CAPÍTULO I: Disposição de insumos e medicamentos para os casos de urgência e emergência na UBS José Alves Santos, Nossa Senhora do Socorro/SE.
O presente relato de experiência é sobre uma microintervenção feita na Unidade Básica de Saúde José Alves Santos, do município de Nossa Senhora do Socorro, de Sergipe. O AMAQ/AB foi criado com os objetivos, dentre outros, de auxiliar no registro e disponibilizar relatórios dos resultados da autoavaliação, facilitar o monitoramento das autoavaliações por meio do registro no sistema (BRASIL, 2017). Por isso foi utilizado como ferramenta de nossa intervenção.
Nossa equipe está composta por enfermeira, técnica de enfermagem, 4 agentes comunitários de saúde, uma dentista, uma técnica em saúde bucal e uma médica geral. Fazemos reuniões mensais para realizar o processo de autoavaliação, utilizando como ferramenta o AMAQ (Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) já que os processos autoavaliativos na Atenção Básica devem ser contínuos. O nosso objetivo é ter um diagnóstico situacional da UBS e identificar os problemas para implementar as ações da intervenção e o acompanhamento pelos gestores e profissionais. Se levarão a cabo uma série de ações de saúde que tem valor teórico porque podem surgir ideias e recomendações para estudos futuros em outras comunidades com características similares a nossa área.
A microintervenção foi realizada com todos os integrantes da equipe, onde trabalhamos com a dimensão Unidade Básica de Saúde, subdimensão: H-Infraestrutura, equipamentos e subdimensão: I- Insumos, Imunobiológicos e medicamento, onde mediante a ferramenta utilizada avaliamos seu comportamento atual, considerando sua infraestrutura física e equipamentos, está adequada para o desenvolvimento das ações. Assim como fragilidade encontrada, a Unidade não dispõe de equipamentos necessários para casos de urgência e emergência. A subdimensão I, teve como potencialidade que a Unidade dispõe de todas as vacinas básicas do Calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI). Além de possuir identificação visual externa e interna em todas as suas dependências e dos profissionais. Tendo como fragilidade a falta de insumos e de medicamentos indicados para o primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência. Não disponibilização de medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica com suficiência e regularidade. Uma vez avaliados os padrões de qualidade foram identificados e priorizados os problemas encontrados, para isso levamos em conta na importância, urgência, capacidade de enfrentamento, seleção/priorização.
Como problemas elencados temos: falta de insumos e medicamentos indicados para o primeiro atendimento de urgência e emergência com pontuação de 2 pontos. Insuficiência de medicamentos do componente básico da assistência farmacêutica: 4 pontos. Falta de acesso à internet para os profissionais desempenharem suas atividades: 7 pontos. Falta de insumos e materiais necessários para o trabalho das agente comunitário de saúde: 5 pontos. Ficando priorizado o problema número 1- Falta de insumos e medicamentos para o primeiro atendimento de urgência e emergência. Padrão de grande importância, já que uma situação de urgência e emergência necessita ser resolvida imediatamente, não pode ser adiada, pois, se houver demora, pode haver até risco de morte.
Nossa equipe, para dar solução ao problema existente, traçou um plano de ações, e foi criada uma matriz de intervenção, que permite monitorar o plano de intervenção do problema encontrado na autoavaliação, e analisar a evolução dos resultados alcançados nesta microintervencao. Temos o objetivo de melhorar a assistência ao usuário no primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência.
Uma estratégia para o alcance do objetivo foi sensibilizar a gestão quanto a necessidade dos insumos e medicamentos de primeiro atendimento de urgências e emergências. Além de elaborar uma lista dos materiais necessários para atendimento de urgência e emergência, assim como solicitar junto ao almoxarifado e farmácia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) os materiais necessários. Como recursos para o desenvolvimento das atividades contamos com o diálogo, “Manual Instrutivo do PMAQ”, ficha de requisição de materiais, computador e impressora para elaboração do oficio.
Os resultados esperados nesta microintervenção são melhorar a assistência ao usuário, ter uma lista elaborada dos materiais necessários com a solicitação realizada da mesma. Os responsáveis são a equipe e a gestão da secretaria do município com um prazo de 2 meses. Para avaliar o alcance dos resultados utilizamos as reuniões com equipe mensalmente, verificação nos relatórios de monitoramentos do E-SUS e da satisfação e melhoria da condição de saúde do usuário.
Para a realização desta atividade, criamos uma planilha eletrônica que mostra os indicadores de acesso e continuidade do cuidado, medindo o porcentual de atendimentos das consultas agendadas com 64,6% e porcentual de atendimento das consultas por demandas espontâneas com 35,93, de um total de 1102 consultas. Além de realizar o gráfico que amostra o comportamento porcentual das consultas do ano 2018. Essa planilha deve ser monitorada sistematicamente por gestores e equipe.
É por esse motivo que a Unidade Básica de Saúde tem o processo de autoavaliação uma ou duas vezes no ano, para dar continuidade ao enfrentamento dos problemas. Nossa atitude como equipe de trabalho influenciou significativamente em todas as etapas do processo de intervenção. É importante especificar que tem sido parte de uma experiência sumamente gratificante e significativa em nosso processo de formação acadêmica e profissional. Porém, seria interessante aprofundar em algumas fragilidades para melhoria do funcionamento da equipe. Já que a Atenção Básica deve ser o contato preferencial dos usuários como o Sistema Único de Saúde, a principal porta de entrada das redes de atenção á saúde.
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