16 de Maio de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TITULO. MICROINTERVENÇÃO EDUCATIVA PARA APRIMORAR OS CONHECIMENTOS SOBRE A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL. SANTANA. AMAPÁ.

ESPECIALIZANDO. MIRIAN MORALES RODRÍGUEZ.

ORIENTADOR. CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) ou pressão alta é uma doença caracterizada pela elevação dos níveis tensionais no sangue é conhecida como a “doença que mata em silêncio”. Na maior parte dos casos, não existe nenhum sintoma ou sinal, e este é o fator que faz com que grande parte dos hipertensos abandone o tratamento. É importante ficar alerta para o fato de que, mesmo sem sinais, uma pessoa pode estar com a pressão alta e então correrem alguns riscos mais sérios para a sua saúde e é importante a estratificação dos fatores de risco de cada paciente. (AFENAS, 2016)

Hipertensão arterial foi definida como a média da PA sistólica (PAS) ≥140 mmHg e / ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥90 mmHg e / ou uso de medicação anti-hipertensiva se a hipertensão era conhecida. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo. Ela é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral, por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabete, 50% dos casos de insuficiência renal terminal. Com o critério atual de diagnóstico de hipertensão arterial (PA 140/90 mmHg), a prevalência na população urbana adulta brasileira varia de 22,3% a 43,9%, dependendo da cidade onde o estudo foi conduzido. (DIAS, et al, 2016).

         A prevalência da hipertensão arterial é elevada, estimando-se que cerca de 15% a 20% da população brasileira adulta possa ser rotulada como hipertensa. Considerada um dos principais fatores de risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares, seu alto custo social é responsável por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho em nosso meio. (VALLE,2015).

        Muitos são os fatores que influenciam no aparecimento da hipertensão arterial, sendo classificados em modificáveis e não modificáveis. Dentre os não modificáveis estão: os fatores biológicos, como sexo, idade, raça, hereditariedade. E os modificáveis podem citar: o tabaco, a obesidade, alimentação rica em sal e gordura, o sedentarismo, o estresse, entre outros, desencadeando diversos fatores que influenciam doenças crônicas, sendo a hipertensão arterial uma das principais causas de morte no mundo. Levando-se em consideração que a hipertensão está intimamente ligada a uma mudança no estilo de vida, preconiza-se então o tratamento não medicamentoso, numa tentativa de se reduzir o nível pressórico (VIEIRA DA SILVA ¨et al ¨, 2004).

        A alta prevalência de fatores de risco modificável da Hipertensão Arterial na população, que incidem na qualidade de vida deles constituem um problema pelo que vamos a trabalhar, estes fatores de risco estão tendo comportamentos inadequados que facilitam a presença de condições propicias para a ocorrência das DCNT e suas complicações. Assim como a Hipertensão Arterial (HAS) e a mais comum das condições que afetam a saúde dos indivíduos e as populações em todas as partes do mundo a qual representa por se mesma uma enfermidade, como também um fator de risco importante para outras enfermidades, fundamentalmente para a Cardiopatia Isquêmica, Insuficiência Cardíaca, doença Cérebro Vascular, Insuficiência Renal e contribui significativamente a Retinopatia, diabetes mellitus ( De Souza ¨et al¨, 2014).

       Ao dia 12 de abril, no lugar que ocupa a consulta das enfermeiras da UBS Igarapé da Fortaleza, foi efetuada a reunião da equipe 008 com objetivo de fazer a auto avaliação da mesma, utilizando o instrumento AMAQ na versão impressa, com o objetivo principal foi central o analise em a Unidade de Saúde Equipe de Atenção Básica, a dimensão Educação Permanente, Processo de Trabalho e Atenção o Integral à Saúde, designadamente o (4.29) A equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com hipertensão , diabetes e obesidade com base na estratificação de risco, com a participação da médica, enfermeira, a técnica e enfermagem e 5  Agentes comunitários de Saúde. É importante dizer que essa auto avaliação foi feita no mês de agosto do ano passado, e, decidimos fazer novamente o trabalho, encontrando vários problemas : A equipe não realiza coordenação do cuidado dos usuários do seu território, a equipe não fazem registro de monitoramento das suas solicitações de exames, encaminhamento ás especialidades ,bem como os retornos, a equipe não realiza monitoramento e avaliação das ações e resultados alcançados, a e equipe não tem criado na estratificação de risco de hipertensão arterial, depois de a identificação dos problemas foi feita a pontuação, onde a menor nota foi outorgada ao  equipe não tem criado na estratificação de risco de hipertensão arterial, sendo de 4 pontos. Como esse foi o problema de menor pontuação a equipe decidiu conseguir uma matriz de intervenção para ajudar a fazer mais fácil o trabalho e melhorar os indicadores.

          Por todo o exposto, formulamos a seguinte questão: Será que podemos aprimorar os conhecimentos sobre a estratificação de risco de hipertensão arterial?

         Esta microintervenção educativa tinha como objetivo aprimorar os conhecimentos sobre a estratificação de risco de hipertensão arterial na população de Santana, identificar o nível de conhecimento dos pacientes Hipertensos sobre a doença, verificar as dificuldades relacionadas aos conhecimentos com os fatores de risco modificáveis e estilos de vida saudáveis, desenhar uma estratégia de intervenção de acordo as necessidades de aprendizagem identificadas, monitorar os conhecimentos adquiridos da doença após microintervenção educativa.

          A Microintervenção evolve a todos os pacientes com hipertensão arterial da equipe 008 no território de abrangência da UBS Igarapé Da Fortaleza. A equipe envolvida foi composta por Médico, enfermeira, técnica de enfermagem e 5 agentes comunitarios de saúde.

        A microintervenção foi feita dentro da comunidade, junto aos pacientes hipertensos. Foi aplicado um questionário inicial e após intervenção onde usamos uma linguagem clara e compreensível pelos pacientes (Anexo 1). Foram oferecidas oito aulas educativas sobre os aspectos da importância da criação da estratificação de risco, e modificação de fatores de risco modificáveis como: nutrição, prática de exercícios físicos, dislipidemias. Também foram realizadas quatro aulas para os agentes comunitarios de saúdes acerca atividades de promoção e estratificação dos diferentes tipos de riscos em pacientes com hipertensão em nossa área.Inicialmente o projeto de microintervenção foi apresentado a toda equipe de saúde da unidade durante uma reunião de equipe, através das quais foi dado seguimento semanais para incorporação de novas medidas ou estratégias para melhoras. Apontando o problema encontrado, a microintervenção desejada e idealizada pela pesquisa, os objetivos e a metodologia do trabalho. Durante o processo foram visitados 100% da população hipertensa.A etapa de avaliação foi aplicada um questionário de conhecimento logo de concluir com a estratégia educativa, se aplico novamente o questionário para avaliar os conhecimentos adquiridos pela população em estudo e se realizo uma comparação com os resultados iniciais, onde comprovamos que a técnica aplicada foi eficaz. Com neste projeto de microintervenção educativa espera-se aprimorar os conhecimentos sobre a estratificação de risco de hipertensão arterial na população de Santana, identificar e incrementar o nível de conhecimento dos pacientes Hipertensos sobre a doença, identificar e mudar as dificuldades relacionadas aos conhecimentos com os fatores de risco modificáveis e estilos de vida saudáveis.

         Este projeto de microintervenção foi muito importante o instruir-se que ele permitiu que todas as pessoas envolvidas em nosso projeto adquirirem os conhecimentos necessários sobre hipertensão e estratificação de risco logrando assim uma melhora em nosso trabalho, fornecendo uma atenção ótima, com qualidade, e troca de experiências com os participantes.

         Potencialidade:Os agentes comunitarios de saúde moram nas comunidades e levam mais de 7 anos de trabalho com essa populaçao, facilitando o acesso a todos os domicílios de nossa comunidade, além que  temos áreas de difícil aceso e o esforço foi maior pero conhecemos que si fazemos um bom trabalho temos resultados satisfatórios, e a união de toda a equipe de saúde foi uma experiência única, logrando fazer uma boa estratificação de risco e que nossos pacientes conheçam e mudem os hábitos de vida para garantir uma via saudável.

          Dificuldade: Foi dada já que nossa equipe conta com 5 agentes comunitarios de saúde em uma população de 3100 pessoas, sendo assim 620 pacientes por ACS permitindo isso que elos não chegarem no 100 % da população de nossa área de abrangência com a rapidez necessária, além de isso que é muito difícil em tam pouco tempo mudar hábitos de vida dos pacientes.

          Posso terminar o trabalho falando que aproveitei cada uma destas vivencias juntos com os resto de os membros da equipe pensamos, avaliamos, e concluímos que é muito importante esse processo de auto evacuação para lograr um ótimo trabalho, também temos que monitorar os indicadores do PMAQ de forma mensal sobre quais de eles obtuvieron a nota mais baixa para trazer-nos estratégias que possam modificar  a forma de trabalho para assim obter bons resultados.

APENDICE: 1

1- Idade ________sexo_________

2- Você tem pressão arterial elevada? Sim______ Não______

3- O que é para você a hipertensão arterial?

3- Quais são os fatores de risco que você conhece?

4- Você conhece quais são os sintomas mais comuns da doença?

5-Você pratica exercícios físicos? Sim______ Não______

6- Com que frequência você vai às consultas médicas programadas?

____ a cada 3 meses          _______a cada 6 meses

____ uma vez por ano      _______ nunca

7- Você conhece a importância de fazer corretamente o tratamento medicamentoso?

8-Você participa do grupo de hipertensos da unidade? Sim______ Não______

9-Você conhece algumas complicações da hipertensão arterial?

Sim______ Não______ Quais? _________________________

10- Pacientes hipertensos possuem o mesmo risco em decorrência ao tabagismo que aqueles que não possuem hipertensão?

(   ) Sim      (   ) Não      (   ) Não sei responder

UBS IG

IMAGEN

Referências bibliográficas

1AFENAS, Polo, Planejamento da atenção aos hipertensos da unidade básica de saúde Florescer do município de Varginha. Minas Gerais, 2016.

2-DIAS, Jonathas, Hipertensão arterial sistêmica e fatores associados na Estratégia Saúde da Família em Imbituba/SC, 2016.

3-VALLE, Martha Lídia, Efetividade da Intervenção educativa no Controle da Hipertensão Arterial em pacientes adscritos a Comunidade Arranchadouro no Município de Santa Maria Madalena, RJ,2015.

4- VIEIRA da Silva, Giovanio et al, Qual a Diretriz de Hipertensão Arterial os Médicos Brasileiros Devem Seguir? Análise Comparativa das Diretrizes Brasileiras, Europeias e Norte-Americanas (JNC VII), 2004.

5- DE SOUZA, Edilaine Monique, Obesidade e sedentarismo: fatores de risco para doença cardiovascular, 2014.

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