12 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

Orientador: Cleyton Cézar Souto Silva.

Aluna: Ana Catarina Mattos Fernandes.

Tema: Planejamento reprodutivo, Pré-Natal e Puerpério.

 

Após responder o questionário proposto pela Universidade Federal do Rio Grande Do Norte (UFRN) como atividade integrante do projeto de microintervenção III, constatou-se que a equipe 089 encontra-se preparada e atua de forma significativa na comunidade no que se refere ao tema: Planejamento reprodutivo, Pré-Natal e Puerpério. Porém, foi constatado que não existia até o momento nenhuma atividade voltada para a promoção de saúde sobre a decisão de ter ou não filhos, tema que chamou a atenção dos membros da equipe e que motivou a criação de estratégias para reverter essa situação.

 

O debate sobre os direitos sexuais e direitos reprodutivos está inserido em uma das áreas de atuação prioritárias da Atenção Primária em saúde, que é a saúde sexual e reprodutiva. Esta se configura como uma área complexa, pois envolve o cuidado dos indivíduos e famílias inseridos em contextos diversos, o que significa lidar com aspectos que vão além do biológico, tais como: sociais, culturais, econômicos, emocionais e ambientais (BRASIL, 2012). Esse fato ressalta a importância da qualificação e postura dos profissionais de saúde ao debater esse tema com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

É comprovado que a aprendizagem leva o usuário a desenvolver sua autonomia, que é tida como “categoria central das ações de Promoção da Saúde”. Portanto, o objetivo principal da equipe era esclarecer dúvidas e ampliar os conhecimentos sobre a saúde sexual e reprodutiva, para que os usuários pudessem decidir de forma ativa se queriam ou não ter filhos.

 

Foram propostos três métodos para abordar homens e mulheres que se encontram em período reprodutivo: durante a consulta de puerpério, consultas de planejamento sexual e reprodutivo e através de palestras educativas em escolas. Os usuários que se enquadravam nesses critérios foram interrogados durante as consultas médicas e de enfermagem ao longo de três semanas consecutivas, totalizando 40 atendimentos. A maior dificuldade enfrentada pela equipe foi em relação a ação educativa proposta para ser executada em uma escola, pois até o momento ela ainda não pode ser realizada, já que não há um centro educativo para adolescentes, que é o principal público alvo, na área de abrangência da equipe. Esta dificuldade está sendo revertida com uma programação que será realizada em uma localidade próxima, até a última semana do mês de Junho.

 

A maioria dos pacientes interrogados já tinham pelo menos um filho vivo, e declaram não desejar uma nova concepção em um futuro próximo, porém também afirmaram não frequentar o ambulatório de planejamento sexual e reprodutivo, nem debater frequentemente o tema com o parceiro. Uma exceção foi os casais que frequentaram o ambulatório de pré-natal e puerpério, pois declararam debater frequentemente sobre o tema com os profissionais de saúde da equipe multidisciplinar e com os seus respectivos parceiros. O que reforça a qualidade do serviço oferecido por esses dois ambulatórios e serve como incentivo para o cuidado continuado desses pacientes.  

 

Resultados positivos foram encontrados em um curto período de tempo, pois poucos pacientes demonstraram ter um planejamento concreto sobre os desejos expressados na consulta sobre o referido tema. Porém pode se concluir que pequenas atitudes, principalmente as voltadas para a educação em saúde, podem mudar a realidade da população da área, servindo como um ponto positivo e incentivo para aprimorar esse tipo de ação. 

 

 

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