importantes que logo são preenchidos no prontuário individual. Outra forma de monitorar os indicadores do PMAQ são os livros para melhor registro e controle (PINTO; SOUZA 2012). Por exemplo, os livros de programação das consultas de gestantes, de puericultura, de pacientes hipertensos, diabéticos, tabagistas, alcoolistas, pacientes com transtornos mentais, puérperas, registro das visitas domiciliares e o livro de exames preventivos. Esses registros permitem um maior controle e avaliação do cumprimento dos indicadores estabelecidos pelo PMAQ.
Portanto, ao identificar o problema da grande quantidade de usuários com dislipidemias, decidiu-se fazer a microintervenção. Com ações como,por exemplo, criações de estratégias para diminuir as dislipedimias, consultas individuais, grupos de caminhadas, palestras, rodas de conversa, atendimento compartilhado com profissionais do Núcleo de Apoio ao Saúde da Família (NASF), visando melhorar a qualidade de vida de esses pacientes e seus familiares.
A equipe teve dificuldades para reunir a maior quantidade de pessoas e realizar a roda de conversa em virtude da distância entre as microáreas, mas pactuamos além de outras estratégias, agregar aos poucos os pacientes no território.
Nesse contexto, percebemos que os pacientes ficavam impressionados quando (EBS) falava das dietas incentivando o uso de alimentos de preços acessíveis e muitas vezes produzidas pela própria comunidade. Ao final dos encontros eram realizados perguntas sobre o que se tinha tratado no dia para ter um melhor feedback em relação ao entendimento dos usuários sobre as causas das dislipidemias e as formas de tratamento. Através dos diálogos equipe-comunidade, ficou clara a necessidade de adesão de um profissional nutricionista no quadro da UBS, pois, a presença do profissional apenas no quadro do NASF, não consegue ser tão objetivo quanto o trabalho realizado diariamente com a comunidade.
Com a identificação do problema decidimos traçar um objetivo, metas e estratégias para fazer todas as ações necessárias para diminuir o número de pacientes com dislipidemias. Por isso, decidimos realizar a micro intervenção para ajudar aos pacientes e seus familiares e procurar uma melhor preparação e conduta para atuar com o problema assinalado.
MATRIZ DE INTERVENÇÃO
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Descrição do padrão: Criar ações para diminuir o número de pacientes com transtorno no metabolismo dos lipídeos (CID 10 E78.0) |
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Descrição da situação problema para o alcance do padrão: Criações de estratégias para diminuir as dislipedimias.
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Objetivo\meta: Reduzir o número de pacientes com CID 10 E78.0 |
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Estratégias para alcançar os objetivos \metas |
Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento das atividades) |
Recursos necessários para o desenvolvi- Mento das atividades |
Resultados esperados |
Responsáveis |
Prazos |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
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1´-Reunião com ACS para identificar os usuários com (CID 10 E78.0)2- Palestras e reuniões de grupo com (CID 10 E78.0) |
1-Atividades em grupo
2- Orientações individuais |
1-Local
2-Material e insumos necessários |
1-Diminuir Quantidade de pacientes com CID 10 E78.0
2-Diminuir a idade do inicio de pacientes com CID 10 E78.0
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ESF NASF SMS |
3meses |
1-Prestação de contas na audiência publica
2-Reunião mensal para avaliar os níveis alcançados |
A Microintervenção tem uma grande importância já que nos facilitou recuperar as informações suficientes para elaborar este trabalho, e dar seguimento e prioridade as dificuldades encontradas, e assim, poder reduzir o quadro desses agravos e melhorar o bem-estar das pessoas com dislipidemia. Para isso criamos opções de grupos terapêuticos e de atividades educativas sobre alimentação saudável e incentivos a prática de atividade física na UBS o em outros espaços do território, como Academia de Saúde.
REFERÊNCIAS:
Giovanella L, Bousquat A, Fausto MCR, Fusaro ER, Mendonça MHM, Gagno J. Novos caminhos: tipologia das unidades básicas de saúde brasileiras. Brasília: Região e Redes; 2015
Pinto, Hêider Aurélio, Sousa, Allan Nuno Alves de e Ferla, Alcindo Antônio. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica: várias faces de uma política inovadora. Saúde em Debate [online]. 2014, v. 38, n. spe [Acessado 21 Julho 2018] , pp. 358-372. Disponível em: <https://doi.org/10.5935/0103-1104.2014S027>. ISSN 0103-1104. https://doi.org/10.5935/0103-1104.2014S027.
Lopes Cardoso, Andreza Viana, Nascimento Chain, Ana Paula, Pompeu Mendes, Rafael Inácio, Ferreira e Ferreira, Efigênia, Duarte Vargas, Andréa Maria, Eleutério de Barros Lima Martins, Andréa Maria, Conceição Ferreira, Raquel, Avaliação da gestão da Estratégia Saúde da Família por meio do instrumento Avaliação para Melhoria da Qualidade em municípios de Minas Gerais, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva [en linea] 2015, 20 (Abril-Sin mes) : [Fecha de consulta: 21 de julio de 2018] Disponible en:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=63037095030> ISSN 1413-8123
SICHELERO, Fernanda; MEDEIROS, Cássia Regina Gotler. AVALIAÇÃO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (AMQ). Revista Destaques Acadêmicos, [S.l.], v. 3, n. 3, set. 2011. ISSN 2176-3070. Disponível em: <http://www.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/view/114>. Acesso em: 21 jul. 2018.
PINTO, Hêider Aurélio; SOUSA, Allan. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica: Reflexões sobre o seu desenho e processo de implantação. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, [S.l.], v. 6, n. 2, aug. 2012. ISSN 1981-6278. Disponível em: <https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/492>. Acesso em: 21 july 2018.
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