27 de outubro de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TÍTULO: O ATENDIMENTO ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NA UNIDADE DE SAÚDE EQUIPE 115, NA UBS DR SALEM DUARTE.

ESPECIALIZANDO: Juan De Dios Miranda Rieumont.

ORIENTADOR: Maria Betânia Morais De Paiva.

COLABORADORES:

  Enfermeira: Aldenora Fernandes de Queiroz .

  Técnica de enfermagem: Maria Luzanira Viana de Oliveira .

  Dentista: Kelly Patrisa Oliveira.

   Auxiliar de saúde Bucal: Antonieta Fernandes de Queiroz.

  Agente de saúde comunitária: Cosma Nunes da Silva Medeiros.

  Agente de saúde comunitária: Emmanuele Tayana dos Santos.

  Agente de saúde comunitária: Maria Alcineide Ferreira Duarte de Meneses.

  Agente de saúde comunitária: Maraia das Dores Lopes Duarte Cavalcante.

  Agente de saúde comunitária: Maria da Gloria Silva.

 Agente de saúde comunitária: Juana Fernandes da Silva.

  Agente de saúde comunitária: Maria Ubiracilda Linhares.

 Agente de saúde comunitária: Zoraide Pinheiro de Andrades.

 

  Este relato de experiência irá mostrar como funciona o atendimento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) na Unidade Básica de Saúde (UBS) Drº Salém Duarte, além de averiguar quais requisitos do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica (PMAQ/AB) estão disponíveis na unidade.

A princípio, foi realizada uma reunião com a equipe de saúde para podermos responder o questionário sobre o controle das DCNT na Atenção Primária à Saúde (APS).

 

Em relação às pessoas com HIPERTENSÃO ARTERIAL

Em relação às pessoas com DIABETES MELLITUS

QUESTÕES

SIM

NÃO

SIM

NÃO

A equipe realiza consulta para pessoas com hipertensão e/ou diabetes mellitus?

 

X

 

X

 

Normalmente, qual é o tempo de espera (em número de dias) para a primeira consulta de pessoas com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes na unidade de saúde?

 

01 dia

 

01 dia

 

A equipe utiliza protocolos para estratificação de risco dos usuários com hipertensão?

 

X

 

 

 

A equipe avalia a existência de comorbidades e fatores de risco cardiovascular dos usuários hipertensos?

 

X

 

 

 

A equipe possui registro de usuários com diabetes com maior risco/gravidade?

 

 

 

 

 

 

X

 

 

Em relação ao item “A equipe possui registro de usuários com diabetes com maior risco/gravidade?”, se sua resposta foi SIM, existe documento que comprove? Compartilhe um modelo (em branco) no fórum do módulo e troque experiências com os colegas de curso.

A equipe utiliza alguma ficha de cadastro ou acompanhamento de pessoas com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes mellitus?

 

 

X

 

X

 

A equipe realiza acompanhamento de usuários com diagnóstico de doença cardíaca para pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial?

 

X

 

 

 

A equipe programa as consultas e exames de pessoas com hipertensão arterial sistêmica em função da estratificação dos casos e de elementos considerados por ela na gestão do cuidado?

 

X

 

 

 

A equipe possui registro dos usuários com hipertensão arterial sistêmica com maior risco/gravidade?

 

 

X

 

 

Em relação ao item “A equipe possui registro dos usuários com hipertensão arterial sistêmica com maior risco/gravidade?”, se sua resposta foi SIM, existe documento que comprove? Compartilhe um modelo (em branco) no fórum do módulo e troque experiências com os colegas de curso.

A equipe coordena a fila de espera e acompanhamento dos usuários com hipertensão arterial sistêmica e/ou diabetes que necessitam de consultas e exames em outros pontos de atenção?

 

X

 

X

 

A equipe possui o registro dos usuários com hipertensão e/ou diabetes de maior risco/gravidade encaminhados para outro ponto de atenção?

 

 

 

 

X

 

X

Em relação ao item “A equipe possui o registro dos usuários com hipertensão e/ou diabetes de maior risco/gravidade encaminhados para outro ponto de atenção?”, se sua resposta foi SIM, existe documento que comprove? Compartilhe um modelo (em branco) no fórum do módulo e troque experiências com os colegas de curso.

A equipe programa as consultas e exames de pessoas com diabetes mellitus em função da estratificação dos casos e de elementos considerados por ela na gestão do cuidado?

 

 

 

X

 

A equipe realiza exame do pé diabético periodicamente nos usuários?

 

 

 

X

 

A equipe realiza exame de fundo de olho periodicamente em pessoas com diabetes mellitus?

 

 

 

X

 

EM RELAÇÃO À ATENÇÃO À PESSOA COM OBESIDADE

 

QUESTÕES

SIM

NÃO

A equipe realiza avaliação antropométrica (peso e altura) dos usuários atendidos?

X

 

Após a identificação de usuário com obesidade (IMC≥ 30 kg/m2), a equipe realiza alguma ação?

X

 

Se SIM no item anterior, quais ações?

QUESTÕES

SIM

NÃO

Realiza o acompanhamento deste usuário na UBS

X

 

Oferta ações voltadas à  atividade física

X

 

Oferta ações voltadas à alimentação saudável

X

 

Aciona equipe de Apoio Matricial (NASF e outros) para apoiar o acompanhamento deste usuário na UBS

X

 

Encaminha para serviço especializado

X

 

Oferta grupo de educação em saúde para pessoas que querem perder peso

X

 

Fonte: PMAQ/AB

 

            Ao longo da reunião, a equipe discutiu muito sobre as questões levantadas pelo questionário e chegou à conclusão de que os seguintes itens não são realizados pela unidade:

 – A equipe possui registro de usuários com diabetes com maior risco/gravidade?

– A equipe possui registro dos usuários com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) com maior risco/gravidade?

– A equipe possui o registro dos usuários com HAS  e/ou Diabetes Mellitus (DM) de maior risco/gravidade encaminhados para outro ponto de atenção?

            Assim, a equipe decidiu buscar meios para criar um registro de usuários com hipertensão e diabetes que apresentem maior risco/gravidade e que sejam encaminhados para outro ponto de atenção. Na verdade, temos o registro apenas da quantidade de hipertensos e diabéticos atendidos pela unidade, mas não temos o registro daqueles que apresentam riscos.

Como potencialidades nessa ação, os profissionais de saúde envolvidos na reunião acharam que é necessário organizar melhor esse atendimento e essa forma de registro e sugeriram marcar uma próxima reunião para decidirmos como iremos planejar esse registro e começar a fazê-lo.

Uma dificuldade apresentada ao responder o questionário, foi que a equipe, principalmente os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), sentiu que essa responsabilidade do registro iria cair sobre eles, pois alegaram estarem sobrecarregados. Mas foi explicado que iremos desenvolver uma forma de envolver toda a equipe de saúde, de forma interativa e multidisciplinar.

A articulação com a equipe é sempre vista como uma facilidade, pois são pessoas e profissionais excelentes que visam o bem da comunidade e querem trabalhar para isso. Dessa forma, responder a esse questionário foi muito fácil de ser realizado.

O atendimento às doenças crônicas na unidade sempre girou em torno de uma maioria de pessoas idosas, descompensadas de suas doenças crônicas como DM e HAS. Desse modo, foi pensado como estratégia de aproximação e fortalecimento de vínculos, a criação de grupos de apoios para o tratamento e controle desses pacientes na comunidade.

Essa atividade foi considerada exitosa, pois no grupo de diabéticos e hipertensos foram colocados os pacientes que frequentavam as consultas de controle e acompanhamento na UBS e também foi inserido no grupo os pacientes descompensados e aqueles que chegavam ao posto em péssimas condições de saúde. O grupo era dirigido pela enfermeira que contava com a ajuda de uma ACS, em algumas ocasiões havia a colaboração dos médicos do posto, além de da parceria com a nutricionista do Núcleo ampliado em Saúde da Família (NASF), a psicóloga e assistente social do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).

O grupo funcionava três dias da semana nas terças, quartas e quintas-feiras, onde se realizava em jejum a medida da glicose e  aferição da Pressão Arterial (PA). São fornecidas orientações sobre consumo dos remédios para esse horário: como a insulina ou os hipoglicemiantes orais e os medicamentos anti-hipertensivos.

 Esse trabalho em equipe foi uma experiência muito satisfatória e esperamos com a continuação dessa microintervenção que as DCNT se mantenham controladas, porque conseguimos alcançar ótimos resultados no tratamento e controle dos pacientes diabéticos e hipertensos do posto de saúde, diminuindo o número de atendimentos de pacientes descompensados e de encaminhamentos para outros centros especializados.

 

 

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