11 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

CAPÍTULO I:  A necessidade de medicamentos e equipamentos para os casos de urgência e emergência, equipe # 9, UBS Muciano Cabral, Nossa Senhora do Socorro/SE.

Como parte do serviço de assistência médica em saúde da família, a presença de medicamentos e equipamentos para os casos de urgência e emergência é primordial, já que em determinadas circunstâncias o primeiro atendimento é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que leva as equipes de saúde da família a garantirem a vida do usuário até o referenciar a um centro especializado.

As principais causas de mortalidade na população na faixa etária entre 15 e 49 anos são traumatismo, envenenamento e violência (GONSAGA, 2012), sabendo que os usuários podem chegar à UBS por ocorrências no domicílio ou em vias públicas, como vamos a fazer a manutenção da vida sem os recursos necessários?

Pela observação feita com nossas experiências e vivências de um problema que afeta há muito tempo o atendimento da população emoldurada em nossa área, nossa equipe de saúde da família número 9, localizada no estado de Sergipe, município Nossa Senhora do Socorro, tomou a iniciativa de fazer uma microintervenção para afrontar este problema que nos afeta.

A microintervenção tem uma importância muito grande, já que é uma ferramenta que auxilia para, uma vez identificados os problemas, realizar a priorização e logo realizar ações em determinadas circunstâncias do atuar dos profissionais. No marco do problema que estamos afrontando, ela tem uma importância memorável, já que vamos minimizar os efeitos negativos para nossa população.

O principal objetivo é realizar a análise situacional e determinar nossos principais problemas, assim como dar solução ao problema referente aos medicamentos e equipamentos necessários para os atendimentos nas situações de urgência e emergência.

Para fazermos a microintervenção utilizamos o AMAQ que é um mecanismo de autoavaliação para a melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica, o qual surgiu com o objetivo de implementar iniciativas do Departamento de Atenção Básica para cuidar da população no ambiente em vive, no qual se insere o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) como uma das estratégias indutoras de qualidade pelo Ministério da Saúde. Entre os objetivos do programa, destaca-se a institucionalização da cultura de avaliação da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS). (BRASIL, 2017)

Para realizarmos a autoavaliação convocamos uma reunião de equipe, fizemos uma breve sensibilização do que é o AMAQ em conjunto com toda equipe, para assim ter maior conhecimento do que seria desenvolvido e de como fazer ênfase nas subdimensões: infraestrutura, equipamentos e insumos, imunológicos e medicamentos. Mediante esta análise situacional visamos descobrir nossas potencialidades, mas também todas aquelas fragilidades que temos como equipe. (BRASIL, 2017)

Como   potencialidades nós descobrimos que temos consultórios com infraestrutura e equipamentos básicos que permitem o atendimento individual aos usuários com garantia de privacidade visual e auditiva e que a UBS dispõe de todas as vacinas do calendário básico do Programa Nacional e Estadual de Imunização, que temos identificação visual externa e interna da UBS e outras incontáveis potencialidades.

Agora, entre os principais problemas estão que não temos linha telefônica e equipamentos de informática com acesso à internet, a UBS não possui cronograma de manutenção das instalações físicas, temos problemas com o meio de transporte para atividades fora da unidade, como visitas no domicilio, indisponibilidade de cadeiras de rodas e rampas de acesso, ausência dos materiais e equipamentos necessários ao primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência, não temos as identificação dos profissionais, entre outros.

Uma vez que elencamos os principais problemas, passamos a escolher o problema prioritário a ser enfrentado. para isso levamos em conta a urgência, importância, habilidades para lidar, recursos, necessidades para enfrentamento e liquidação final ou médio prazo, assim como nos atributos, classificação tendo em conta a importância, os enfrentamentos, urgência e capacidade.

Assim foi como chegamos à conclusão que desenvolveríamos o problema de ausência dos materiais e equipamentos necessários ao primeiro atendimento nos casos de urgência e emergência, pois foi o problema com a pontuação mais baixa e factível.

Após escolhido o problema, passamos a fazer a matriz de intervenção. Nossa equipe determinou como estratégias para alcançar os objetivos e metas a disponibilidade de mais medicamentos e materiais para o atendimento de urgência e emergência na UBS. Atividades a serem desenvolvidas: determinamos elaborar uma lista dos materiais, solicitar materiais necessários a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e implementação de uma caixa com medicamentos e equipamentos de urgência. Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades: ficha de requisição de materiais, manual instrutivo do AMAQ, computador e impressora.  Resultado esperados: solicitação realizada, caixa de urgência feita, atendimento e acolhimento das urgências e emergências. Responsáveis: gestores e profissionais. Prazos: 30 dias. Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados: ouvidoria e caixa de sugestões.

Nós como equipe aprendemos com a microintervenção a fazer a análise situacional de nossa Unidade com a utilização do AMAQ, ter mais conhecimento de como fazer uso do mesmo sobre tudo com certa regularidade, conhecer nossa fragilidades e potencialidades, fazer identificação de problemas, buscar solução mediante o planejamento de ações, trabalhar em equipe para assim melhorar o atendimento a nossa população.

Através do desenvolvimento da atividade observamos que tudo era de uma forma mais fácil sem travas de forma potencial, até que chegou o momento de fazer o pedido dos equipamentos e medicamentos necessários para sua execução, pelas dificuldades em quanto a quantidade dos medicamentos e equipamentos, assim como pela disposição de conseguir pegar todos aqueles que nós precisávamos de acordo com a classificação de cada um e utilização.

Como profissional eu observei mudanças em quanto a maior facilidade para realizarmos o atendimento em casos de urgência e emergência, já que contamos com um pouco mais de recursos para afrontar os atendimentos deste tipo. Espero continuar fazendo um melhor trabalho, com maior satisfação da população, garantir a vida do paciente que procure nosso atendimento em casos de urgências e emergências. Mas ainda são muitas as expectativas referentes a este tema, esperemos que mais na frente consigamos cumprir todos nossos objetivos.

Como parte de nossa atividade, para medir um dos indicadores do PMAQ a partir do SIS, criamos um painel de indicadores referente ao percentual de atendimentos de consultas agendadas. Para isso colocamos na parte superior a identificação do indicador a medir, um pouco mais abaixo os meses do ano, do lado esquerdo colocamos as semanas do mês porque queremos medi-lo por semana, logo por meses, no final do painel nós colocamos o total e porcentual por semana de cada mês, logo o total e porcentual de todos os meses. A partir deste painel, vamos ter maior conhecimento a respeito das consultas agendadas, para assim no caso que observemos resultados desfavoráveis, implantarmos medidas para conquistar um resultado positivo referente a esse indicador.

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