8 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

A microintervenção que será relatada aborda a vivência de um grupo de funcionários da Unidade Básica de Saúde de Castelo Branco na conformação da da realização da autoavaliação da unidade. A autoavaliação é um item importante para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde. Sendo assim, para realizá-la utilizou-se o instrumento Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade (AMAQ), que é um material de apoio à Autoavaliação para as equipes de Atenção Básica e Saúde Bucal.

            Com a finalidade de identificar e priorizar os problemas que afetavam a unidade de saúde a equipe foi convocada para uma reunião no dia 24 de abril do presente ano, na sala de reunião da Unidade no horário da tarde com 10 funcionários (enfermeira, técnicas em enfermagem, agentes comunitários de saúde e a médica). Foram criados dois grupos com a supervisão da médica e a enfermeira e distribuídos os padrões da AMAQ, com o objetivo de determinar e dar prioridade aos que teriam uma pontuação de 5 ou menos de 5; que além poderiam ser solucionados pela unidade, e não precisara de outras pessoas ou instituições.

            Os padrões da AMAQ foram discutidos um a um até decidirmos que deveríamos trabalhar na Subdimensão: atenção integral à saúde; e no padrão (4.25 – A equipe de Atenção Básica desenvolve ações regulares de planejamento reprodutivo e oferta métodos contraceptivos). Esta motivação está relacionada com o número de gestantes menores de 18 anos e os relatos constantes de gestantes que não planejavam essa gravidez no momento, e usuárias que atualmente estão sendo acompanhadas por psicólogo por não ser uma gravidez planejada.

            Quando concordamos que esse era o principal problema começamos com uma roda de conversa entre os participantes da reunião para construir a matriz de intervenção (Apêndice 1). A descrição da situação-problema para o alcance do padrão era: baixo índice de atividades sobre planejamento reprodutivo. O nosso objetivo/meta foi melhorar a atenção sobre planejamento reprodutivo na população de abrangência em idade fértil. Como atividades a serem desenvolvidas: triagem, palestras e atividades educativas. Os recursos necessários para o desenvolvimento das atividades foram: temas correlacionados, panfletos educativos, projetor e computador. Responsáveis: médico, enfermeira e ACS. O prazo estimado para atingir o objetivo foi de trinta dias. Os mecanismos e indicadores escolhidos para avaliar o alcance dos resultados foram a planilha de coleta de dados e a ficha espelho.

            Ao finalizar a atividade anterior foi realizada uma análise dos indicadores propostos no terceiro ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ – AB) e escolhemos o indicador: Percentual de serviços ofertados pela Equipe de Atenção Básica. Este indicador tem uma grande relação com o padrão que foi escolhido durante o análise da AMAQ, porque ele mede o quantitativo de serviços ofertados para a população em relação ao total de serviços e ações na atenção básica que se espera ofertar.

            Destaca-se que a criação da planilha de coleta de dados e da ficha espelho foi decorrente da identificação de que a equipe não fazia o monitoramento do indicador e não coletava os dados que permitiam o cálculo. Sendo assim, desenhamos um instrumento para o monitoramento do mesmo (Apêndice II).

            Com vistas à integralidade do cuidado, diversos serviços devem estar disponíveis aos usuários, como por exemplo, o referente ao planejamento familiar. É essencial que as Unidades de Saúde da Atenção Básica estejam organizadas para disponibilizarem aos usuários o acesso a esse serviço, de modo a promover um cuidado adequado às necessidades de saúde da população visando aumentar a resolutividade da equipe.

            Com esta microintervenção aprendemos que é possível trabalharmos em equipe pois facilita muito o trabalho e obtemos melhores resultados aos usuários. Não obstante tivemos dificuldades para conseguir sua realização como: ajustar um tempo que fora bom para todos e que não prejudicasse nossas atividades diárias; Concordar que esse era o padrão que deviera ser atendido agora; Traçar estratégias para alcançar o objetivo; Elaborar ideias de atividades a serem desenvolvidas; Além de determinar um prazo para dar-lhe solução.

            No geral o resultado foi de grande impacto observando-se mudanças na equipe. Os profissionais gostaram da forma que foi realizada a reunião, uma vez que todos puderam falar e as opiniões foram consideradas na construção da microintervenção. Verdadeiramente foi muito bom, e de agora para a frente esperamos que possamos dar solução à maioria das situações que apresentamos.

REFERÊNCIAS

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica (AMAQ). 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 180p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/autoavaliacao_melhoria_acesso_qualidade_amaq_2ed.pdf. Acesso em: 27 de maio de 2018.

 

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