TITULO: Fortalecimento às consultas de puericultura na Estratégia de Saúde da Família -UBS Castanheira/ Laranjal do Jari /AP
ESPECIALIZANDO: EDITH DOLORES DE ARMAS MUÑOZ
ORIENTADOR: CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA
A disciplina de avaliação em saúde tem um papel fundamental para quem atua na estratégia saúde da família executando intervenções em diversos programas e participando da construção da rede de atenção à saúde , assim como a incorporação da Avaliação em Saúde à sua prática como instrumento permanente para tomadas de decisão, ampliando as capacidade de monitorar as ações, responder às necessidades locais em saúde; além de identificar e corrigir problemas de forma integral. (Macêdo, Vilma Costa, 2015)
Este Relato de experiência foi desenvolvido durante o módulo da Observação na unidade de saúde, na atividade 4 deste módulo, com uma temática de estudo, detalhando a atividade proposta a ser desenvolvida neste capítulo, assim como as orientações de nosso facilitador pedagógico para o desenvolvimento das atividades através da interação aluno / facilitador pedagógico.
Durante o trabalho como médico de saúde da família na UBS Castanheira, o que me motivou para realizar este trabalho foi a crescente demanda das doenças nas criança em idades compreendidas entre 3 à 9 anos, comprovando-se que as crianças que estavam envolvidas nesta situação não tinham atendimento de puericultura programada uma vez ao ano havendo repercussões no diagnóstico precoce de problemas relacionados ao crescimento desta crianças na avaliação do estado nutricional, assim como na prevenção de doenças e agravos .
A Atenção Integral à Saúde da Criança, é de fundamental importância nas atribuições dos profissionais da atenção básica na ação programática e nos indicadores de saúde das crianças, pois representam uma área prioritária no âmbito dos cuidados à saúde das populações.
A mais recente política voltada para a saúde da criança é a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Os eixos envolvem toda a rede de atenção à saúde, desde a atenção humanizada perinatal e ao recém-nascido até a prevenção do óbito infantil. A rede de atenção à saúde da criança envolve a rede cegonha, pessoa com deficiência, urgência e emergência, atenção psicossocial e doenças crônicas (BRASIL, 2015, p.7).
Neste contexto, emergiu o interesse em desenvolver a presente autoavaliação utilizando o aplicativo AMAQ como instrumento que promove a reflexão sobre a necessidade de mudanças no planejamento das ações da equipe, sendo esta avaliação pertinente para resolver os problemas de saúde, identificado o que pode ser modificado desde o primeiro nível de atenção, desenhando-se uma estratégia de intervenção que levarão a cabo uma série de ações de saúde.
O objetivo desta microintervenção foi desenvolver uma agendar de consultas em puericultura uma vez a cada ano para essa faixa etária e a promoção de hábitos de vida saudáveis.
Em reunião com a equipe da minha UBS fizemos uma preparação para o processo auto avaliativo onde tivemos uma conversa sobre os compromissos da equipe, ressaltando a importância dos processos auto reflexivos na identificação das potencialidades, fragilidades e estratégias de enfrentamento com o objetivo de garantir uma melhor atenção de qualidades.
Partindo da ferramenta AMAQ realizamos uma análise real, identificando-se as potencialidades e as fragilidades da equipe de saúde nesta atividade, e orientando como se desenvolveria o planejamento da atividade, enfatizando nos diferentes aspectos, elencando os principais problemas identificados pelos integrantes da equipe, escolhendo os problemas prioritários a serem enfrentados e refletindo sobre as causas dos problemas escolhidos como nós críticos.
Estratégias de intervenções foram pensadas para a superação dos problemas prioritários traçando planos de ação com uso de uma matriz de intervenção, identificando responsáveis e o prazo de execução, avaliando a viabilidade do plano considerando atores envolvidos e suas competências, habilidades, vontades, definindo as estratégias de monitoramento e avaliação das ações a serem implantadas.
Uma vez aplicado o instrumento da AMQ foi fundamental estabelecer prioridades de investimento para construir de estratégias de ação para a superação dos problemas identificados. Nesse sentido, foi importante considerar a classificação dos padrões de qualidades que indicam o não cumprimento ao padrão ou aos graus de maior conformidade/atendimento da situação analisada em relação a qualidade desejada, com uma escala: 0 -2 (muito insatisfatório) ,3-5 (insatisfatório), 6-7 (regular), 8-9 (satisfatório) e 10 (muito satisfatório). Depois foram selecionados os problemas pela equipe cuja pontuação foi igual ou inferior a 5.
Construiu-se a matriz de intervenção, tendo como prioridade a intervier no padrão 4.19.: A equipe de atenção básica acompanha as crianças com idade até 9 anos, com definição de prioridades a partir da avaliação e classificação de risco e análise de vulnerabilidade, onde o problema escolhido se encontra na Dimensão: Educação permanente, processo de trabalho e atenção integral à saúde e na L-Subdimensão: Atenção integral a saúde. Uma vez avaliado como padrão insatisfatórios elaborou-se os objetivos e metas para o padrão, as estratégias e as atividades para atingir as mesmas, identificando os recursos necessários e responsáveis para cada atividade, estabelecendo os prazos, mecanismos de monitoramento e resultados esperados.
A equipe de saúde construiu um instrumento para monitorar um dos indicadores de desempenho do PMAQ a partir do SIS: Acesso e continuidade do cuidado /Atendimento por condição de saúde avaliada.
As dificuldades encontradas durante a execução do trabalho mostraram que apesar das estratégias e das atividades desenvolvidas ainda encontrassem fragilidades na hora de registrar os dados dos indicadores de saúde da criança. As potencialidades apresentaram-se- em conhece os principais problemas de nossa área de abrangência e o plano de ações que será realizado a fim de superar, reduzir, eliminar ou controlar os problemas identificados em uma atenção de qualidade.
Com a construção da matriz de intervenção na autoavaliação e a escolha do indicador ,nossa equipe aprendeu, que quando um bom trabalho de equipe é feito se fortalece as relações multiprofissionais e os vínculos , compartilhando ideias , discussões ,ações e resultado sendo possível a identificação dos problemas de nossa área de abrangência com a atividade de avaliação que podem sugerir a necessidade de reorientação das ações para o alcance de nosso objetivo.
Os resultados esperados com as ações elaboradas são o fortalecimento da participação e comparecimento ás consultas de puericultura e se poderá atuar sobre uma problemática existente e serão tomadas ações objetivas para modificá-las ,criando um grupo educativo com as mães das criança no intuito de levantar e potencializar o nível de conhecimento das mesmas quanto á importância da puericultura , logrando que os pais tenham o compromisso de trazerem suas crianças uma vez cada a cada ano para a consulta promovendo mudanças significativas em relação as crianças, as suas famílias e no contexto da comunidade .
Espera-se com este trabalho que o número de consultas em puericultura aumente, mantendo-se a frequência e o comprometimento com as mesmas, servindo de inspiração e orientação para o desenvolvimento das ações da promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças nas crianças, a fim de qualificar a atenção e contribuir para a melhoria das condições de saúde da população nesta faixa etária.
REFERÊNCIAS
MACÊDO, Vilma Costa de Atenção integral à saúde da criança: políticas e indicadores de saúde / Vilma Costa de Macêdo. – Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica – AMAQ. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/AMAQ_AB_SB_3ciclo.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2012b. (Cadernos de Atenção Básica, n. 33). Disponível em: . Acesso em: 3 nov. 2015
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Dimensão: Educação Permanente, Processo de trabalho e atenção integral à saúde |
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| L-Subdimensão: Atenção Integral à Saúde
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| MATRIZ DE INTERVENÇAO
Descrição o padrão: A equipe de Atenção Básica acompanha as crianças com idade até 9 anos, com definição de prioridades a partir da avaliação e classificação de risco e análise de vulnerabilidade. Descrição da situação problema para o alcance do padrão: A equipe não realiza de forma sistemática e sim individual com demanda espontânea. Objetivo/Meta: Alcançar plenamente o padrão descrito. |
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| Estratégias para
alcançar os objetivos/metas |
Atividades a
serem desenvolvidas (detalhamento da execução) |
Recursos
necessários para o desenvolvimento das atividades |
Resultados Esperados |
Responsáveis | Prazos | Mecanismos e
indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
| Produzir registro por micro áreas das crianças entre 3 e 9 anos | Cada ACS confeccionara lista com nome/ prontuário /cartão SUS de nascimentos por mês de aniversario | Planilhas padronizadas | Alcançar 100% do registro das crianças entre 3 e 9 anos por micro áreas | ACS | Maio -junho
2018 |
100%das crianças entre 3 e 9 anos registrada
nas planilhas |
| Agendar consulta em puericultura uma vez a cada ano | Será agendada Inter consulta na USF no mês do aniversário
com avaliação médica, enfermagem, NASF |
Consultório /Impresso | Alcançar 85 % em puericultura das crianças entre 3 e 9 anos a cada ano | Médico,Enfermeira, Técnico de enfermagem profissionais do NASF | Junho 2018-Maio 2019 | 85 % das crianças
entre 3 e 9 anos |
| Avaliar estado nutricional e atualizar o calendário vacinal | Verificar peso e altura, bem como atualização do calendário vacinal. | Balança/Régua antropométrica/
Impresso |
Alcançar 85% da avaliação nutricional e vacinal nas crianças entre 3 e 9 anos a cada ano | Enfermeira, Técnico. de enfermagem e nutricionista do NASF | Agosto-2018 | 85% das crianças entre 3 e 9 anos avaliadas em relação ao estado nutricional |
| Promover orientações sobre violência. | Realizar atividade educativa em sala de espera no dia dos atendimentos por micro área. | Álbum, DVD, TV | Alcançar 85% das crianças entre 3 e 9 anos a cada ano | ACS psicólogo | Junho 2018 -Maio 2019 | 85% das crianças entre 3 e 9 anos orientadas sobre violência |

ESTRATEGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA -ESF CASTANHEIRA
Instrumento por minha Equipe de saúde para monitorar um dos indicadores de desempenho do PMAQ a partir do SIS
INDICADOR DE DESEMPENHO: Aceso e continuidade do cuidado/ Índice de Atendimento por condição de saúde avaliada
| Ações | Jan | Fev. | Mar | Abr. | Mai | Jun. | Jul. | Ago. | Set | Out | Nov | Dez |
| Cadastramento das crianças de 3 anos até 9 anos | ||||||||||||
| Registro das crianças de 3 anos até 9 anos em atendimentos de puericultura | ||||||||||||
| Total de Consulta de puericultura nas crianças de 3 anos até 9 anos | ||||||||||||
| Realização de Avaliação e classificação de sinais de risco nas crianças a partir de definição de prioridades de atendimentos e acompanhamentos | ||||||||||||
| Acompanhamento do crescimento desenvolvimento nas crianças para esse faixa etária | ||||||||||||
| Avaliação da imunização em consultas médicas, de enfermagem das crianças de 3 anos até 9 anos | ||||||||||||
| Identificação, notificação e acompanhamento dos casos de violência familiar á crianças | ||||||||||||
| Monitoramento da intervenção |