13 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

 FALTA DE CADASTRO E DE FICHAS DE ACOMPANHAMENTO DOS PACIENTES HIPERTENSOS E DIABETICOS.

 Especilizando: Sandy Alejandro Victorero Pérez.

Orientador: Tulio Felipe Viera de Melo. 

Capítulo 1: FALTA DE CADASTRO E DE FICHAS E ACOMPANHAMENTO DOS PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS.

A finalidade da informação em saúde consiste em identificar  problemas individuais e coletivos do quadro sanitário de uma população, propiciando elementos para análise da situação encontrada e subsidiar o planejamento em saúde. Na atenção básica as Unidades Básicas de Saúde (UBS) consistem, na porta de entrada da saúde, importante controle de doenças mais frequentes proporcionando um adequado trabalho de qualidade (ARAÚJO & GUIMARÃES, 2007)

Para realizar a atividade foi convocada uma reunião na própria UBS com os integrantes da equipe ( médico, enfermeira, técnicos de enfermagem e de saúde bucal, dentista e os agentes de saúde ) com o objetivo de realizar a avaliação dos pontos, segundo o manual de Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atenção Básica (AMAQ) (BRASIL, 2017). Apos a reunião e avaliação do AMAQ o problema encontrado mais relevante da UBS foi a falta de cadastro dos pacientes hipertensos e diabéticos por parte dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), obtendo pontuação menos que 5, sendo esse escolhido para fazer uma intervenção e o posterior acompanhamento do mesmo até a solução.

Os objetivos traçados pela equipe foi atualizar ps cadastros de todos os pacientes Hipertensos e Diabéticos da área para realizar junto ao grupo de Hiperdia o atndimento integral e melhorar o controle e a qualidade de vida dos mesmos, As atividades a serem desenvolvidas são as visitas das famílias e o posterior cadastro dos pacientes na ficha A e iniciar a marcação para os atendimentos, além de realizar os cadastros dos pacientes Hipertensos e Diabéticos para marcar consulta planejadas e assem conseguir o controle e o adequado acompanhamento dos pacientes.

No processo de promoção á saúde considera-se imprescindível que os profissionais de saúde incorporem o real significado do tema de promoção á saúde, para tal devem se capacitar para intervir e auxiliar a compreender a realidade de saúde da população, bem como buscar ações intersetoriais para atuar nos diversos fatores que interferem na saúde. A educação em saúde é um dos principais elementos da promoção da saúde e portanto para melhores condições de vida. As experiências educativas e com usuários portadores de Hipertensão e Diabetes são insipientes e em pequena medida se reportam a perspectiva de formação da consciência crítica sobre saúde.(HEIDMAN et al 2006).

As mudanças de hábitos devem ser esclarecidas aos pacientes através da administração de palestras educativas e distribuição de folhetos sobre os fatores de risco e sobre sua atuação na Hipertensão arterial e na Diabetes, de acordo com a faixa etária dos pacientes (MIRANZI et al, 2008). É fundamental o acompanhamento sistemático dos indivíduos acometidos por este agravo, especialmente no nível de atenção básica, más próxima e acessível a essa população. (COELI et al 2009).

Os recursos necessários para a realização dos atendimentos foram as fichas A e os cadastros dos agentes de saúde (rotina dos ACS), os resultados esperados são o mapeamento e cadastramento de todos os pacientes Hipertensos e Diabéticos da área de atendimento da UBS e um maior controle dos mesmos. Os responsáveis pelo cumprimento são os ACS, técnicos de enfermagem, enfermeira e o médico com um prazo acordado de 3 meses. O mecanismo de indicadores para avaliar o alcance dos resultados foi a verificação através do cadastro da ficha A e de concorrência dos atendimentos a consultas e atividades de Hiperdia.

Na realização da intervenção pudemos observar que as vantagem do trabalho em equipe proporcionou uma visão ampla da nossa realidade e facilitou na procura de soluções dos problemas encontrados e na tomada de decisão. As potencialidades do nosso trabalho foi ter um maior controle dos pacientes o que facilitará o acompanhamento e monitoramento dos Hipertensos e Diabéticos, acarretando em uma maior satisfação da população.

Acerca do instrumento de registro e avaliação será feita de forma continua nas consultas de rotina, nas visitas domiciliares e reunião de equipe. O monitoramento será feito nas reuniões de equipe, junto os profissionais do NASF. Será realizado como parâmetro de monitoramento e avaliação os dados registrados em prontuários e durante as entrevistas e avaliação da ficha A.

Referências:

1. ARAUJO, JC;GUIMARÃES, A.C. Controle de hipertensão arterial em uma unidade de saúde de família. Rev. Saúde Pública. São Paulo, Jun.2007. v. 41, n3.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á saúde. departamento de Atenção Básica Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica; AMAQ (recurso eletrônico)/ Ministério de Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Básica. -Brasilia ; Ministério de Saúde, 2017. 164 p.

3. COELI, C.M; CAMARGO, J. K.R; SANCHEZ, K.R.B; CASCÃO,A.M. Sistema de informação em saúde. Epidemilogia 2ed. São Paulo,Atheneu.2009.p.525-534.

4. HEIDMAM, I.T.S.B; ALMEIDA, M.C.P; BOEHS, A.E; WOSNY, A.M; MONTICELLI, M. Promoção á saúde: Trajetória histórica de duas concepções. Texto Contexto Enferm. 2006. v.15,n.2,p.352-358.

5. MIRANZI,S.S.C; FERREIRA, F.S; IWAOTO, H.H; PEREIRA G.A; MIRANZI, M.A.S. Qualidade de vida de indivíduos com diabetes mellitus e hipertensão acompanhados por uma equipe de saúde da família. Texto contexto Enferm. 2008;17(4):672-9.

 

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