13 de julho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

TÍTULO: PROJETO DE INTERVENÇÃO PARA AJUDAR AO CONHECIMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS EM PACIENTES COM ESSAS DOENÇAS E EVITAR COMPLICAÇÕES FUTURAS.

ESPECIALIZANDO: YUSI ELENA GONZÁLEZ LAFFITA.

ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO.

                                                   

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Clara situada no município São Paulo do Potengi RN, com total de poblação 2988 e 821 famílias, integrada por uma médica do Programa Mais Médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem, uma dentista, uma técnica de saúde bucal, cinco agentes de saúde, recepcionista.

O posto está estruturado por uma sala de espera, sala de vacina, sala de curativos, consultório da enfermeira, consultório da dentista, consultório da médica, cozinha, banheiro. Contamos com aparelho de pressão e estetoscópio, balança antropométrica para adultos e outra para crianças.

 

Nossa equipe teve a sua reunião para fazer a autoavaliação das ações utilizando o AMAQ como instrumento de auto avaliação e mediante essas avaliações feitas mês por mês nossa equipe consegue com a participação coletiva, identificar as problemáticas fundamentais que se apresentam na área, fazendo um Diagnostico Situacional da Unidade de Saúde, identificando as fortalezas e as fragilidades e as potencialidades da rede de atenção básica, conduzindo a planejamentos de intervenção para a melhora do acesso e da qualidade dos serviços, escolhi junto a o equipe o problema da Hipertensão Arterial (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) e como objetivo geral buscar melhoras e um aumento da adesão ao tratamento da Hipertensão Arterial Sistémica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) em função da melhora do acolhimento na UBS Santa Clara, diminuindo consequentemente os casos de complicações de essas doenças.

 

As rações para realizar este projeto foram: desconhecimento da população sobre os temas relacionados com estas doenças, em relação a significado, fatores de risco, prevenção de complicações e tratamento adequado; índice elevados de pacientes que em algum estádio das suas vidas foram diagnosticados como uma doença crónica não transmissíveis e porque em um mês de tratamento já tenha controle da mesma não continuaram com a medicação, nem fizeram mais acompanhamento porque eles achavam que já foram curados; alta taxas da população com complicações de estas doenças, como Acidente Vascular Encefálico (AVE) e a Doença Isquêmica Coronária (DIC), seguidas pela Insuficiência Cardíaca (IC), Insuficiência Renal Crónica (IRC), entre outras.

 

Essa intervenção tem como objetivo apresentar uma proposta de intervenção para qualificar o acolhimento e o acompanhamento dirigidos aos usuários com HAS e DM cadastrados na UBS Santa Clara no município São Paulo do Potengi RN, ampliando os conhecimentos da população sobre os temas relacionados com estas doenças e aumentando o apoio e autocuidado aos portadores de doenças crónicas não transmissíveis.    

 

Para realizar a micro intervenção convoquei uma reunião com minha equipe de saúde, para fazer a auto avaliação e identificar os principais problemas de saúde e as deficiências que vamos a trabalhar com o planejamento das ações. A reunião foi feita na UBS com a participação de toda a equipe, utilizamos o AMAQ como instrumento de auto avaliação, realizamos um análises real de cada uma das situações problemas com a descrição das mesmas.

 

Para identificar e priorizar os problemas se aplicou a escala de pontuação a cada uma das deficiências identificadas onde se alcançou pontuação igual ou inferior a cinco pontos as seguintes: deficiências no apoio e orientação das adolescentes, deficiências no acompanhamento de pessoas com obesidade, incidências de doenças crónicas não transmissíveis, doenças infectocontagiosas parasitárias, deficiência em as ações de pessoas com doenças psiquiátricas. A prevalência na área de saúde de doenças crónicas não transmissíveis é grande principalmente Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus.  Elaboramos um projeto de intervenção para identificar as causas, considerando a participação de todos os envolvidos (equipem de saúde, portadores de essas mobilidades, e a comunidade).

 

A micro intervenção foi realizada com usuários com Hipertensão Arterial (HSA) e Diabetes Mellitus (DM), para conhecer o grau de satisfação com o atendimento prestado. Depois dos resultados do levantamento de dados foram agendados rodas de conversas com os membros da equipe e os usuários do grupo.

Nos questionários apresentamos uma série de perguntas de acordo à doença da pessoa, idade, peso corporal, altura, hábitos diários, alimentares e cotidianos, signos vitais como pressão arterial e teste rápido de valores de glicose em sangue.

Nós tínhamos resultados como:

A maior parte das pessoas com estas doenças são entre 45-80 anos, são pessoas com sobrepeso ou obesos, com altos niveles de colesterol em sangue, a população masculina a maioria consume bebidas alcoólicas y são fumantes, não há uma adequada alimentação em quanto ao uso de frutas, verduras, baixo incremento de sal e açúcar.

Tem um alto número de sedentarismo, baixo nível de conhecimento da população, em quanto aos testes temos pessoas que não padecem a doença com valores altos de pressão arterial que ainda estão em estudos.

Apresentaremos agora a capacitação de todos os profissionais da UBS. Os recursos necessários para o desenvolvimento deste projeto da intervenção foram: recursos humanos como toda a equipe, médica, enfermeira, técnica de enfermagem, agentes comunitários de saúde e parte da equipe multidisciplinar, recursos físicos, que serão as dependências da própria USB, recursos materiais como, formulários de entrevistas, papel oficio, cartolinas, canetas do tipo esferográfica, cartuchos da impressora e fichas adesivas.

Logramos identificar as potencialidades e as fragilidades reais de nossa área de saúde e buscamos soluções para elas.

As potencialidades identificadas:

Primeiramente um posto de saúde que brinda um serviço de atenção primaria para toda a população, logramos elevar o nível de conhecimento das pessoas sobre sua doença crônica não transmissível, explicando as mudanças do estilo de vida de cada um, conhecerem a importância dos hábitos alimentícios, a realização de exercícios físicos, se logrou a compensação das doenças de muitos pacientes corrigindo vários tratamentos, conhecimento das complicações da gravides na adolescência, em quanto ao pessoal profissional ganhamos conhecimentos e motivação sobre trabalhar com os pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e com nossa população em geral. Com a micro intervenção observamos mudanças nos pacientes e familiares e na comunidade em sentido geral, elevaram seus conhecimentos sobre a importância do controle do tratamento continuo das doenças crônicas, e também conseguimos o apoio dos familiares em relação aos doentes.

As fragilidades identificadas:

Foi a notável falta de conhecimento da população sobre os temas relacionados com as doenças crónicas, alguns dos pacientes são com baixo nível cultural e intelectual, os mesmos não assistiam regularmente as atividades educativas programadas, não acreditavam na importância da mesma; ao fazer as visitas domiciliares programadas, muitas vezes as pessoas não se encontravam no domicilio; a demora de atendimento quando o paciente é encaminhado às especialidades; demora em poder fazer os exames devido a alguma doença crônica, baixo conhecimento de as complicações da gravidez na adolescência por parte do familiar e o adolescente e a pouca assistência de os adolescentes as consultas programadas ou ausência deles na visita domiciliar.

Depois de realizar a auto avaliação dos problemas e tendo em conta a pontuação inferior a cinco, a consideração de ser um problema relevante e com possibilidade de resolução do mesmo pela equipe de saúde, selecionamos o problema da deficiência no apoio e autocuidado aos portadores de doenças crônicas. Assim, construímos a seguinte matriz de intervenção:

 

 

Descrição do padrão: L- ATENÇAO INTEGRAL A SAUDE

Objetivos \Metas: Apresentar uma proposta de intervenção com a intenção de qualificar o acolhimento e o acompanhamento dirigidos aos usuários com HAS e DM cadastrados na unidade básica de saúde Santa Clara.

 

 

Estratégias para alcançar os objetivos \ metas

 

Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução). 

 

Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades

 

 

Resultados esperados

 

 

Responsáveis

 

 

 

 

Prazos

 

Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados

CRIAÇÃO DE GRUPOS DE HIPERDIA

Realizar rodas de conversas, palestras, exercícios físicos, dinâmica de grupo, qualidade de vida.

Materiais explicativos

 

Participação de pacientes com HAS e DM no grupo, ampliar o conhecimento dos pacientes sobre fatores de risco e complicações.

Equipe de saúde, NASF.

Um Ano

 

Frequências dos participantes, Reunião.  

 

 

MUDANÇA DE HÁBITOS DE VIDA

 

Realizar atividades educativas

 

Murais, Materiais educativos.

 

Conscientização da população, mudança do estilo de vida.

 

Equipe de saúde, NASF.

Um Ano

 

Frequência dos participantes.

PROMOÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Palestras e rodas de conversas, participação dos nutricionistas acerca de hábitos alimentares e alimentação saudável

Material explicativo, mural de promoção.

 

Mudanças dos hábitos alimentares, dieta adequada saudável.

 

Equipe de saúde, nutricionista.

 

 

 

Um Ano

 

Frequência dos participantes, mudanças nos hábitos de vida.

 

 

 

Com a continuidade do micro intervenção espera se lograr na comunidade conhecimentos para diminuir as possíveis doenças, evitando fatores de riscos, tentando manter uma comunicação aberta e retroalimentaria com a comunidade, espera-se garantir uma melhor assistência aos usuários com doenças crônicas como HAS e DM da UBS Santa Clara, que os mesmos passem a utilizar seus medicamentos corretamente, seguir a alimentação, praticar atividades físicas prescritas e que compareçam as consultas estabelecidas para prevenir futuras complicações, ou seja, lograr modificar estilos da vida dos pacientes e o melhor controle das doenças.

 Todas essas medidas são realizadas pela equipe toda em coordenação direta com a Secretaria de Saúde da cidade, colocando um tempo para toda nossa área e fazendo depois estudos laboratoriais para comprovar a certeza de nossas ações de saúde, resultados que ficam nos prontuários individuais da população e nas folhas de atendimento individual diário da comunidade.

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