Título: Como educamos nossa população em relação ao planejamento reprodutivo, pré-natal e puerpério na UBS #13,Paulo Amaral município Estância, estado Sergipe.
Especializando: Dra. Yuralmis Cruz Gonzalez
Orientadora: Maria Helen Pires Araújo
A saúde reprodutiva é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, em todos os aspectos relacionados com o sistema reprodutivo e as suas funções e processos, e não de mera ausência de doença ou enfermidade. A saúde reprodutiva implica, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo autonomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo (BRASIL, 2013). Ressalta-se os aspectos relacionados à saúde da mulher considera-se todas as singularidades do ciclo de vida. Dentre esses aspectos há o planejamento reprodutivo, o pré-natal e o puerpério.
O planejamento reprodutivo é um conjunto de ações que auxiliam homens e mulheres a planejar a chegada dos filhos, e também a prevenir gravidez indesejada. Todas as pessoas possuem o direito de decidir se terão filhos, e o estado assim como o Ministério de Saúde, tem o dever de oferecer acesso a recursos informativos, educacionais, técnicos, e científicos que assegurem a prática do planejamento reprodutivo.
Todos tem direito a informação e ao acesso a métodos eficientes, seguros, permissíveis e aceitáveis de planejamento reprodutivo. Eles devem ser escolhidos a partir do desejo do usuário, desde que não sejam contrários à lei. Ademais, é direito da mulheer ter acesso aos serviços apropriados de saúde que deem à mulher condições de atravessar, com segurança, a gestação e o parto e proporcionem aos casais a melhor chance de ter um filho sadio.
O pré-natal é o nome dado ao acompanhamento médico realizado pela mulher gravida. O objetivo é verificar mês a mês a evolução da gestação e identificar possíveis enfermidades, para que possam ser tratadas ou ao menos acompanhadas de perto pelos profissionais de saúde. Tem por finalidade acompanhar o desenvolvimento fetal e rastrear possíveis anomalias materno-fetais. Além disso, durante as consultas, o médico orienta a gestante nos quesitos nutricionais, atividade física e o mais importante que são as alterações fisiológicas que toda grávida irá apresentar durante os nove meses.
Já o puerpério refere-se ao período pós-parto que abrange desde o dia do nascimento da criança até 42 dias após o parto. O puerpério imediato ocorre do 1° ao 10° dia pós-parto; Tardio que acontece do 11° ao 42° dias do pós-parto; E remoto que inicia-se a partir do 43° dia pós-parto. Neste período a mulher passa por muitas alterações hormonais, físicas e emocionais.
Com relação ao planejamento reprodutivo na unidade de saúde em que atuo, promovemos ações educativas sobre a decisão de ter filhos e são oferecidas com muita frequência palestras sobre o tema aos casais. Além disso, ofertamos métodos contraceptivos a nossa população e explicamos como fazer uso correto dos mesmos, assim como sua importância. Outro ponto abordado é a diversidade sexual e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Quando há casos diagnosticados de HIV, a equipe faz a notificação em conjunto e realiza o encaminhamento com rapidez. Já quando há o disgnóstico de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) os usuários recebem o tratamento de forma oportuna. Ademais, realizamos palestras em todos os grupos de idade sobre a saúde reprodutiva.
Acerca do pré-natal e puerpério, a equipe faz busca ativa de gestantes na área adscrita, incluindo a busca de adolescentes grávidas, e fazemos levantamento periódico das gestantes tanto que estejam fazendo pré-natal em seviço privado como em nossa unidade. As cadernetas de nossas gestantes são preenchidas corretamente em cada uma das consultas que realizamos e todos os exames do pré-natal são solicitados desde a primeira consulta. Quando uma IST é diagnosticada começamos o tratamento com urgência. Em cada uma das consultas avaliamos ponderal mente nossas gestantes e explicamos como devem manter uma dieta correta para evitar complicações. No puerpério orientamos em nossa consulta tanto data e hora, quanto a importância da consulta de puerpério. E abordamos como a amamentação da criança deve ocorrer, assim como sua importância para evitar doenças.
Após refletir sobre como estão estruturados o planejamento reprodutivo, o pré-natal e o puerpério na unidade em que atuo, irei fazer o relato da microintervenção realizada. Sendo assim, foi realizada uma palestra onde falamos sobre saúde reprodutiva. Convidamos muitos membros da comunidade, homens, mulheres, idosos, adolescentes e mulheres grávidas. Vários foram os temas tratados por meio de perguntas e respostas. Houve uma boa interação e grande aceitação da população.
Foi muito impressionante como a população aceitou os temas discutidos e para nós foi importante explicar a importância de prevenir ITS, o uso de camisinhas, a prevenção de gravidez não desejada, o uso de métodos contraceptivos, como planejar uma gravidez no momento certo. Os usuários perguntaram suas dúvidas e nós explicamos e esclarecemos todas as questões com precisão e profissionalismo.
Para a equipe de saúde foi uma ótima experiência porque além de fornecer nosso conhecimento aprendemos como nossos usuários vivem, como pensam, quais são as maiores dificuldades que eles apresentam e assim poderemos ajudá-los a lidar de maneira responsável com sua vida emocional e tomar decisões no momento preciso.
A dificuldade apontada pela equipe foi em abordar os temas para os diferentes ciclos de visto que alguns tem maior dificuldade de entender certas questões por causa de idade, como por exemplo os adolescentes que estão passando por um estágio de mudanças e ainda não entendem as situações de vida a que estão expostos. Por isso, tivemos que fazer um trabalho especial com eles.
Acredito que, para melhorar esta intervenção, devemos continuar trabalhando com os grupos populacionais sobre as questões já mencionada. Para melhorar a saúde reprodutiva, temos que continuar com nossas palestras educacionais e continuar procurando grupos vulneráveis para incentivá-los a participar de consultas de planejamento familiar, fazer uso correto e contínuo de camisinhas e ter filhos quando for a hora certa.
Com esta microintervenção a equipe pôde enriquecer em termos conhecimento sobre a temática abordada e aprofundar em questões relacionadas a melhoria da qualidade de vida dos usuários. Desta forma, pudemos encorajar os profissionais da equipe de saúde a trabalhar esses aspectos importantes para a vida de nossos usuários.
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