29 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TITULO: CONTROLE  DAS DOENÇAS CRONICAS NAO TRANSMISIVEIS  NA ATENÇAO PRIMÁRIAA SAUDE

COLABORADOR:DR.YUNIEL BORRERO CARELA

ORIENTADOR:TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO

          A garantia da qualidade da atenção apresenta-se atualmente como um dos principais desafios do SUS. São muitos os esforços empreendidos para a implementação de iniciativas que promovam o aceso com qualidade aos serviços de saúde, motivo pelo qual gostaria de relatar minha experiência na aplicação da ferramenta de Autoavaliação para Melhoria de Aceso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ). Essa atividade avaliativa foi o ponto de partida para a reorganização da equipe, fazendo uma autoanálise da autogestão para identificar os problemas e formular estratégias de intervenção para a melhoria dos serviços, das relações e do processo de trabalho, assim como identificar nossas fortalezas e debilidades para desenvolver as ações de intervenção focadas nos problemas identificados. (BRASIL, 2017).

            No primeiro momento, foi apresentada à equipe a proposta de autoavaliação, ressaltando a importância de fazer uma análise reflexiva e aprofundada na identificação das potencialidades, fragilidades e estratégias de intervenção para a melhoria dos serviços e a necessidade de escolher um instrumento orientador da autoavaliação e do planejamento para implementação das intervenções identificadas pelos atores responsáveis. A equipe foi estimulada a discutir sobre os desafios e ações com criatividade e responsabilidade dos atores envolvidos. Finalmente elaborar uma matriz de intervenção com ações multiprofissionais, interdisciplinares e intersetoriais, para melhoria da organização e qualidade dos serviços da Atenção Básica, sem esquecer a avaliação dos resultados diante das intervenções.

            No meu relato vou compartilhar minhas experiências durante a Autoavaliação Para Melhoria do Acesso e de Qualidade da Atenção Básica, que faz parte do ciclo contínuo e reafirma o compromisso com o processo. O instrumento que permite avaliar o grau de adequação das suas práticas aos padrões de qualidade apresentados. Diante disso acho a temática de relevante importância, pois permite contextualizar a realidade através da identificação das dificuldades na Equipe de Atenção Básica e estimular mudanças para superação dos problemas. (BRASIL, 2017).

            Refletir sobre a responsabilidade a respeito da organização e da prática de trabalho para estimular o compromisso da contínua melhoria. A microintervenção é um processo muito importante porque que mostrou nossos pontos fortes e fracos, bem como a maneira correta de resolver os diversos problemas de saúde que sobrecarrega nossa população, enfatizando o aumento dos casos de hipertensão encontrados em nossa área de atuação. A microintervenção tem como principal objetivo reduzir o número de novos casos de hipertensão e trabalhar com casos existentes eliminando vários fatores de risco que contribuem para o surgimento de complicações.

            Durante a microintervenção, foram realizadas diversas atividades para coleta de dados, como revisão de prontuários individuais e familiares, checagem surpresa de pressão arterial em busca de novos casos, pesquisas de hábitos alimentares e de vida, histórico familiar da doença e exames laboratoriais em pacientes já diagnosticados para atuar principalmente na prevenção de complicações. Em relação à aprendizagem do processo, o principal foi a importância da atenção primária à saúde na prevenção de agravos e suas complicações, bem como o fato de o processo ter permitido o contato direto com a população e conhecer seus costumes para melhorar a cada dia nossos serviços para eles.

            Iniciamos o processo realizando um encontro com a equipe onde analisamos e avaliamos as dimensões e subdimensões, permitindo identificar com maior facilidade o desafio ou problema mais crítico, e assim orientar nossas prioridades para a melhoria do acesso e qualidade. Após fazer o reconhecimento da área de abrangência e suas particularidades, a equipe percebeu vários problemas que afetam a população. Os problemas foram identificados e priorizados, foi concluído que o maior problema é o alto índice de pacientes portadores do HAS, depois de realizar um diagnóstico social e epidemiológico de nossa comunidade, que tem uma população de 3652 habitantes registrados e atendidos pela UBS.

            Através da nossa observação durante consultas, visita domiciliar e através da análise dos dados registrados em nossa unidade e com o apoio de representantes da comunidade e ACS, conseguiu-se identificar o principal problema que afeta o bem-estar físico e mental de nossa população, a Alta prevalência de hipertensão arterial. Nossa avaliação tem como principal objetivo diminuir a incidência de hipertensão em nossa população e evitar o aparecimento de complicações.

            As estratégias para alcançar os objetivos foram aumentar as atividades de promoção, adotando estratégias educacionais para modificar hábitos alimentares inadequados (os responsáveis foram ESF e NASF com um prazo de 1 mês); promover ações educativas sobre os riscos de hábitos tóxicos na aparência desta doença (os responsáveis foram ESF e NASF com um prazo de 2 meses); promover a prática da atividade física na maior porcentagem da população, procurando alternativas recreativas (os responsáveis foram associação de vizinhos, conselhos comunitários e presidentes de bairro com apoio do ESF, Secretaria de Cultura e de Saúde, além do NASF com um prazo de 3 meses).

            Os mecanismos e indicadores utilizados para avaliar o alcance dos resultados foram visita domiciliar aos pacientes envolvidos na intervenção, avaliando em todas as visitas os valores da pressão arterial, exames de sangue periódicos com o objetivo de avaliar os níveis do colesterol. Todas as atividades desenvolvidas foram registradas nas fichas individuais, permitindo um melhor seguimento dos pacientes, garantindo a continuidade do tratamento e evitando aparecimento das complicações. Os responsáveis são o médico, a enfermeira e os ACS. O prazo estipulado são de 30 dias utilizando uma busca ativa dos prontuários para avaliar a evolução.

            Identificaram-se várias dificuldades relacionadas aos pacientes que favorecem a prevalência do problema, como o alto grau de fumantes e a alta distribuição e venda de cigarros, obesidade, alto consumo de sal e o baixo nível de conhecimento aos fatores de risco da HAS e a baixa adesão às atividades físicas. Observamos também a inexistência de incentivo para atividades de promoção a saúde e prevenção de agravos relacionados com a equipe de saúde, além dessas dificuldades percebemos que contamos com muitas potencialidades que facilitam a criação de estratégias de intervenção para superação das fragilidades encontradas.

            Em nossa equipe todos os profissionais estão capacitados para o tratamento da HAS, nossa UBS possui todos os fármacos necessários para o correto tratamento da HAS. O principal impacto da nossa microintervenção foi que mais de 80% de nossa população foi diagnosticada por HAS e possíveis complicações, a população adquiriu conhecimentos gerais sobre a doença, seus sintomas, como preveni-la, a correta adesão ao tratamento e conseguimos trabalhar na redução dos fatores de risco tanto do início da doença pela como das complicações da pessoa que já a teve.Em termos do que pode ser melhorado, digo tudo com o objetivo de manter o que foi alcançado e desse jeito oferecer ao povo nossos melhores serviços de saude.

REFERENCIAS

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á Saúde. Departamento de Atenção Básica. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica: AMAQ [recurso eletrônico]/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção á Saúde,Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017.164 p.1. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicaçoes/autoavaliaçao_acesso_qualidade_atençao_básica_eletrónico_1ed.pdf>.

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