14 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

RELATO DE EXPERIÊNCIA

 

 

TÍTULO: APERFEIÇOAMENTO DA EQUIPE PARA IMPLANTAR O ACOLHIMENTO.

ESPECIALIZANDO: RAINER FONSECA GARCIA.

 

ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO

 

COLABORADORES: DEBORAH BRANDÃO DE MELO.

 

O desempenho diário das labores de nossa equipe de trabalho está baseado em conseguir uma melhor qualidade de vida para a população. Pelo qual decidimos fazer uma reunião em nossa Unidade para lograr o aperfeiçoamento do acolhimento já oferecido. Portanto, toda a Equipe de trabalho esteve presente com o objetivo de resolver alguns problemas existentes e de oferecer um melhor serviço á comunidade.

Nessa reunião, decidimos que o ideal para começar a elaborar estratégias era lembrar alguns dos conceitos do acolhimento expressos durante a implementação do mesmo:

 

  • É a relação humanizada da assistência, que promove a acolhida, dá-se sob dois enfoques: o do usuário e o do trabalhador.(MERHY, 1997).
  • Evidencia as dinâmicas e os critérios de acessibilidade a que os usuários estão submetidos. Pode ser utilizado como um dispositivo interrogador das práticas cotidianas, permitindo captar ruídos nas relações que se estabelecem entre usuários e trabalhadores com o fim de alterá-las, para que se estabeleça um processo de trabalho centrado no interesse do usuário. Assim, o acolhimento constitui-se em tecnologia para a reorganização dos serviços, com vistas à garantia de acesso universal, resolutividade e humanização do atendimento (FRANCO et al., 1999).
  • acolhimento não foi vivenciado em momentos específicos do processo de trabalho, mas vivido integralmente no contexto das diferentes intervenções. Nota-se uma ambiguidade nos diferentes modelos organizacionais de operacionalização do acolhimento nas unidades de atenção primária.(CARDOSO, 2009).
  • É o acesso aos serviços de saúde, sendo considerado como a porta de entrada prioritária para o usuário (BREMER; BERDY, 2010).

 

 

Matumoto (1998, p.21)  explica que o acolhimento é determinado pela concepção de ser humano e de saúde/doença em que o trabalho se baseia. Conclui que o porquê acolher desvenda o modo como se efetiva a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) e como os trabalhadores envolvidos “se posicionam frente ao lema ‘Saúde como direito de todos e de cidadania’, através dos princípios de universalidade, eqüidade, integralidade e acesso”.

Logo após recordar os conceitos de acolhimento decidimos enfatizar nosso encontro frente às vulnerabilidades existentes em nosso desempenho, a fim de corrigi-las e alcançar um melhor funcionamento da Equipe com relação a uma melhor eficiência  em relação a essa importante ação. Pelo qual cada um dos partcipantes apresentou o que ele achava que deveríamos melhorar, assim como algumas variantes para sua solução efetiva.

 Dentro das vulnerabilidades houve pouca informação à população em murais informativos sobre os horários de trabalho do médico (já que abrange 3 comunidades); a necessidade de melhorias no transporte do equipamento também foi levantada de maneira geral, a fim de alcançar o cumprimento efetivo do cronograma de trabalho estabelecido e planejado pela equipe para realizar seu trabalho e assim evitar a superlotação de pessoal. por essas razões, nos concentramos em fornecer uma solução para cada uma dessas adversidades que afetam nosso bom desempenho de um acolhimento ótimo, para o qual decidimos aumentar as informações fornecidas aos pacientes no mural informativo, bem como oferecer palestras educacionais em seu tempo de espera, conseguir o melhor dispenzarisation possível de cada paciente para conseguir um serviço particular de suas doenças e estabelecer uma comunicação o mais humanamente possível para dar uma satisfação para a população.

Outro objetivo foi o acordo para alcançar um ótimo relacionamento com os pacientes para estabelecer uma comunicação positiva para ambos e fornecer uma solução para suas necessidades,já que nem sempre é o médico que dá solução para os problemas, sendo alguns deles resolvidos pelo outro pessoal da equipe (como nos casos em que os pacientes precisam ser orientados).

Também determinamos a necessidade de nos reunirmos com a secretaria municipal de saúde para erradicar os atrasos no transporte da equipe de trabalho para as comunidades, o que beneficia a todos (nossa equipe e a população).

Esperamos conseguir algumas mudanças muito positivas com a aplicação desta microintervenção, uma vez que trabalharemos para manter uma melhor comunicação com o paciente, qualquer que seja sua razão para visitar nossa unidade. além disso, acreditamos que com as experiências adquiridas em nossa reunião de equipe, diminua as filas de pacientes na unidade, pois serão classificadas de acordo com a demanda espontânea, demanda de urgência e pacientes previamente agendados para fins de ordem hierárquica de atendimento.

Com esta microintervenção, o conhecimento de toda a equipe foi referido à importância da realização de um bom acolhimento, bem como a necessidade de sua implementação. esperamos que com a continuidade da aplicação deste conjunto de medidas adotadas, o serviço oferecido pela unidade seja mais bem aceito pela população, razão pela qual decidimos que em cada reunião mensal da equipe de trabalho serão avaliados os aspetos positivos e negativos desta estratégia destinada a otimizar nosso serviço.

 

Referências

                                                      

    

BREHMER, L. C. F; VERDI, M. Acolhimento na Atenção Básica: reflexões éticas sobre a Atenção à Saúde dos usuários. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, supl. 3, p. 3569-3578, 2010.

 

CARDOSO, L. S. C. et al. Acolhimento no trabalho em saúde da família: um estudo qualitativo. CuidArte Enfermagem, Juiz de Fora, v. 3, n. 2, p. 149-155, 2009.

 

FRANCO, T. B.; BUENO, W. S. & MERHY, E. E., 1999. O acolhimento e os processos de trabalho em saúde: O caso de Betim, Minas Gerais, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 15:345-353. 

 

MATUMOTO S. O acolhimento: um estudo sobre seus componentes e sua produção em uma unidade da rede básica de serviços de saúde [Dissertação]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 1998.     

  

MERHY E.E. Em busca da qualidade dos serviços de saúde: os serviços de porta aberta para a saúde e o modelo tecno-assistencial em defesa da vida (ou como aproveitar os ruídos do cotidiano dos serviços de saúde e colegiadamente organizar o processo de trabalho na busca da qualidade das ações de saúde.) In: CECILIO L.C.O. Inventando a mudança na saúde. São Paulo: Hucitec; 1997. p.117-60.

 

 

 

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