13 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

RELATO DE EXPERIÊNCIA

 

 

TÍTULO: APERFEIÇOAMENTO DO ACOLHIMENTO À DEMANDA ESPONTÂNEA E PROGRAMADA DA EQUIPE TRÊS DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE RAIMUNDO GOOD LIMA.

 

ESPECIALIZANDO: NEIRIS MONTES DE OCA REYES

 

ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO

 

 

O Sistema Único de Saúde (SUS), sem dúvida, é atualmente um dos maiores exemplos de Política Pública no Brasil. Esse sistema, fruto de debates e lutas democráticas na sociedade civil e nos espaços institucionais do Estado brasileiro, sobretudo do movimento da reforma sanitária (um “movimento de movimentos”), foi afirmado na Constituição de 1988, alicerçado na premissa da saúde como direito de todos e dever do Estado e em princípios e diretrizes como a universalidade, equidade, integralidade, descentralização e controle social.

O SUS vem se desenvolvendo ao longo dos últimos 20 anos de modo paradoxal, pois tem implantado um conjunto de políticas de saúde includentes, apesar de sofrer de problemas crônicos, entre os quais o financiamento insuficiente e desigual (CAMPOS, 2006). Isso demonstra, por um lado, a força do ideário e do conjunto de atores e instituições construtores do SUS, tornando-o um verdadeiro patrimônio público, que, como tal, deve ser bem cuidado. Por outro lado, o SUS precisa ser “protegido” e “cultivado”, não apenas para evitar retrocessos ao grande pacto social do qual é resultado, mas também porque ainda há muito que fazer para consolidar esse sistema e, assim, possibilitar que todo brasileiro se sinta cuidado diante das suas demandas e necessidades de saúde.

Existem várias definições de acolhimento, tanto nos dicionários quanto em setores como a saúde. A existência de várias definições revela os múltiplos sentidos e significados atribuídos a esse termo, de maneira legítima, como pretensões de verdade. Ou seja, o mais importante não é a busca pela definição correta ou verdadeira de acolhimento, mas a clareza e explicitação da noção de acolhimento que é adotada ou assumida situacionalmente por atores concretos, revelando perspectivas e intencionalidades. Nesse sentido, poderíamos dizer, genericamente, que o acolhimento é uma prática presente em todas as relações de cuidado, nos encontros reais entre trabalhadores de saúde e usuários, nos atos de receber e escutar as pessoas, podendo acontecer de formas variadas (“há acolhimentos e acolhimentos”).Em outras palavras, ele não é, a priori, algo bom ou ruim, mas sim uma prática constitutiva das relações de cuidado. Sendo assim, em vez (ou além) de perguntar se, em determinado serviço, há ou não acolhimento, talvez seja mais apropriado analisar como ele se dá. O acolhimento se revela menos no discurso sobre ele do que nas práticas concretas. Partindo dessa perspectiva, podemos pensar em modos de acolher a demanda espontânea que chega às unidades de atenção básica (BRASIL, 2010).

Na minha unidade básica de saúde o acolhimento e a demanda espontânea já estão estruturados com um bom funcionamento. É uma UBS tipo dois tem boa estrutura, iluminação e cadeiras suficientes. Então eu posso dizer que essa questão é uma fortaleça, neste momento. No início da minha chegada à UBS tivemos muitos problemas de atendimento na demanda espontânea, os pacientes não eram acolhidos corretamente, as emergências não tinham uma classificação adequada e além de isso não havia suficientes medicamentos para atender as urgências e emergências médicas.

Para melhorar isso a gente fez uma reunião de equipe participando a diretora da unidade, aí planejamos e realizamos umas series de ações para melhorar o acolhimento tanto na demanda espontânea quanto á programada. Dentro das ações para reverter esse senário e lograr o objetivo foi capacitar aos os agentes comunitários de saúde e tudo o pessoal da equipe em fazer um acolhimento baseada na humanização e respeito. Também abordamos a questão da classificação correta das emergências e as urgências. Para o qual utilizamos como ferramentas data show e o computador. O local onde fizemos a capacitação foi na sala multi proposito onde as responsáveis de abordar esse tema era eu e a enfermeira.

O segundo problema foi resolvido devido á responsabilidade da diretora da unidade, que juntamente com a equipe, fez uma lista dos medicamentos para serem solicitados na secretaria de saúde, principalmente os utilizados em urgências que devem ser básicos na unidade de saúde. Isso estava atrapalhando o nosso trabalho, pois a gente não tinha como enfrentar adequadamente uma urgência. Atualmente, temos uma enfermeira auxiliar que também trabalha na UPA do hospital, isso ajuda muito, porque ela faz um acolhimento correto e sabe como priorizar as emergências.

Aplicamo-nos um instrumento avaliativo feito pelo autor, debate com perguntas e respostas antes e depois da capacitação pra determinar os níveis de conhecimento que a equipe de saúde tinha sobre o acolhimento.

 Nossa equipe obteve como resultado em esta microintervenção aumentar os conhecimentos e compreender melhor que o acolhimento é parte de nosso dia-a-dia e que temos que continuar aperfeiçoando nosso trabalhando isso é fundamental para o desenvolvimento das atividades.

 

Referências

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

 

CAMPOS, G. W. S. Efeitos paradoxais da descentralização do Sistema Único de Saúde no Brasil. In: FLEURY, S. (Org.). Democracia, descentralização e desenvolvimento: Brasil e Espanha. Editora FGV, 2006.

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