16 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TÍTULO: Observação na Unidade de Saúde Edelzio Vieira de Melo, Rosário Do Catete, Sergipe.

ESPECIALIZANDO: Yadisleydi Fonseca Guerrero.

ORIENTADORA: Maria Helena Pires Araújo Barbosa.

Os processos autoavaliativos na atenção básica devem ser contínuos e permanentes, constituindo-se como cultura internalizada de monitoramento e de avaliação pela gestão, coordenação e equipes/profissionais. Seu intuito é verificar a realidade da saúde local, identificando as fragilidades e as potencialidades da rede de Atenção Básica, conduzindo a planejamentos de intervenção para a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços.

Momentos do Processo Autoavaliativo:

• Momento I – Sensibilização e apresentação das estratégias de implementação de processos autoavaliativos no município aos gestores, coordenadores, equipes/profissionais do município, ressaltando a importância de processos autorreflexivos na identificação das potencialidades, fragilidades e estratégias de enfrentamento para a melhoria dos serviços e da satisfação do profissional com o trabalho.

• Momento II – Sensibilização dos gestores, dos coordenadores e das equipes/profissionais da Atenção Básica para a escolha, a utilização de um instrumento orientador da autoavaliação e a importância do planejamento para implementação das intervenções identificadas pelos atores responsáveis.

• Momento III – Discussão dos desafios e ações para o seu enfrentamento com a participação de todos os atores envolvidos: gestores, coordenadores, equipes/ profissionais, comunidade, entre outros.

• Momento IV – Elaboração da matriz de intervenção e de construção dos planos estratégicos de intervenção, com ações multiprofissionais, interdisciplinares e intersetoriais, orientadas para a melhoria da organização e para a qualidade dos serviços da Atenção Básica.

• Momento V – Avaliação dos resultados alcançados diante das intervenções implantadas e implementadas no município.

Em 14 de março de 2018 na Clínica de Saúde da Família, Edelzio Vieira de Melo, em Rosário Do Catete/SE, a equipe de saúde da família I, realizou a autoavaliação com a análise das atividades desenvolvidas, utilizando como instrumento a Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ).

Compromissos de nossa equipe e dos gestores municipais:

Organizar o processo de trabalho da equipe em conformidade com os princípios da atenção básica previstos no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade Da Atenção Básica e na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

Implementar processo de acolhimento á demanda espontânea para a ampliação, facilitação, e qualificação do acesso.

Alimentar o Sistema de informação em Saúde para Atenção Básica/eSUS-SISAB de forma regular e consistente, independentemente do modelo do modelo de organização e segundo os critérios do Manual instrutivo.

Programar e implementar atividades, com priorização dos indivíduos famílias e grupos com maior risco e vulnerabilidade.

Instruir espaços regulares para discussão de trabalho da equipe e para construção e acompanhamentos de projetos terapêuticos singulares.

Instituir processos auto avaliativos como mecanismos disparadores da reflexão sobre a organização do trabalho da equipe, com participação de todos os profissionais que constituem a equipe.

Desenvolver ações intersetoriais voltadas para o cuidado e á promoção da saúde.

Pactuar metas e compromissos para á qualificação da Atenção Básica com a gestão municipal.

Ofertar cursos para capacitar e atualizar os professionais da ESF e da Atenção Básica. Realizar ações de educação permanente com as equipes de Atenção Básica, Saúde bucal, o () s NASF.

Sendo assim, primeiro identificamos os principais problemas e identificamos como prioritário: não há ofertas de cursos para capacitar e atualizar os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e da Atenção Básica. Escolhido o problema prioritário,  refletimos sobre as causas do problema, selecionamos os nós críticos e buscamos estratégias de intervenção para a superação dos problemas prioritários traçando um plano de ação com uso de matriz de intervenção. Essa matriz foi construída identificando responsáveis e prazos de execução, pactuando com os sujeitos as ações a serem implementadas, definindo as estratégias de monitoramento e de avaliação das ações implantadas.

Descrição da situação – problema para alcance do padrão: Não há ofertas de cursos para capacitar e atualizar os profissionais da ESF e da Atenção Básica

Objetivo/meta: Ofertar cursos de capacitação/atualização, bimestralmente, aos profissionais da ESF e da  Atenção Básica.

Estratégias para alcançar os objetivos/metas

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução)

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

 

Solicitar aos gestores municipais e estaduais que ofereçam cursos/educação continuada e fóruns de discussão. Fazer busca ativa em cursos na modalidade EAD, em temas de interesse a ESF e Atenção Básica, sugerir ao gestor municipal a implantação de um núcleo municipal de educação continuada.

 

Encaminhar documentos solicitando os cursos. Formar um grupo de trabalho para atuar nas ações deste projeto. Realizar fóruns de discussão com a comunidade adstrita. Estabelecer os temas para os cursos/capacitação. Realizar reuniões com os profissionais de ESF.

 

 

 

 

 

Aceso a internet da alta velocidade, computador completo, impressora colorida, insumos didáticos (papel canetas, etc).

 

 

 

 

 

Profissionais da ESF e atenção básica atualizados e capacitados. Comunidade adstrita recebendo cuidados mais qualificados. Melhor resolutividade

 

 

 

 

 

Gestores municipais e estaduais, ESF, núcleo estadual do telesaúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

Seis meses

Relatórios produzidos em reuniões. Planilha de acompanhamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                       Fonte: Elaborado pelo própria autora.

Uma potencialidade da microintervenção foi a atitude positiva de nosso grupo de trabalho e os desejos de trabalhar para alcançar as metas propostas. Ressalta-se que a equipe considerou que a construção da matriz de intervenção foi a base fundamental para realizar um bom trabalho, visto que a matriz de intervenção contribuiu para a melhoria e para a busca de soluções para as principais dificuldades identificadas. Além disso, a matriz de intervenção permitiu traçar estratégias para alcançar os objetivos, destacou as atividades a serem desenvolvidos pelo grupo de trabalho, expôs quais seriam os recursos necessários, definiu os responsáveis de cada uma das atividades planejadas, estabeleceu os prazos para a execução e apontou os resultados esperados.

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