TÍTULO: O PLANEJAMENTO REPRODUTIVO, PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO NA UBS MARIETA ROSA DA SILVA EM GARARU (SE)
ESPECIALIZANDO: SUSLAY DE LA CRUZ HERNANDEZ
ORIENTADOR: RICARDO HENRIQUE VIEIRA DE MELO
O pré-natal é a assistência na área da enfermagem e da medicina prestado à gestante durante os nove meses de gravidez, visando melhorar e evitar problemas para a mãe e a criança nesse período e no momento do parto. Ele deve começar assim que a mulher souber que está grávida. A partir desse momento, recomendam-se no mínimo seis consultas, sendo ideal que a primeira consulta aconteça no primeiro trimestre e que, até a 34ª semana, sejam realizadas consultas mensais. Entre a 34ª e 38ª semanas, o indicado seria uma consulta a cada duas semanas e, a partir da 38ª semana, consultas toda semana até o parto, que geralmente acontece na 40ª semana, mas pode durar até 42 semana(BRASIL, 2006).
O atendimento deve ser devidamente registrado no Cartão da Gestante pelos profissionais envolvidos no pré-natal e no parto, Desta maneira será possível fazer o acompanhamento, o diagnóstico e o tratamento de doenças pré-existentes ou que possam surgir durante a gravidez. O pré-natal segue um protocolo que inclui anamnese, exame físico e análise de exames laboratoriais e de imagem. Neste momento, a gestante deve receber informações sobre seus direitos, hábitos saudáveis de vida (alimentação, exercícios etc.), medicamentos que precisa tomar e os que deve evitar e as mudanças que ocorrem durante a gravidez e sobre como lidar com dificuldades emocionais em relação à sua saúde e a saúde do bebê. As gestantes atendidas poderão contar ainda com uma visita domiciliar pela enfermeira da equipe a partir da 36ª semana de gestação (BRASIL, 2012).
Na unidade de saúde Marieta Rosa Da Silva pertencente ao município de Gararu Estado Sergipe são realizadas as consultas de pré-natal por médico e enfermeira da equipe básico de saúde. Como dificuldades principais se acham a não realização dos exames complementares nos trimestres indicados e a presença de um período Inter genésico corto para ter uma nova gestação. Tendo em conta todo isto a equipe de saúde achou importante a realização de uma reunião com todos seus integrantes com o objetivo de procurar alternativas para tentar dar solução ás dificuldades encontradas. Houve a necessidade de realizar palestras com as gestantes e suas famílias na comunidade explicando a importância da realização dos exames complementares nos trimestres específicos. Explicamos para elas que a assistência do pré-natal bem estruturada podia promover a redução dos partos prematuros e de cesárias desnecessárias, de crianças com baixo peso ao nascer, de complicações de hipertensão arterial na gestação, bem como da transmissão vertical de patologias como o HIV, sífilis e as hepatites. Outro tema importante abordado nas palestras foi o período intergenésico, que é o período compreendido entre a finalização da última gestação (parto ou aborto) e o início da atual. Para isto foi necessária a participação das gestantes junto com seus parceiros para promover o uso de métodos anticoncepcionais e além disso explicar as possíveis complicações para a mãe e o feto quando acontece uma gravidez muito perto da outra. Quanto menor é o intervalo entre as gestações, maior é a incidência de bebês de baixo peso, de bebês com exame neurológico alterado com um ano de idade e de mortalidade perinatal. Períodos entre os partos muito curtos (menores de 2 anos), relacionam-se com aumento da morbidade e mortalidade materna e fetal.
Como resultado relevante chegamos à conclusão que para que haja, de fato, um atendimento que promova qualidade de vida à gestante, ao bebê e à família, algumas iniciativas são essenciais. A primeira está relacionada ao formato do atendimento que, para se prestar aos objetivos reais do pré-natal, precisa ser multiprofissional. Isso significa contar com a ação de médicos obstetras e ginecologistas, médicos de família, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, educadores físicos e fisioterapeutas. No entanto, não adianta ter todos os profissionais atuando se esse trabalho não for integrado e, sobretudo, centrado nas necessidades das gestantes para que ocorra a troca de conhecimentos e a busca compartilhada de soluções para cada impasse detectado.
Outro aspecto a ser considerado para o total êxito do pré-natal é o apoio comunitário, intimamente relacionado ao conceito de saúde-doença, reforçando a ideia de que a saúde é produzida nos diferentes espaços. Por isso, a importância de os cidadãos e as comunidades trabalharem no sentido de garantir uma melhor qualidade de vida, estimulados pela implantação de ações e políticas públicas que promovam a intersetoralidade e o bem-estar coletivo.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Pré-natal e puerpério. Atenção qualificada e humanizada. Brasília: Editora MS, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações. Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Cadernos de Atenção Básica, 32).
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