25 de Maio de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

                                                          TITULO: Grupos Terapêuticos na Unidade Básica de Saúde CENTRO /Laranjal do Jari /AP.

                          ESPECIALIZANDO : DAYMÉ TORRES ALBA 

                         ORIENTADOR  : CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA

Este relato de experiência foi realizado durante o modulo em curso de observação na unidade de saúde onde foi estudado sua estrutura organizativa, classificação de acordo com sua tipologia ,os princípios organizativos para um bom funcionamento da unidade básica de saúde definidos pelo programa nacional de melhorias do acesso e de qualidade da atenção básica (PMAQ-AB) e suas etapas identificando os indicadores de avaliação e monitoramento da UBS  logrando uma boa interação com a equipe de saúde, e interação aluno–professor  realizando uma autoavaliação da unidade de saúde.

Utilizou-se como método de análise ou instrumento do AMAQ para avaliar, identificar e classificar os padrões de qualidade apresentados mais críticos com o objetivo de resolver ou melhorar em grande parte o problema que identificamos como prioridade com base nas experiências adquiridas durante todo o processo de trabalho.

Para realizar nosso microintervenção foi preciso primeiramente realizar uma reunião com todos os efetivos da unidade básica de saúde Centro do município Laranjal do Jari,  Amapá, com o objetivo de organizar o trabalho em equipe. Nessa reunião decidimos dividir a primeira parte do trabalho em três grandes momentos,

Um primeiro momento onde a equipe elenca os principais problemas identificados na autoavaliação para escolher os problemas prioritários a serem enfrentados e coletar  informação mediante a observação, considerando  a classificação dos padrões de qualidades que não é mais do que o método de análise adotado na AMAQ que permite aos respondentes avaliar o grau de adequacão das práticas de saúde aos padrões  de qualidade apresentados. Para tanto, uma escala de pontuação,variando de 0 e 10 pontos,  indica o não cumprimento ao padrão e aos graus de conformidade/atendimento da situação analisada em relação a qualidade desejada.

Um segundo momento onde foi refletida as causas dos problemas escolhidos e selecionado, sendo o mais  crítico cuja pontuação foi igual ou inferior a 5; e por último, um momento para realizar a matriz de intervenção em busca  de estratégias de intervenção para a superação dos problemas prioritários. Foi traçada uma matriz de intervenção, identificando os responsáveis e o prazo de execução; as estratégias de monitoramento e avaliação das ações a serem implantados. Depois foi criado um instrumento para monitoramento do indicador de desempenho e avaliar as ações acordadas mensalmente, adquirindo os conhecimentos necessário para realizar este estudo, além da importância do trabalho em equipe para alcançar os objetivos propostos e lograr um bom desempenho na UBS

Mediante a observação percebemos que nossa população esta cheia de pessoas que passam boa  parte de sua vida tentando  mudar  seus comportamento sem sucessos imaginando que não conseguem porque são fracas , e sem forças de vontade  a exemplo de pessoas obesas com educação nutricional deficiente, falta de conhecimento da população em termos de doenças crônicas, alto índice de saúde sexual reprodutivo, fumantes e pessoas emocionalmente perturbadas que residem todos em geral sem ajuda profissional.

Observado isto, vimos que nosso principal padrão ou problema é Padrão 4,49: A equipe de atenção básica desenvolve grupos terapêuticos na unidade de saúde e/ou territorio. Sendo encontrado com uma pontuação de 2 pontos encontrado na dimensão: Educação Permanente, Processo de Trabalho e Atenção Integral ; Subdimensão L : Atenção Integral á Saúde.

Percebendo que em terapias de grupos tivemos uma grande aliada na tentativa de trabalhar estas, entre outras queixas e dificuldades que as pessoas que chegam ao meu consultório apresentam. Criando vários grupos terapêuticos: grupos de gerenciamento organizados em torno de uma tarefa específica, como por exemplo parar de fumar ou deixar de ser obeso, fornecendo um espaço para trocar experiências e aumentar as relações interpessoais.

Os grupos são considerados ferramentas importantes para a promoção e para educação em saúde (GURGEL et al., 2011; FERREIRA NETO; KIND, 2011). Além disso, os grupos também são espaços de escuta, em que o  coordenador pontua e problematiza as falas para dar oportunidade para os participantes pensarem, falarem de si e poderem elaborar melhor suas próprias questões (BASTOS, 2010).

Isto significa que esta técnica se fundamenta em um trabalho com grupos, em que o objetivo é favorecer um processo de aprendizagem para os sujeitos implicados. (BASTOS, 2010).

Os grupos almejam a formação de um espaço para a formação e fortalecimento de redes sociais, a criação de vínculo tanto com os profissionais de saúde e serviço quanto com seus pares, para a experimentação de novas formas de viver.

Torna-se fundamental atuar no sentido da promoção da saúde, reconhecendo a importância das mudanças de hábitos e comportamento e da busca pela melhoria das condições materiais de vida, através do fortalecimento da autonomia das pessoas. Nessa perspectiva, a intervenção grupal favorece o desenvolvimento de potencialidades, a ampliação das redes de apoio formal e informal e o estímulo a participação comunitária.

Constatamos como dificuldades ou fragilidades durante a execução desta microintervenção a falta de conhecimento da população e a necessidade de avançar no processo grupal para o desenvolvimento comunitário, evidenciando um enfoque mais clínico-terapêutico dos grupos.

       Como  potencialidades na execução, temos o nível de integralidade e sentimento de comprometimento por parte de toda a equipe de saúde para que as fragilidades existentes na atenção à saúde sejam resolvidas, envolvendo-nos em orientar, e fornecer todas as informações necessárias ao paciente.

        Espera-se com este trabalho a  participação ativa de toda a equipe , conseguir inserir a grande maioria das pessoas nesses grupos terapêuticos e assim aumentar o conhecimento  da população e que o troque de experiências reflita sobre o processo saúde-doença.

                         REFERÊNCIAS :

-Ministério da Saúde. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica – AMAQ. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/AMAQ_AB_SB_3ciclo.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2016.]

– GURGEL et al., 2011; FERREIRA NETO; KIND, 2011.

-BASTOS, 2010 p-5.

MATRIZ DE INTERVENÇÃO

Dimensão :Educação Permanente ,Processo de Trabalho e Atenção Integral .
Subdimensão L : Atençao Integral á Saúde .
Descrição o padrão: A equipe de atenção básica desenvolve grupos terapêuticos nas unidades de saúde e/o território    
Descrição da situação problema para o alcance do padrão: A equipe não desenvolve grupos terapêuticos como oferta para potencializar o cuidado referentes ao senso de identidades
Objetivo/Meta: Alcançar plenamente o padrão descrito.
Estratégias para alcançar os objetivos/metas Atividades a serem desenvolvidas (Detalhamento da execução Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades Resultados esperados Responsáveis Prazos Mecanismos e indicadores para avaliar

o alcance dos resultados

Fornecer um espaço dentro e fora da unidade básica  de saúde para realizar as terapias de grupo,

psicodramas , terapias comunitarias e grupos de promoção da saúde.

Treinar ou capacitar  todos os profissionais de saúde da equipe em termos de metodologia e formação de grupos terapêuticos homogêneos ou heterogêneos como grupos de tabagistas obesos, doenças crônicas não transmissíveis, etc. Textos impressos sobre a temática; Datashow; piloto; cartolina

sala de reunião, folhetos, livros, banners.

conseguir a participação ativa de toda a equipe e conseguir inserir a grande maioria das pessoas nesses grupos terapêuticos NASF

Enfermeira

Médico

ACS

Maio/

junho

2018

Pesquisa entre

os professionais

da equipe para

Avaliar o grão

de

satisfação e conhecimentos

Começar com o funcionamento dos grupos terapêuticos Estabelecer metodologias por parte do profissional que sejam compreensíveis para ajudar a eliminar ou melhorar os problemas a serem abordados banners, tutoriais, revistas ,livros de apoio, Datashow computadores alcançar a interação entre os membros, a aceitação entre eles e a socialização Responsável de cada grupo.

NASF

ACS

Medico

Enfermeira

Julho

2018

Elaboração de estratégias adequadas ao enfrentamento

das necessidades levantadas

Coletar dados para uma boa

Monitorização

trabalhando com habilidades específicas para alcançar uma boa interação paciente-profissional Encontrar uma reflexão crítica sobre os modos de vida individual e coletiva Responsável de cada grupo terapêutico

Medico

Enfermeiro

ACS

NASF

Ago./

2018

Elaboração de estratégias adequadas ao enfrentamento

das necessidades levantadas

Avaliar o grau de conhecimento alcançado na população reunião com toda a equipe para começar com a avaliação alcançada para o

Levantamento das ações que necessitam de capacitações e oficinas

Cartolina; piloto

computador

aumento do conhecimento em 100% e diminuição dos problemas encontrados Equipes de Saúde da Família Set /

2018

100% dos

Indicadores e metas

Pactuados no planejamento

Local avaliados

    Monitoramento de indicador Acesso e continuidade do cuidado /Índice de atendimentos por condição de saúde avaliada

         Ações Jan Fev. Mar Abr. Mai Jun. Jul. Ago. Set Out Nov. Dez
Capacitação dos profissionais de saúde para realizar as estratégias marcadas
Monitoramento das intervenções em pacientes com doenças crônicas
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Asma bronquial
Índice de massa corporal em pacientes obesos
pacientes que param de fumar
Avaliar o nível de conhecimentos alcançados pelos pacientes depois de aplicada as terapias educativas
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