CAPÍTULO IV: Atenção à Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde
A Saúde Mental: seu funcionamento na UBS Piçarreira.
Nome do Aluno: Karel Gómez García
Nome do Profesor: Cleyton Cezar souto Silva
A alta complexidade do trabalho em APS é representada pela produção de atos de cuidado em saúde que vão desde as práticas protocolares de uma ação programática, às ambulatoriais da clínica geral médica, às curativas e antropométricas de enfermagem, passando pelo cuidado de famílias em situação de risco e vulnerabilidade, ações de promoção e educação em saúde, participação no controle social e chegando até a clínica da saúde mental e às demandas do contexto dos programas de assistência social. Tudo isso corresponde a práticas diárias da ESF, criada pela Portaria nº 648. (ATHIE, 2013)
Com essas propostas, pode-se pensar na necessidade da parceria entre a saúde mental e a atenção básica para a ampliação do arsenal terapêutico, e também para evitar o distanciamento entre a comunidade e determinados fenômenos nascidos no interior desta, como a loucura. Essa articulação é vista como um dos eixos estratégicos para repensar o atendimento em saúde na comunidade, tendo em vista que as dimensões sociais e culturais influenciam e são influenciadas pelos determinantes fisiológicos e psicológicos do adoecimento. (ANTONACCI, 2011)
Na década de 1980 começou no Brasil a Reforma Psiquiátrica, que tenha como objetivo substituir uma psiquiatria centrada no hospital por uma psiquiatria sustentada em dispositivos diversificados, abertos e de natureza comunitária ou ‘territorial’. (TENÓRIO, 2002, p. 13).
Nesses sentidos queremos relatar como funciona o atendimento aos pacientes com doenças mentais, no contexto atual, no município Santana, tendo como primícias os resultados do processo da avaliação do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), da equipe da ESF 010, da UBS Piçarreira.
Primeiramente a equipe foi reunida para fazer uma análise deste tema a saúde Mental, as dificuldades principais foram: falta do instrumento para controlar os pacientes com doenças mentais e consumidores de drogas e outras substancias, quais medicamentos e substancias consumiam e frequência dos mesmos, além disso irregularidades no processo de atendimento deles em consulta, por exemplo faltas a consultas medicas e frequências de consultas muito instáveis, falta de controle. Outra dificuldade foi o escasso trabalho em grupo desses pacientes para desenvolver ações de educação em saúde.
A equipe ficou com muito interesse em resolver toda aquela problemática existente.
Foi marcada uma ação de elaboração do instrumento, aí os integrantes da equipe, opinaram quais elementos deveriam ser recolhidos com objetivo de ter a maior informação dos pacientes, além de permitir um melhor controle dos mesmos. Depôs de ter feito ele, as Agentes Comunitárias de Saúde, começaram o preenchimento do mesmo, fazendo as visitas domiciliar, para verificação dos dados de cada um deles. Foram encontrados na pesquisa um total de 12 pacientes com doenças mentais e 3 pacientes que consumiam algum tipo de droga ou sustâncias. Foi feita a programação das consultas desses pacientes para fazer uma avalição integral. Estabelecemos uma reunião com a equipe especializado do Núcleo de apoio a ESF (NASF), com resultados muito positivos.
Nesse intercambio muito produtivo foi explicado o funcionamento do atendimento aos pacientes no Município de Santana, consumidor de substancia, o qual acontece da seguinte forma: quando o paciente apresenta o quadro clinico de transtorno mental por conta do abuso abusivo de álcool ou alguma substância psicoativa, sim ele chegar na UBS, deve-se receber essa demanda e identificar se ele aceita o tratamento. Pois, sem a aceitação do paciente o tratamento torna-se ineficaz, após do atendimento com a equipe multiprofissional, com as orientações realizadas, podemos encaminhar o paciente para o Centro de Atenção Psicossocial do Município de Santana (CAPS´AD) do município, onde será acompanhamento continuo realizado o acolhimento no centro e acompanhamento continuo com os professionais do mesmo que mostrarão os malefícios causados por ambas substâncias.
Ressaltando, que se o quadro for de grau elevado o paciente passará a receber o tratamento com medicamentos de acordo com avaliação do médico psiquiatra do Centro, objetivando a redução de danos do paciente.
Os professionais que trabalham no Centro de Atenção Psicossocial do Município de Santana são: educador físico, psicólogo, assistente social, pedagogo, técnico de enfermagem, enfermeiro e médico Psiquiatra.
No CAPS´AD o paciente participa de palestras educativas, mostrando os malefícios causados pelo álcool e drogas, assim como de grupos terapêuticos. Quando o paciente precisa de medicamentos, são usados para conter as abstinências. O acompanhamento ainda pode ser semanal, quinzenal e mensal.
Um detalhe importante quando o paciente passa a ser assistido pelo centro e ele deixa de comparecer, é realizada a busca ativa dele objetivando o retorno para continuidade do tratamento. Ressaltando que o objetivo maior do CAPS ÁD é trabalhar a redução de danos.
Hoje a maior dificuldade encontrasse no processo de contra referência, pois o mesmo não é feito. Ainda tendo protocolizado o atendimento deles, o mesmo não é cumprido pela instabilidade do psiquiatra no Município, pois é um solo especialista e além do trabalho no CAPS´AD, ele faz consulta numa Policlínica, que não é suficiente o número de vagas para o município todo.
Nesse sentido, se precisa de uma ação da Secretaria Municipal de Saúde, para garantir a presença desse especialista ou garantir, mas um no município. Existe no município Santana um CAP´AD de adulto e um CAPS´AD Infantil.
A conclusão da microintervenção, é que ainda temos dificuldades no atendimento desse grupo pacientes. No enfrentamento desses desafios, algumas questões devem ser priorizadas e que ainda existem potencialidades tais como a presença da equipe da ESF com desejo de melhorar a Saúde Mental de seus pacientes, além do NASF em cada Unidade Básica de Saúde e a existência de um CAPS´AD no município.
Referencias
ATHIÉ, K.; FORTES, S.; DELGADO, P. G. G. Matriciamento em Saúde Mental na Atenção Primária: uma revisão crítica (2000-2010). Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. v. 8, n. 6, p. 64-74, 2013.
ANTONACCI, M. H.; PINHO, L. B. Saúde Mental na atenção básica: uma abordagem convergente assistencial. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 32, n. 1, p. 136-142, 2011.
TENÓRIO, F. A reforma psiquiátrica brasileira da década de 1980 aos dias atuais: história e conceito. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 9, n. 1, p. 25-59, 2002.
Anexo
Planilha para o Controle de Pacientes com Doença Mental ou Consumidor de Drogas ou outras Substâncias
UBS Piçarreira
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ACS |
Nome y Sobrenome |
Doença Mental |
Consumidor de Drogas |
Data de Avaliação pelo Psiquiatra |
Internação hospitalar (Data) |
Medicamento que utiliza e dosagem |
Sustância que consume |
No. De Consultas na UBS |
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