26 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO I: Observação na Unidade de Saúde.

 TÍTULO: AMAQ, INSTRUMENTO IMPORTANTE PARA A MELHORIA DO TRABALHO DA EQUIPE DE ATENÇÃO BÁSICA.

ESPECIALIZANDA: MARISE LLANES

ORIENTADORA:ROMANNY HEVELLYN SILVA COSTA.

Para conquistar resultados favoráveis e atingir o nosso propósito mais elevado que é alcançar cuidados básicos que atendam às necessidades atuais dos nossos pacientes, um bom trabalho em equipe é muito importante.

É essencial buscar estratégias efetivas para melhorar o atendimento médico, a qualidade da assistência prestada, bem como, o comprometimento e a participação profissional-gestão-usuário.

Para isso, reunimos nossa equipe que é composta por (quatro agentes comunitários de saúde, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem), a fim de respondermos a Auto avaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ), com intuito fazermos uma ampla avaliação dos principais problemas que afetam e prejudicam o nosso serviço.

No primeiro momento, fizemos uma reunião como já mencionado acima, nesta reunião realizamos um micro intervenção, utilizando como instrumento norteador o da AMAQ, o qual é um instrumento auto avaliativo que auxilia a equipe no planejamento de suas ações. Ao utilizar a AMAQ, a equipe consegue detectar as principais problemáticas, deficiências e fragilidades que estão afetando negativamente a qualidade do trabalho prestado e a partir de então consegue traçar uma linha de intervenções que precisam ser executadas para que as problemáticas sejam minimizadas e/ou sejam sanadas (BRASIL, 2017).

É válido ressaltar, que a AMAQ não é um instrumento que tem por finalidade mostrar somente os pontos “negativos” da equipe, visto que, a mesma também permite que a equipe visualize suas qualidades, suas potencialidades, mas também pode auxiliar para demonstrar que em determinados momentos a equipe está trilhando pelo caminho correto rumo a uma assistência de qualidade.

Sendo assim, é notório que a autoavaliação é o ponto de partida para as ações de melhoria e qualidade dos serviços, devendo ser entendido como um processo necessário e contínuo nas ações de monitoramento e acompanhamento pelos gestores, profissionais e equipe.

Durante o processo de autoavaliação, alguns problemas presentes nas dimensões e sub dimensões, D: Unidade Básica de Saúde, Sub: Infraestrutura e equipamento (H); D: Educação permanente, processo de trabalho e atenção integral à saúde, sub: Educação permanente e qualificação das equipes de atenção básica (J); se sobressaíram em relação aos demais, sendo que três desses problemas atingiram uma pontuação de 2 pontos apenas, trazendo assim   uma maior preocupação para resolvê-los.

Os principais problemas foram:

Na dimensão: Unidade Básica de Saúde, sub dimensão: Infraestrutura e equipamento(H) no ponto que versa sobre: “a Unidade Básica de Saúde, considerando sua infraestrutura física e equipamento, está adequada para o desenvolvimento das ações.”  Nessa subdimensão foi detectado um grande problema, visto que, apenas umas das quatro unidades em que trabalhamos possui uma boa infraestrutura e ambiência adequadas (acústica, ventilação, iluminação, pisos, paredes e tetos adequados, instalações, hidráulicas, sanitárias e elétrica) de acordo com a regulamentação preconizada, enquanto que as   demais não possuem condições dignas para execução de um bom trabalho. Apesar dos contratempos os gestores já sinalizaram que estão providenciando as adequações necessárias para as demais.

Já na subdimensão que aborda que “a Unidade básica de Saúde dispõe dos materiais e equipamentos necessários ao primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência”, segue a mesma linha de precariedade do problema acima, algumas unidades não dispõem de condições estruturais para a guarda de materiais necessários na rotina dos atendimentos. Pensando em resolver esse problema temporariamente, criamos estrutura móvel de medicamentos para a primeira emergência necessária para o tratamento, como medicamentos para a crise hipertensiva, febre, vômitos, desidratação, tudo o que é necessário para fornecer aos pacientes um primeiro atendimento até serem atendidos na unidade central do município.

Por sua vez, na dimensão:  Educação permanente, processo de trabalho e atenção integral a saúde, dimensão: Educação permanente e qualificação das equipes de atenção básica(J), observamos que “a equipe de Atenção Básica incentiva e desenvolve práticas corporais, atividade física na Unidade Básica de Saúde e/ou no território.” Esse problema atingiu uma qualificação de 2 pontos porque apesar do fato da equipe incentivar o desenvolvimento de atividade física, como por exemplo: caminhadas, danças, entre outras, é possível verificar que pequena parte da população adere a prática de exercícios físicos, e ainda aquela parte que adere não é acompanhada por um profissional habilitado que os oriente como praticar essas atividades de maneira correta.

Seria de grande valia um trabalho multidisciplinar entre as equipes da atenção básica, e se possível à implantação de uma academia da cidade ou algum outro projeto desenvolvido pelo pessoal do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) como educador físico, instrutor de dança para desenvolverem atividades que melhorassem a qualidade de vida dessa população.

Após a análise e discussão dos problemas previamente estabelecidos, decidimos criar uma matriz de intervenção para o último problema citado, por se tratar de uma temática importante e relevante para os nossos usuários.

MATRIZ DE INTERVENÇAO

Descrição do padrão: A equipe de atenção básica incentiva e desenvolve atividade física na unidade básica.

Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: Pouca motivação da população na prática de atividades físicas.

Objetivo-Meta: Orientar e conscientizar a comunidade na adesão da prática de atividades físicas, bem como, sobre sua importância e seus benefícios para sua saúde.

Estratégias para indicadores Atividades a serem desenvolvidas Recursos Resultados Responsáveis Prazos Mecanismo e indicadores para avaliar o alcance dos resultados
Orientação sobre atividade física Palestras, rodas de conversa, grupos de atividades, orientações em consultas e visitas domiciliares Computador, profissionais, panfletos, espaços para realização de atividades  Conscientização da população na prática de atividades físicas e adesão da mesma a essas atividades. Equipe multiprofissional,

médico, enfermeiro, ACS, educador físico.

Mensal -Número de atividade educativa coletiva e de abordagem individual
Grupos de atividade física Caminhada, dança. Profissionais Participação da população Médicos, enfermeiros, ACS, técnicos, educador físico dentre outros Mensal Frequência de participação nas atividades

Ao concluirmos a atividade, podemos afirmar que ambas foram importantes, primeiramente porque nos permitiu realizar uma avaliação integral e dinâmica em equipe, onde analisamos e identificamos nossas deficiências e, posteriormente, propusemos meios para resolve-las no menor tempo possível.

E, por fim, aprendemos que todos nós temos e teremos dificuldades, porém é preciso mais que tudo o trabalho em equipe para podermos melhorar nossos serviços.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. AMAQ: Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica: AMAQ.Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

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