RELATO DE EXPERIÊNCIA
TÍTULO: MELHORIA DO TRABALHO NA UNIDADE BÁSICA.
ESPECIALIZANDO: RAINER FONSECA GARCÌA
ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO
COLABORADORES: DEBORAH BRANDÃO DE MELO.
ROSANIA SANTOS NERES CHAGAS.
GERALDO DE JESUS.
MARIA YERIA DE SOUZA.
RIVALDA COSTA SANTOS.
Sendo as 14:00 horas no día 26 de abril do ano atual, eu me encontro com minha equipe de trabalho para desenvolver a reunião correspondente para a análise dos principais problemas existentes na UBS. Na reunião estavam presentes o Médico do UBS, a Enfermeira e 4 Agentes de Saúde Comunitários(não puderam participar da reunião: a Técnica de Enfermagem, a Auxiliar de Enfermagem, e 1 Agente de Saúde), pois eles estão realizando um curativo em uma área de difícil acesso. alcançando assim uma participação do 66,66% de assistência.
Após a abordagem individual de cada um dos participantes em seu critério sobre os problemas que afetam o ótimo funcionamento de nossa unidade e da realização da avaliação pelo AMAQ. Os problemas com menor pontuação foram obtidos e nós definimos que onde temos a maior deficiência está nos seguintes itens do AMAQ:
1-A Equipe de Atenção Básica organiza a atenção às pessoas com Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) com Base na estratificação de Risco.
2- A Equipe de Trabalho desenvolve ações voltadas aos usuários de Tabaco no seu Território.
3-A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações de vigilância em Saúde Ambiental.
4-A Equipe de Atenção Básica incentiva e desenvolve práticas corporais /atividades físicas na Unidade de Saúde e/ou no Território.
5-A Equipe utiliza de Práticas Integrativas e Complementares como forma de Ampliação da abordagem Clínica.
6-A Equipe trabalha de forma articulada com o grupo de trabalho intersetorial municipal.
7-A Unidade Básica de Saúde dispõe dos materiais e dos equipamentos necessários ao primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência.
8-A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações para os usuários de álcool e outras drogas no seu território.
9-A Equipe de Atenção Básica desenvolve ações para identificar casos de violência e desenvolve ações de incentivo á inclusão social.
Nós decidimos fazer uma matriz de intervenção de um dos problemas que acreditamos ser muito importante para nossa UBS, já que atualmente existe um número que não é bem identificado destes pacientes, e atualmente existe uma alta morbidade em nossa área de saúde em termos de doenças respiratórias, sendo a DPOC uma das principais causas de morte em pacientes adultos de nossa comunidade, e sendo a asma uma das principais causas de encaminhamentos para o hospital, bem como de consultas de demanda espontânea, e colateralmente de afetações à frequência escolar.
E acreditamos que esta Micro intervenção pode ter um forte impacto na saúde dos pacientes, porque desta forma podemos acompanhar as suas necessidades de Saúde, bem como fornecer as informações necessárias para evitar as crises, as complicações da sua doença, bem como orientar sobre algumas medidas para levar em suas casas e no ambiente onde eles são desenvolvidos para alcançar uma melhor qualidade de vida. Além disso, a equipe verificará seus tratamentos, e receberá algumas diretrizes para desenvolver um melhor desempenho diário de vida, dependendo de suas particularidades. Teríamos também uma estatística real e atualizada sobre o número de pacientes afetados por estas Doenças Respiratórias, a fim de realizar análises comparativas com os valores do Estado e Valores Nacionais, e assim determinar a incidência deles em nossa população.
A equipe em conjunto avaliou que esse problema pode ser modificado com os recursos disponíveis, em um período de tempo acordado para erradicar ou reduzir sua incidência. Determinando assim como nosso problema a ser tratado: A falta de Programação do Cuidado do Paciente com ASMA e DPOC. Para o qual fizemos uma Matriz de Intervenção.
Quadro 1: Matriz de Intervenção, 2018.
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Descrição do padrão: 4.30. A equipe de Atenção Básica desenvolve ações voltadas ao cuidado dos pacientes com ASMA e DPOC |
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Descrição da Situação-Problema para alcance do Padrão: Falta de Programação do Cuidado do Paciente com ASMA e DPOC. |
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Objetivo/Meta: Planejar o atendimento e acompanhamento do Paciente com ASMA e DPOC. |
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Estratégias para alcançar objetivos: |
Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução): |
Recursos Necessários para o desenvolvimento das atividades: |
Resultados Esperados: |
Responsáveis: |
Prazos: |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos Resultados: |
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-Garantir o primeiro atendimento do paciente com ASMA e DPOC em crise em tempo hábil. -Garantir que o paciente tenha atendimento de retorno garantido com o Médico. |
-Priorizar Agenda Médica para o atendimento de pacientes em crise de ASMA e DPOC. -Agendar o retorno do paciente conforme a orientação do Médico. -Fazer busca ativa através dos Agentes Comunitários de Saúde ao paciente faltoso. |
-Agenda Médica, Profissionais capacitados para avaliação e atendimento, Fichas e Canetas. |
-Atender todos os Pacientes com ASMA e DPOC de forma programada e em tempo hábil. |
-Equipe de Saúde. |
-120 Dias. |
-Número de consultas de pessoas com o diagnóstico de DPOC e Asma. -Número de consultas agendadas de cuidado continuado no Libro de Ata com diagnóstico de DPOC e Asma. |
Fonte: AMAQ, 2017.
Nossa equipe decidiu monitorar um dois indicadores do PMAQ a partir dos SIS por meio de instrumento de interpretação fácil uma tabela. E para ser objetivo decidimos tomar como indicador avaliar a Abrangência da Oferta de Serviços•
Quadro 2: Instrumento de monitoramento, 2018.
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Serviços que a Unidade Básica de Saúde deve oferecer : |
Responsável do cumprimento do Serviço: |
Horário de Trabalho: |
Dias úteis:
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Local para desenvolver o serviço: |
Cumprimento: |
% do Total: |
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Ações de promoção, prevenção e tratamento relacionadas á saúde da mulher, da criança, saúde mental, planejamento familiar, prevenção a câncer, pré-natal e cuidado de doenças crónicas como diabetes e hipertensão. |
Médico, Enfermeira, Auxiliar de Enfermagem, Técnica de Enfermagem e os 5 Agentes de Saúde. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS, Escola, a própria casa dos pacientes e outras instalações que sejam habilitadas.
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Sim. |
12,5 |
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Fazer Curativos. |
Técnica de Enfermagem. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS,ou na casa do Paciente. |
Sim. |
12,5 |
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Fazer Inalações. |
Enfermeira e Auxiliar de Enfermagem. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS. |
Sim. |
12,5 |
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Tomar vacinas. |
Enfermeira e Auxiliar de Enfermagem. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS,ou na casa do Paciente. |
Sim. |
12,5 |
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Coletar exames laboratoriais. |
Enfermeira. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS. |
Apenas amostras de exame lamina.
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3(*) |
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Os demais. |
0 |
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Ter tratamento odontológico. |
Dentista e Técnica. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
Sim. |
Sim. |
12,5 |
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Receber medicação básica. |
Médico e Enfermeira. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
Nós não temos farmácia na unidade
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Não. |
0 |
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Ser encaminhado para atendimentos com especialistas. |
Médico ou Enfermeira. |
7h30 às 17h30 |
Segunda- Sexta. |
UBS. |
Sim. |
12,5 |
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Total de: |
Serviços: |
Responsáveis: |
Horas por día: |
Días por semana: |
Locais: |
Cumprimento: |
(SO): |
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8. |
10. |
8. |
6. |
4 ou mais. |
6(S)1(N)e(1P) |
78%. |
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Percentual de Serviços ofertados pela Equipe de Atenção Básica. Legenda: (*)-Valor aproximado dado ao serviço parcial de acordo com sua importância de um total de 12,5%; .(S): Sim.; (N): Não; (P): Parcial; (SO): Serviços Ofertados. Nota: Este Instrumento foi feito com base nos serviços que um UBS deve oferecer e os serviços que estão sendo oferecidos pelo UBS onde eu trabalho, a fim de calcular o percentual aproximado de funcionalidade da Unidade. Além disso, outras variantes foram incorporadas para alcançar um melhor entendimento do instrumento usado. |
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Apesar do fato de que nossa equipe de trabalho se reuniu várias vezes para determinados fins, todos nós reconhecemos que tem sido uma ocasião especial durante o nossa programação do trabalho, especialmente para mim, porque desde que eu entrei no UBS eu nunca tinha feito parte desse tipo de ações para identificar, avaliar e criar possíveis soluções para problemas que realmente afetam o ótimo desempenho do nosso trabalho diário, além de poder oferecer um melhor atendimento à população. E começando com a identificação, auto-avaliação e análise dos problemas que afetam o nosso trabalho e / ou melhor atendimento ao pacientes, e com os diferentes tópicos da AMAQ (Auto-avaliação para melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica), conseguimos identificar através da intervenção de cada um dos participantes de um grande número de problemas que nos afetam de uma maneira ou de outra, dando uma pontuação específica para cada um dos problemas.
Depois de ter identificado os problemas que nos afetam, focamos nossa atenção naqueles com menor pontuação, os quais foram: Insuficiente trabalho da Equipe de Atenção Básica na organização a atenção às pessoas com Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) com Base na estratificação de Risco.
A nossa equipe não tinha ações destinadas a educar esses pacientes sobre suas doenças, possíveis complicações e medidas específicas para tomar em casos de crise, bem como um acompanhamento contínuo dos mesmos.
Um outro problema determinado como um dos principais foi, a falta de ações voltadas aos usuários de Tabaco em nosso Território, e consumo de álcool e outras drogas, já que os espaços de intervenção específicos não são dedicados através de palestras ou outros recursos para abordar este problema com eles. Outro problema identificado foi a falta de realização de ações de vigilância em Saúde Ambiental, com a qual a redução de algumas doenças seria alcançada.
É fato que as práticas físicas/atividades físicas são determinantes para diminuir os casos de pacientes com sedentarismo, obesidade e outros fatores de risco modificáveis para algumas doenças. Neste sentido, identificamos que nossa unidade básica apresenta tais problemas citados. Outro problema evidenciado, foi a falta de utilização de Práticas Integrativas e Complementares como forma de Ampliação da abordagem Clínica, o que seria muito benéfico para a equipe. Também identificamos como um dos principais problemas, a articulação ineficiente com o grupo de trabalho intersectorial municipal, influenciando assim nosso trabalho. Um dos problemas identificados por todos os presentes na reunião foi a ausência dos materiais e equipamentos necessários para atender os casos de urgência e emergência na Unidade, já que se houvesse tal recurso ao nosso alcance, em qualquer situação, trataremos o paciente imediatamente e evitaremos possíveis complicações até sua transferência para o hospital. Também nós identificamos como um problema a baixa participação de nossa equipe na identificação de casos de violência, bem como o não desenvolvimento de ações que incentivam a inserção dessas pessoas à sociedade, que influencia no número de Doenças Psicológicas.
Após a identificação dos problemas de menor pontuação, decidimos fazer uma Matriz de Intervenção de um Problema que pudéssemos modificar a partir dos recursos com os quais temos e ao alcance de nossas possibilidades na nossa Unidade, com o objetivo de dar uma solução total ou parcial dentro de um prazo proposto pela Equipe, pois devemos dar continuidade ao trabalho diário e cumprir nossa agenda de trabalho. Nossa equipe determinou um prazo de 120 dias para cumprir a Matriz criada, com base nas características específicas da nossa Área de Saúde, dada a sua grande extensão territorial, nossos escassos recursos de transporte, e também, porque devemos continuar trabalhando sem afetar nossa programação diária.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica: AMAQ. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 164p.
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