14 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

RELATO DE EXPERIÊNCIA

 

 

TÍTULO: CONTROLE INTEGRAL DOS CLIENTES HIPERTENSOS DA UBS ELVIRA FRANCISCA DE JESUS.

 

ESPECIALIZANDO: TANYA LISSETH PEDROSA ORTEGA

 

ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO

 

COLABORADORES: AMANDA BRITO DE OLIVEIRA

 

 

 A Hipertensão Arterial Sistêmica HAS é um estado alterado da saúde na qual a pressão do sangue está acima das medidas consideradas normais por um período longo de tempo, além de ser considerada uma condição clínica multifatorial (ÁVILA et al., 2010).

A HAS é uns dos problemas de saúde pública mais importante e frequente no Brasil e no mundo (MALUF JR et al., 2010). Esta doença é responsável por muitas causas de óbito sendo um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doenças cardiovasculares.

Os fatores associados ao desenvolvimento da HAS são dislipidemias, obesidade, sedentarismo, diabetes mellitus, envelhecimento, excesso de peso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, hábitos alimentares inadequados, consumo exagerado de sal etc. (IBGE, 2013). 

O diagnóstico precoce e correto da HAS é a base para o controle desta doença, permitindo realizar um acompanhamento adequado dos pacientes pela equipe de saúde, assim podem ser oferecidos tratamentos não farmacológicos e farmacológicos que melhoram o estado de saúde dos pacientes e suas qualidades de vida evitando as complicações futuras da HAS como acidentes vasculares encefálicos e infartos agudos do miocárdio que em muitos acontecem por desconhecimento do cliente, mais também por não ser diagnosticado pelo serviço de saúde (ZATTAR et al., 2013).

É essencial então um tratamento adequado com mudanças do estilo de vida, alimentação saudável além da adesão rigorosa da terapêutica medicamentosa que contribuem e previnem consequências a longo prazo como mortalidade e lesões de órgãos alvo (NEDER; BORGES, 2006).

Por causa disso nossa UBS oferecerá estratégias educativas mediantes ações de promoção, prevenção de saúde e reabilitação, na redução da pressão arterial alterada e suas consequências sendo o principal objetivo de nossa micro intervenção. 

Eu me encontro com minha equipe de trabalho para desenvolver a reunião correspondente para a análise dos principais problemas existentes na UBS. Nessa reunião estiverem presentes o Médico, Enfermeira, Auxiliar de Enfermagem e de Saúde Bucal, 09 Agentes Comunitários de Saúde e o Cirurgião-Dentista.

Após a abordagem individual de cada um dos participantes em seu critério sobre os problemas que afetam o ótimo funcionamento de nossa unidade e da realização da avaliação pelo AMAQ os problemas com menor pontuação foram obtidos e nós definimos os seguintes como os principais:

 

  1. A equipe de Atenção Básica organiza a atenção ás pessoas com hipertensão, diabetes e obesidade com base na estratificação de risco.
  2. A Unidade Básica de Saúde dispõe de insumos e medicamentos indicados para o primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência.
  3. A Unidade Básica de Saúde disponibiliza medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica com suficiência e regularidade.
  4. A Equipe de Atenção Básica incentiva e desenvolve práticas corporais /atividades físicas na Unidade de Saúde e/ou no Território.
  5. A Equipe de Atenção Básica desenvolve grupos terapêuticos na unidade de saúde e ou no outro território.
  6. A Equipe de Atenção Básica reúne-se com a comunidade para desenvolver ações conjuntas e debater os problemas locais de saúde, o planejamento da assistência prestada e os resultados alcançados.
  7. A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações para os usuários de álcool e outras drogas no seu território.
  8. A Equipe de Atenção Básica desenvolve atividades que abordagem conteúdos de saúde sexual.
  9. A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações para as pessoas com sofrimento psiquiátrico em seu território.
  10. A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações para identificar casos de violências e desenvolve ações de incentivo a inclusão social.

 

Resolvi fazer uma matriz de intervenção de um dos problemas que acreditamos ser importante para a nossa UBS devido ao seu forte impacto na saúde dos pacientes por deficiente conhecimento da educação sanitária da população, uso irregular de medicamentos anti-hipertensivos sim percepção de rico da doença. Além disso, porque a equipe em conjunto avaliou que esse problema pode ser modificado pela equipe de saúde com os recursos disponíveis e cooperação dos pacientes.

Após observação que existe um grande número de hipertensos na área, foi selecionado essa doença para criar uma matriz de intervenção, mostrada no quadro 1, buscando diminuir complicações e melhorar a qualidade de vida de os pacientes.

 

Quadro1: Matriz de Intervenção, 2018.

 

MATRIZ DE INTERVENÇÃO

Descrição do padrão: A Equipe organiza atenção integral dos clientes com Hipertensão.

Descrição da situação-problema para o alcance do padrão: A Equipe de Saúde da Família não organiza atenção às pessoas com Hipertensão baseadas na estratificação de risco.

Objetivo/meta: Reorganizar as atividades da educação em saúde e assistência com foco para autocuidado nos pacientes em uso irregular das medicações.

Estratégias para alcançar os objetivos /metas

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução)

Recursos necessários para desenvolvimento das atividades

Resultados esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

1.Analise

e cadastro da população adscrita

1.Levantamento do número de paciente maiores de 18 anos cadastrados com HAS

1.Ficha de e;sus para cadastro e acompanhamento dos itens

1. Deteminar a prevalência de Has .

1.ACS

1.15 dias

1.Registro dos hipertensos

2.Elaborar atividades d educação permanente para a equipe que aborde de formas sistemáticas e continua toma sobre autocuidado para controle de HAS.

2.Capacitação da equipe para educação em saúde no domicilio sobre o autocuidado de clientes hipertensos orientando sobre a mudança de estilo de vida, uso correto das medicações e participações nas atividades coletivas.

2.Materiais audiovisuais.

2.Equipe capacitada e envolvida.

2.Médico enfermeira.

2.Seis meses contínuos.

2.Niveis pressóricos desejáveis nos hipertensos.

3.Clasificacao  de risco cardiovascular.

 

3.Distribucao de folder eu cartilha para as consultas e atividades coletivas

3.Recursos financeiro.

3.Aceitação pela população.

3.Equipe de saúde.

3.Seis meses contínuos.

3.Hipertensos comprometidos.

4.Planejamento de atividades coletivas com outros setores como NASF e Hospital

4.Financiamento por médio da secretaria de saúde para material gráfico

4.Disponibilizações semanais de vagas.

4.Sistematicacuidadao.

4.Secretaria de saúde.

4.Seis meses contínuos.

4.Material gráfico disponível.

 

5.Planejamento das consultas medicas e de enfermagem para classificação do risco cardiovascular.

5. Sala de reuniões

5.Recepção efetiva dos hipertensos.

 

5.Seis meses contínuos.

5. Hipertensos atendidos

 

6.Criar um grupo de educação em saúde e atividades recreativas na UBS .

 

 

 

6.anual.

7.seis meses contínu-os.

6.Hipertensos presentes nas atividades.

Fonte: AMAQ-AB, 2017

 

 

A micro intervenção de nossa equipe foi de muita importância já que nos facilitou uma organização necessária que antigamente não tínhamos, recuperando informações necessárias para elaborar nosso trabalho e dar seguimento e prioridade as dificuldades encontradas. Nosso trabalho foi feito para melhorar integralmente a saúde de clientes hipertensos que com maior frequência assistem a nossa consulta, eliminado os fatores de risco modificável  que afetam a nossa população como a idade ,afro-descendência ,maus hábitos alimentares, estresse, excesso de bebidas alcoólicas, tabagismos, obesidade e sedentarismo assim como a deficiente educação sanitária da população, desconhecimento sobre sua doença, insistência as consultas médicas e de enfermagem, baixo percentual de risco e a não continuidade do tratamento medicamentoso, por isso foi elaborado um instrumento de avaliação e monitoramento em anexo no quadro 2 para obtenção de maiores informações de  nossos clientes com  objetivo de alcançar um controle integral dos clientes hipertensos baseado na prevenção, recuperação  e reabilitação oferecendo  atividades educativas, alimentação saudável, grupos terapêuticos, incentivar a prática de exercício físico .

No momento foram observados uma maior adesão quanto a participação de uma parte da população nas palestras de atividades educativas realizadas na UBS, quanto uma maior frequência dos pacientes nas consultas, aceitações quanto as orientações não farmacológicas e farmacológicas, uma adesão maior quanto a mudanças de hábitos alimentares e sobre a mudança no controle do uso regular das medicações, este é um ponto que só será observado e acompanhado a longo prazo, no período de aproximadamente 6 meses, para que possamos conseguir resultados mais fidedignos.

 

Quadro 2: Instrumento para avaliação e monitoramento, 2018.

 

 

 

Nome dos pacientes

 

 

Micro área

 

 

Fatores de risco

 

Medicamentos anti-hipertensivos que faz uso.

Uso regular das medicações.

(Sim ou Não)

Participação nas atividades educativas da USB.

(Sim ou Não)

 

Assistência as consultas programadas.

Monitoramento da pressão arterial dos clientes.

(Compensado ou

Descompensado).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Elaboração própria, 2018.

 

 

Referências

 

 

ÁVILA, A., et al. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, Conceituação, Epidemiologia e Prevenção Primária. Rev Bras Hipertens, Rio de Janeiro, v.17, n.1, p.7-10, 2010.

 

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Rio de Janeiro: IBGE; 2013. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pns/2013. Acesso em: Jul, 2018.

 

MALUF JR, I., et al . Avaliação da adesão de médicos ao protocolo de hipertensão arterial da secretaria municipal de saúde de Curitiba. Arq Bras Cardiol.,  São Paulo,  v. 94, n. 1, p. 86-91, 2010.

 

NEDER, M.M.; BORGES, A.A.N. Hipertensão arterial sistêmica no Brasil; o que avançamos em o conhecimento de sua epidemiologia. Rev Bras Hipertens, v.13, n.2, p.126-133, 2006.

 

ZATTAR, C. et al. Prevalência e fatores associados á pressão arterial elevada, seu conhecimento e tratamento em idosos no sul de Brasil. Rev Cediol Saúde Pública. v.29, n.3, p.507-521,  2013.

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