5 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO I: Projeto de intervenção para melhorar a qualidade da atenção ao pré-natal na UBS Centro 1 no município de Alexandria/RN

O período gestacional é permeado por diversas transformações físicas, psicológicas, emocionais e sociais no corpo da mulher sendo vivenciada de forma singular e peculiar. Por sua capacidade modificadora observa-se que as alterações ocorridas durante essa fase podem interferir na qualidade de vida e na assistência do pré-natal destas mulheres.

Uma vez que as mulheres iniciam o pré-natal já no 3º mês de gestação, fato que contradiz as normas do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento (PHPN), muitas vem com ITU (Infecção do Trato Urinário) que é um fator de risco para o aborto, concomitante a uma família fragmentada o que põe em risco a saúde do bebê, bem como seu crescimento (ANVERSA, 2012). A falta ou assistência inadequada durante o pré-natal podem trazer graves consequências para a saúde da mãe e do feto.

Gestantes que frequentaram os serviços de atenção pré-natal apresentaram número menor de casos de complicações e os fetos, adequado crescimento intrauterino, demonstrando a relação entre assistência pré-natal e o bem-estar do recém-nascido (VALENTE, 2013)  

O objetivo é avaliar a qualidade da assistência do pré-natal nas gestantes acompanhadas pela UBS centro 1 no município de Alexandria/RN.

E para solucionar este problema utilizamos de alguns indicadores como números de consultas médicas e de enfermagem que estas gestantes realizam, a captação precoce das mesmas através das visitas domiciliares com os Agentes de Saúde, para informar da importância da procura da UBS assim que elas “desconfiarem” que estão grávidas, para dar início ao Pré-natal o mais rápido possível.

Escolhi este tema porque há uma baixa cobertura da atenção do Pré-Natal na minha área além das dificuldade existentes pelas gestantes em procurar a UBS centro 1 no município de Alexandria R/N por vergonha, estigma e não aceitação da gestação.

Percebi que há uma lacuna com relação a busca ativa das gestantes da nossa área em realizar o Pré-Natal no serviço de saúde, devido a maioria das vezes o público-alvo serem adolescentes, fato este que dificulta o trabalho dos ACS (Agentes Comunitários de Saúde) em realizar o acompanhamento delas e encaminhá-las para os serviços de saúde.

A microintervenção foi feita através de uma reunião com toda a equipe ESF, no dia 26 de abril as 15 horas, na sala de reuniões da Unidade Básica de Saúde, onde participaram: médica(01), enfermeira(01), técnica de enfermagem(01), técnica de saúde bucal(01), e 5 agentes comunitários de saúde, onde foram identificados pela equipe os principais problemas da área de abrangência através da utilização da AMAQ (Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica). Dentre eles, o mais importante, a captação ineficaz das gestantes acompanhadas pela equipe.

Foi de consenso dos participantes a identificação desta deficiência na equipe, onde também foi mencionado como problema de grande relevância, a ausência do médico durante as consultas do pré-natal, não por ausência desse profissional, mas por rotina da Unidade de Saúde. E como forma de solucionar esses problemas, utilizamos de alguns indicadores como número de consultas médicas e de enfermagem que nossas gestantes realizam. Pensamos que a deve ocorrer a captação precoce das mesmas, através das visitas domiciliares com os agentes comunitários de saúde, para informar da importância da procura da Unidade Básica de Saúde, assim que elas suspeitarem que estão grávidas, para darem início ao pré-natal o mais precocemente possível.

Diante da microintervenção foi identificado, como dificuldade da equipe, falhas na comunicação entre os ACS, médico e enfermeiro sobre a captação precoce das gestantes da área e também pela falta de esclarecimento por parte daquelas, que não entendem a importância de iniciar o pré-natal o quanto antes possível. Por conseguinte, criamos metas a serem cumpridas como monitoramento e consistência dos dados informados pelo e-sus através das fichas, dos cartões de gestantes, das fichas do Pré-natal, e como resultados esperados desejamos realizar 100% das ações, e sermos todos nós responsáveis por estas, além da Coordenadora da AB. Acredita-se que a experiência tem promovido a problematização dos processos de trabalho de equipe e consequentemente mudança nas práticas em saúde.

Concluímos a microintervenção, com a realização da matriz de intervenção, onde foram descritas as ações, elencados os atores envolvidos, buscando soluções e intervenções para os problemas que foram identificados, e dessa forma melhorar a captação das gestantes no primeiro trimestre de gravidez e buscando uma melhoria na qualidade e continuidade do pré-natal, elevando assim nosso conhecimento e assistência a esse público.

 

 

DESCRIÇÃO DO PADRÃO: A equipe acompanha todas as gestantes do território.

Descrição da situação problema para o alcance do padrão: A equipe não acompanha todas as gestantes da área.

Objetivo/Meta: Acompanhar 100% de todas as gestantes da área de abrangência.

Estratégia para alcançar os objetivos ou metas

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução)

Recursos necessários para o desenvolvimento

 das atividades

Resultados

Esperados

Responsáveis

Prazos

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados.

Realizar consultas pré-natal em todas as mulheres com diagnóstico de gravidez que residem na área de cobertura

Realizar busca ativa de mulheres em idade fértil com suspeita de gravidez para realização de exames confirmatórios e posterior acompanhamento pré-natal. Cadastrar essa mulher para realização de acompanhamento mensal até os 7 meses de gestação, quinzenal, no oitava mês e semanal no nono mês. Solicitar elenco de exames protocolados para o pré-natal, prescrever suplementação de ácido fólico e principalmente nos três primeiros meses de gestação, e sulfato ferroso até o puerpério. Atualizar carteira de vacinas. Realizar visitas domiciliares dos ACS e da equipe ESF; palestras educativas com a equipe do NASF e CRAS e consulta qualificada do enfermeiro e do médico da equipe. Estar atento a qualquer intercorrência durante o período, principalmente naquelas mulheres com histórico de aborto não esclarecido e encaminhar as gestantes de alto risco para acompanhamento de obstetra ou serviços de referência Serão utilizados como recursos materiais durante o pré-natal, a caderneta da gestante ; entregue na primeira consulta  ; entrega de suplementação de ácido fólico e sulfato ferroso pela farmácia básica e  entrega de  repelente.

Entrega de material educativo como panfletos e cartazes durante as palestras no grupo de gestantes.

Acompanhamento de 100% das gestantes

Equipe de Estratégia de Saúde da Família e SMS

De Abril a Dezembro 2018

Número de gestantes cadastradas e

acompanhadas pela equipe de saúde da família durante os meses de abril a dezembro de 2018 ; com no mínimo seis consultas pré-natal realizadas.

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