6 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

                      

 TITULO: A ATUAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA AOS USUÁRIOS DIABÉTICOS DO PSF IRMA CRESCENCIA.

ESPECIALIZANDO: YEPSICA ESTÉVEZ GULARTE

ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIERA DE MELO

 

No Brasil, a atenção primária se materializa através do Programa Saúde da Família (PSF). Este foi implantado como um programa diferenciado vinculado ao modelo sanitarista definindo-se como uma estratégia de mudança assistencial. É caracterizado como uma intervenção vertical que possibilita a integração e organização das atividades em um território definido implementando a vigilância à saúde. Seu principal objetivo é ser um substituto da rede de atenção básica tradicional, oferecendo um acolhimento voltado às necessidades de saúde dos usuários, assistindo com humanização, cidadania e solidariedade todas as pessoas que procuram pelo serviço de saúde2.

Em 2006, para consolidar o PSF como uma política reordenadora da atenção primária, o programa passou a ser chamado de “Estratégia de saúde da família” (ESF) e a partir de então, conta com o suporte legal de uma Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

A atenção à saúde da família prevê a participação de toda comunidade juntamente com a equipe de saúde no diagnóstico e identificação dos problemas de saúde e suas causas, assim como o acompanhamento e avaliação de todo trabalho realizado, com o intuito de dar soluções aos referidos problemas, dentro do que for possível3-4.

O atendimento é prestado pelos profissionais das equipes (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, dentistas e auxiliares de consultório dentário) na unidade de saúde ou nos domicílios. Essa equipe e a população acompanhada criam vínculos de corresponsabilidade, o que facilita a identificação, o atendimento e o acompanhamento dos agravos à saúde dos indivíduos e famílias na comunidade.

            Compreende-se que a proposta do PSF prevê a participação de toda comunidade, em parceria com a ESF, na identificação das causas dos problemas de saúde, na definição de prioridades e no acompanhamento da avaliação de todo trabalho. Porém, através de entrevistas realizadas a população do entorno do PSF Irma Crescência referentes à saúde, no município de Caicó-RN, levantou-se a necessidade de realizar um trabalho  específico ao Diabético, que se configura um dos maiores problemas que os usuários enfrentam, neste local e que será tratado neste projeto de identificação e apresentação do problema

            Em reunião feita com meu equipe seguindo os elementos de avaliação do manual de Autoavaliação para Melhoria e do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ) , realizou-se um análise real e crítico de todos os aspectos tendo como resultado com uma pontuação menor a 5 o item seguinte A Equipe de Atenção Básica organiza a atenção as pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco.

            Analisando esse problema nos encontramos que a doença crônica com maior dificuldade foi a Diabetes. Motivo pelo qual nos propusemos criar uma matriz de intervenção para buscar uma melhor preparação e conduta para atuar com o problema sinalado, tendo dentro de nossos objetivos promover ações em saúde básica para melhorar o controle dos pacientes diabéticos. Para alcançar esse objetivo nos proporemos primeiramente, identificar os fatores de risco para a descompensação nos pacientes diabéticos e em segundo lugar, reconhecer as principais falhas no tratamento destes pacientes e propor estratégias para o acompanhamento dos pacientes diabéticos na atenção básica.

Realizamos a seguinte matriz de Intervenção.

 

MATRIZ DE INTERVENÇÃO

Descrição do padrão

A Equipe de Atenção Básica organiza a atenção as pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco.

Descrição de situação problema para o alcance do padrão

Dificuldade na realização de ações para diagnostico e atenção integral dos pacientes com diabetes. 

Objetivo/meta

Promover ações em saúde básica para melhorar o controle dos pacientes diabéticos

Estratégias para alcançar os objetivos

/metas

Atividades a serem desenvolvidas

(detalhamento de execução)

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

Capacitação teórica dos fatores de risco da diabetes

Aulas

Ambiente adequado

Aumentar o conhecimento

EBS

03  meses

Encosta

Promoção dos fatores de risco e da doença à população

Palestra

Salão

Aumentar o conhecimento

EBS

03 meses

Encosta entrevistas

 

 

 

A Microintervenção  tem uma gram importância  já que nos facilito recuperar as informações suficientes para elaborar este trabalho , e dar seguimento e prioridade as dificuldades encontradas em ele, e assim poder erradica-las para melhorar o bem-estar das pessoas diabéticas que tanto precisam, para isso  criamos  opções de grupos terapêuticos e de atividades educativas sobre alimentação saudável e incentivo a pratica de atividade física na UBS o em outros espaços do território ,como Academia de Saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

 

1. STARFIELD, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidade de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002.

 

1.  BUENO, W. S.; MEHRY, E. E. Os equívocos da NOB 96: uma proposta em sintonia com os projetos neoliberalizantes. Disponível em: <http://www.eeaac.uff.br/professores/merhy/artigos-14.pdf>. Acesso em 14 fev. 2018.

 

2.  BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília : Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: < http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/pnab.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2018.

 

4. BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica n.16. Diabetes Mellitus. 2006. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF>. Acesso em 18 fev. 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


            Na figura abaixo está o mecanismo de registro e avaliação do indicadores de saúde na nossa equipe.

 

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