13 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

            O modelo de atenção voltado à Estratégia Saúde da Família (ESF) tem proporcionado avanços significativos na ampliação do acesso aos serviços de saúde. Ao longo de tantos anos, tornou-se iminente a qualificação das ações ofertadas à população no primeiro nível de atenção, tornando necessário o desenvolvimento de ações avaliativas para a tomada de decisão no nível da gestão do sistema de saúde. Com base nisso foi criado o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) no qual oferecem estratégias indutoras da qualidade adotada pelo Ministério da Saúde na direção da melhoria dos resultados das ações de saúde ofertadas à população (BRASIL, 2013).

            A experiência que será relatada ocorre no município brasileiro de Touros/RN, com uma população estimada de 34 mil habitantes, pertencente à mesorregião do Leste Potiguar ,código IBGE 2414407, mais especificamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Novo Horizonte, localizado na Rua Poeta Severino F. da Silva, SN, bairro do Novo Horizonte, cadastrado no CNES 7666705.

            A equipe foi convocada recentemente a fazer a avaliação do AMAQ (instrumento de autoavaliação da gestão e das equipes), já que é participante da recontratualização/adesão ao PMAQ, no qual foram propostos inicialmente encontros presenciais na unidade de saúde, logo envolvemos e mobilizamos todos os profissionais integrantes da equipe;: médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, dentista, técnico em saúde bucal, e agentes comunitários de saúde (ACS). Em rodas de conversas, foi discutido a atual situação de saúde da população adscrita e logo depois de respondido o AMAQ, começamos a realização de uma análise mais minuciosa, com objetivo de atentar para possíveis fragilidades a serem descobertas e em seguida fazer a construção de uma matriz de intervenção de modo a permitir e estimular a participação de todos na avaliação dos pontos positivos e dificuldades a serem enfrentadas.

            A utilização da ferramenta matriz de intervenção é feita para orientar as etapas de diagnóstico de dificuldades e a construção compartilhada de planejamento de ações. Sendo assim a primeira barreira que se deparou foi a conciliação da parada das atividades para esse momento, visto que envolve todos os componentes da equipe em tempo hábil, foi necessário três dias intercalados em duas semanas para finalização dessa etapa, que foi de extrema importância, ter acima de tudo uma escuta qualificada, partindo da própria equipe.    

            Começou-se a responder o AMAQ pela parte I – Equipe de Atenção Básica a partir da dimensão unidade básica de saúde, H – subdimensão: infraestrutura e equipamentos, I – subdimensão: insumos, imunológicos e medicamentos, em seguida a dimensão educação permanente, processo de trabalho e atenção integral à saúde, J – subdimensão: educação permanente e qualificação das equipes de atenção básica, K – subdimensão organização do processo de trabalho, L – subdimensão atenção integral à saúde, M – subdimensão participação, controle social e satisfação do usuário, N – Programa Saúde na Escola – PSE.

            Diante de cada subdimensão em cada item era realizada uma escala de 1 a 5 na qual, 1 significa muito insatisfatório, 2 insatisfatório, 3 regular, 4 satisfatório e o 5 muito satisfatório, ao final obtivemos uma somatória que pôde-se avaliar e constatar 23 pontos na subdimensão H classificando-a como pontuação insatisfatória, 50 pontos na subdimensão I, classificando-a como satisfatória, classificando-se assim a dimensão unidade básica de saúde com 3 pontos – regular. Subdimensão L – muito satisfatório, Subdimensão M – regular, Subdimensão N – insatisfatório.

            Perante a proposta da primeira intervenção foi considerado relevante por toda a equipe e com possibilidades de tentativas de resolução para a construção da matriz de intervenção.

            A avaliação compartilhada do AMAQ possibilitou o entendimento deste como um instrumento para reflexão, análise e planejamento do processo de trabalho no qual foi proposto ser realizado de forma contínua, sendo que a construção da matriz de intervenção desempenhou função de catalizador para a identificação dos nós críticos e das ações estratégicas implementadas para superá-los. Tendo em vista a avaliação positiva do uso do AMAQ, instrumento proposto no PMAQ, por todos os atores envolvidos – profissionais das equipes, apoiadores institucionais.

            Foi construído um instrumento para monitorarmos os indicadores fizemos em forma de banner, pois há a possibilidade de ir acompanhando mensalmente a evolução de cada indicador. A microintervenção realizada foi proveitosa proporcionando a união da equipe e permitindo um benefício para a melhora da qualidade das ações promovidas no serviço. Percebemos o quanto é valiosa a participação de todos os integrantes, fazendo valer a multidisciplinaridade, respeitando e acreditando nas diversas opiniões.

          Podemos observar na integralidade o que de fato temos em dados lançados no sistema E-SUS, nos permitindo ter uma visão panorâmica e global a cerca de quantidade e qualidade dos atendimentos. A partir daí daremos um pontapé para traçar metas para o desenvolvimento de medidas.

 

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