TRABALHANDO COM PESSOAS E CUIDANDO DA MENTE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA (PEPSUS)
ALUNO: HEGNO PHABLO TEOTONIO FOLLI
FACILITADOR: PEDAGÓGICO: CLEYTON CEZAR SOUTO SILVA
A Atenção Básica caracteriza-se como porta de entrada preferencial do SUS, formando um conjunto de ações de Saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. (BRASIL, 2013)
A atual política de saúde mental brasileira é resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da Saúde iniciada na década de 1980 com o objetivo de mudar a realidade dos manicômios onde viviam mais de 100 mil pessoas com transtornos mentais. (BRASIL, 2013).
O movimento foi impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate à ditadura militar e alimentou-se das experiências exitosas de países europeus na substituição de um modelo de saúde mental baseado no hospital psiquiátrico por um modelo de serviços comunitários com forte inserção territorial. Nas últimas décadas, esse processo de mudança se expressa especialmente por meio do Movimento Social da Luta Antimanicomial e de um projeto coletivamente produzido de mudança do modelo de atenção e de gestão do cuidado: a Reforma Psiquiátrica.(BRASIL, 2013).
A aprovação de leis estaduais alinhadas com esses princípios ao longo da década de 1990, reflete o progresso desse processo político de mobilização social não só no campo da Saúde como também no conjunto da sociedade. Normativas federais passam a estimular e regular a nascente rede de serviços de base territorial. Em 2001, após mais de dez anos de tramitação no Congresso Nacional, é sancionada a Lei nº 10.216 que afirma os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Os princípios do movimento iniciado na década de 1980 tornam-se uma política de estado. Na década de 2000, com financiamento e regulação tripartite, amplia-se fortemente a rede de atenção psicossocial (Raps), que passa a integrar, a partir do Decreto Presidencial nº 7508/2011, o conjunto das redes indispensáveis na constituição das regiões de saúde (BRASIL, 2013).
Entre os equipamentos substitutivos ao modelo manicomial podemos citar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), os Centros de Convivência (Cecos), as Enfermarias de Saúde Mental em hospitais gerais, as oficinas de geração de renda, entre outros. As Unidades Básicas de Saúde cumprem também uma importante função na composição dessa rede comunitária de assistência em saúde mental. (BRASIL, 2013).
Apresentamos algumas ações que podem ser realizadas por todos os profissionais da Atenção Básica, nos mais diversos dispositivos de cuidado (BRASIL, 2013).
• Proporcionar ao usuário um momento para pensar/refletir.
• Exercer boa comunicação.
• Exercitar a habilidade da empatia.
• Lembrar-se de escutar o que o usuário precisa dizer.
• Acolher o usuário e suas queixas emocionais como legítimas.
• Oferecer suporte na medida certa; uma medida que não torne o usuário dependente e nem gere no profissional uma sobrecarga.
• Reconhecer os modelos de entendimento do usuário.
Em nossa UBS contamos apenas com os serviços da Estratégia Saúde da Família (ESF) e Núcleo de Assistência à Saúde da Família (NASF), não temos o CAPS, mas contamos com a ajuda de um Psiquiatra 1 vez ao mês para atender a pacientes para retorno e para novas consultas e diagnósticos. O ponto positivo é que estes pacientes não estão desassistidos, mas o ponto negativo é que nossa demanda é muito grande comparando as vezes de consultas médicas ao mês.
A ESF e o NASF tem um papel muito importante para o acompanhamento de pacientes com problemas mentais através do Apoio matricial e aumentando a autonomia do usuário do serviço de saúde, da família e da comunidade.
Realizando um acompanhamento de paciente sugerido pelo programa me deparo com uma criança de 13 anos de idade que ainda cursa a 4ª serie do ensino primária, com histórico de “dificuldade no aprendizado e super desligado na sala de aula”. Uma criança introvertida dentro do consultório, mas extremamente extrovertida com seus colegas, sem nenhum problema físico e com grande potencial de aprendizado desde que estimulado de forma correta tanto pelos pais, e com ajuda de medicamentos. Paciente encaminhado para o Psiquiatra e Psicóloga indo nas casas e conversando com o paciente e seus familiares para melhor o diagnóstico e tratamento específico para o caso.
Para um melhor acompanhamento de pacientes com problemas mentais o município deveria fornecer atenção integral de um Psiquiatra, e medicamentos específicos doados pelo município.
Segue alguns diagnósticos:
Contudo elaboramos uma lista para melhor se organizar.
