TÍTULO: AS CONTRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMILÍA PARA A EFETIVAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NO TERRITÓRIO
Especializando: MAYRA MATIAS DA COSTA
Orientador:MARIA BETÂNIA MORAIS DE PAIVA
A equipe 30 da UBS Potengi, localizada na Zona Norte de Natal – RN, já havia previamente realizado a autoavaliação utilizando manual de Autoavaliação de Melhoria do Acesso e Qualidade (AMAQ) no final de 2017. Conforme orientado, em reunião de equipe, repetimos a autoavaliação, agora com a minha contribuição. Percebemos como bastante insatisfatório a abordagem da equipe, principalmente, relacionado à prevenção do tabagismo, atendimento de crianças até nove (9) anos e o grande déficit em nossa equipe em se tratando ao Programa Saúde na Escola (PSE), o qual teve a menor pontuação, com soma total igual a dois (2), sendo, portanto, “Muito Insatisfatório”. Diante dessa fragilidade, a questão do PSE foi objeto de nossa intervenção.
Tal programa foi criado pelo decreto presidencial 6.286, de 05 de dezembro de 2007, surgiu como uma política intersetorial entre os Ministérios da Saúde e da Educação, com o objetivo de promover qualidade de vida aos estudantes da rede pública de ensino por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde (BRASIL, 2011).
A equipe já havia tentado há algum tempo entrar em contato com a direção da escola do bairro para instituir atividades relativas ao PSE, no entanto, em virtude da falta de compromisso e adesão da própria equipe houve uma grande resistência e desinteresse quando foi tentado restabelecer o contato e agendar uma reunião.
Após alguns contratempos, finalmente aconteceu a reunião inicial com a direção e coordenação da escola, juntamente com a médica, enfermeira e odontóloga da equipe. Foi estabelecido um primeiro contado com base na empatia e na perspectiva do fortalecimento de vínculos, demonstrando interesse em realizar um trabalho sério sugerindo que as atividades estejam anexadas ao conteúdo programático no ano letivo ressaltando, principalmente, a preocupação com a continuidade do trabalho.
Os profissionais da escola levantaram alguns pontos de abordagem que acharam mais relevantes, como a higiene pessoal e saúde bucal, educação sexual – prevenção de abuso sexual e gravidez na adolescênciae desnutrição na infância.
Como o PSE efetivamente nunca foi aplicado pela equipe e o fato de terem ocorrido algumas intercorrências ao longo do processo, como a greve dos professores e resistência de alguns membros da equipe, os prazos da ação precisaram ser estendidos até dezembro de 2018.
A princípio, foi realizado o levantamento da quantidade de alunos, suas faixas etárias e registro das crianças e as microáreas as quais pertenciam. Em um segundo momento, a equipe irá à escola para fazer a antropometria das crianças, calcular os índices de massa corporal (IMC), as pressões arteriais (PA) e avaliar os cartões de vacinas. Todos esses dados serão anotados em fichas padronizadas e individualizadas para cada aluno contendo dados como nome completo, endereço, número do CNS, nome e grau de escolaridade do responsável, além dos achados clínicos da criança e condutas, as quais foram criadas juntamente à equipe e devem ser armazenadas na UBS em pasta sanfonada do tipo arquivo, organizadas em ordem alfabética.
Além disso, esses dados coletados servirão como instrumento de monitoramento do desenvolvimento do projeto. Isso porque utilizaremos o número de crianças que compareceram a cada uma dessas atividades para avaliar a adesão do público alvo. Tal instrumento consistirá em uma tabela (ilustrada abaixo) na qual teremos as atividades realizadas e o número de participantes de cada uma delas e o que esse valor representa em números relativos ao total de alunos que objetivamos atingir.
Através deste instrumento criado por nossa equipe, conseguiremos monitorar o índice de atendimento em algumas condições de saúde, tais como: obesidade e desnutrição, hipertensão arterial, doenças sexualmente transmissíveis, dependência de drogas. Dessa forma, contemplaremos a segunda parte de nossa atividade de microintervenção, já que estaremos monitorando um dos indicadores de desempenho e qualidade determinados pelo PMAQ a partir do SIS, o “Índice de atendimentos por condições de saúde avaliada”, dentro do “Acesso e continuidade do cuidado” através da relação entre o número de atendimentos pelo número total de alunos.
Ainda dentro do planejamento, se faz necessário avaliar acuidade visual alunos, promoção de ações lúdicas para orientação de técnicas corretas de higiene pessoal (lavagem de mãos e escovação de dentes), além de palestras relacionadas à educação sexual (prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST, gravidez e violência sexual e ao uso de drogas.
Na matriz de intervenção abaixo ilustrada, está exposto de forma resumida todo o processo descrito acima:
Temos consciência de que, devido ao histórico negativo da relação entre a equipe de saúde e a da educação, não será fácil o reestabelecimento do vínculo entre as mesmas. Porém através de um trabalho efetivo e da ilustração das metas alcançadas conseguiremos motivar ambas as equipes para que o PSE seja plenamente implantado dentro do prazo que estabelecemos. As atividades que até aqui foram realizadas já demonstraram a melhoria da interação e do interesse das equipes em se dedicar a um projeto que busca a melhoria da assistência educacional e em saúde dessas crianças e adolescentes.
REFERÊNCIAS
1. BRASIL. Decreto n° 6.286, de 5 de dezembro de 2007. Institui do Projeto Saúde na Escola – PSE. Brasília Diário Oficial da União de 06 de dezembro de 2007.
Ponto(s)