TÍTULO: PROJETO DE INTERVENÇÃO PARA AJUDAR AO CONHECIMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS EM PACIENTES COM ESSAS DOENÇAS E EVITAR COMPLICAÇÕES FUTURAS.
ESPECIALIZANDO: YUSI ELENA GONZÁLEZ LAFFITA.
ORIENTADOR: TULIO FELIPE VIEIRA DE MELO.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Clara situada no município São Paulo do Potengi RN, com total de poblação 2988 e 821 famílias, integrada por uma médica do Programa Mais Médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem, uma dentista, uma técnica de saúde bucal, cinco agentes de saúde, recepcionista.
O posto está estruturado por uma sala de espera, sala de vacina, sala de curativos, consultório da enfermeira, consultório da dentista, consultório da médica, cozinha, banheiro. Contamos com aparelho de pressão e estetoscópio, balança antropométrica para adultos e outra para crianças.
Nossa equipe teve a sua reunião para fazer a autoavaliação das ações utilizando o AMAQ como instrumento de auto avaliação e mediante essas avaliações feitas mês por mês nossa equipe consegue com a participação coletiva, identificar as problemáticas fundamentais que se apresentam na área, fazendo um Diagnostico Situacional da Unidade de Saúde, identificando as fortalezas e as fragilidades e as potencialidades da rede de atenção básica, conduzindo a planejamentos de intervenção para a melhora do acesso e da qualidade dos serviços, escolhi junto a o equipe o problema da Hipertensão Arterial (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) e como objetivo geral buscar melhoras e um aumento da adesão ao tratamento da Hipertensão Arterial Sistémica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) em função da melhora do acolhimento na UBS Santa Clara, diminuindo consequentemente os casos de complicações de essas doenças.
As rações para realizar este projeto foram: desconhecimento da população sobre os temas relacionados com estas doenças, em relação a significado, fatores de risco, prevenção de complicações e tratamento adequado; índice elevados de pacientes que em algum estádio das suas vidas foram diagnosticados como uma doença crónica não transmissíveis e porque em um mês de tratamento já tenha controle da mesma não continuaram com a medicação, nem fizeram mais acompanhamento porque eles achavam que já foram curados; alta taxas da população com complicações de estas doenças, como Acidente Vascular Encefálico (AVE) e a Doença Isquêmica Coronária (DIC), seguidas pela Insuficiência Cardíaca (IC), Insuficiência Renal Crónica (IRC), entre outras.
Essa intervenção tem como objetivo apresentar uma proposta de intervenção para qualificar o acolhimento e o acompanhamento dirigidos aos usuários com HAS e DM cadastrados na UBS Santa Clara no município São Paulo do Potengi RN, ampliando os conhecimentos da população sobre os temas relacionados com estas doenças e aumentando o apoio e autocuidado aos portadores de doenças crónicas não transmissíveis.
Para realizar a micro intervenção convoquei uma reunião com minha equipe de saúde, para fazer a auto avaliação e identificar os principais problemas de saúde e as deficiências que vamos a trabalhar com o planejamento das ações. A reunião foi feita na UBS com a participação de toda a equipe, utilizamos o AMAQ como instrumento de auto avaliação, realizamos um análises real de cada uma das situações problemas com a descrição das mesmas.
Para identificar e priorizar os problemas se aplicou a escala de pontuação a cada uma das deficiências identificadas onde se alcançou pontuação igual ou inferior a cinco pontos as seguintes: deficiências no apoio e orientação das adolescentes, deficiências no acompanhamento de pessoas com obesidade, incidências de doenças crónicas não transmissíveis, doenças infectocontagiosas parasitárias, deficiência em as ações de pessoas com doenças psiquiátricas. A prevalência na área de saúde de doenças crónicas não transmissíveis é grande principalmente Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. Elaboramos um projeto de intervenção para identificar as causas, considerando a participação de todos os envolvidos (equipem de saúde, portadores de essas mobilidades, e a comunidade).
A micro intervenção foi realizada com usuários com Hipertensão Arterial (HSA) e Diabetes Mellitus (DM), para conhecer o grau de satisfação com o atendimento prestado. Depois dos resultados do levantamento de dados foram agendados rodas de conversas com os membros da equipe e os usuários do grupo.
Nos questionários apresentamos uma série de perguntas de acordo à doença da pessoa, idade, peso corporal, altura, hábitos diários, alimentares e cotidianos, signos vitais como pressão arterial e teste rápido de valores de glicose em sangue.
Nós tínhamos resultados como:
A maior parte das pessoas com estas doenças são entre 45-80 anos, são pessoas com sobrepeso ou obesos, com altos niveles de colesterol em sangue, a população masculina a maioria consume bebidas alcoólicas y são fumantes, não há uma adequada alimentação em quanto ao uso de frutas, verduras, baixo incremento de sal e açúcar.
Tem um alto número de sedentarismo, baixo nível de conhecimento da população, em quanto aos testes temos pessoas que não padecem a doença com valores altos de pressão arterial que ainda estão em estudos.
Apresentaremos agora a capacitação de todos os profissionais da UBS. Os recursos necessários para o desenvolvimento deste projeto da intervenção foram: recursos humanos como toda a equipe, médica, enfermeira, técnica de enfermagem, agentes comunitários de saúde e parte da equipe multidisciplinar, recursos físicos, que serão as dependências da própria USB, recursos materiais como, formulários de entrevistas, papel oficio, cartolinas, canetas do tipo esferográfica, cartuchos da impressora e fichas adesivas.
Logramos identificar as potencialidades e as fragilidades reais de nossa área de saúde e buscamos soluções para elas.
As potencialidades identificadas:
Primeiramente um posto de saúde que brinda um serviço de atenção primaria para toda a população, logramos elevar o nível de conhecimento das pessoas sobre sua doença crônica não transmissível, explicando as mudanças do estilo de vida de cada um, conhecerem a importância dos hábitos alimentícios, a realização de exercícios físicos, se logrou a compensação das doenças de muitos pacientes corrigindo vários tratamentos, conhecimento das complicações da gravides na adolescência, em quanto ao pessoal profissional ganhamos conhecimentos e motivação sobre trabalhar com os pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e com nossa população em geral. Com a micro intervenção observamos mudanças nos pacientes e familiares e na comunidade em sentido geral, elevaram seus conhecimentos sobre a importância do controle do tratamento continuo das doenças crônicas, e também conseguimos o apoio dos familiares em relação aos doentes.
As fragilidades identificadas:
Foi a notável falta de conhecimento da população sobre os temas relacionados com as doenças crónicas, alguns dos pacientes são com baixo nível cultural e intelectual, os mesmos não assistiam regularmente as atividades educativas programadas, não acreditavam na importância da mesma; ao fazer as visitas domiciliares programadas, muitas vezes as pessoas não se encontravam no domicilio; a demora de atendimento quando o paciente é encaminhado às especialidades; demora em poder fazer os exames devido a alguma doença crônica, baixo conhecimento de as complicações da gravidez na adolescência por parte do familiar e o adolescente e a pouca assistência de os adolescentes as consultas programadas ou ausência deles na visita domiciliar.
Depois de realizar a auto avaliação dos problemas e tendo em conta a pontuação inferior a cinco, a consideração de ser um problema relevante e com possibilidade de resolução do mesmo pela equipe de saúde, selecionamos o problema da deficiência no apoio e autocuidado aos portadores de doenças crônicas. Assim, construímos a seguinte matriz de intervenção:
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Descrição do padrão: L- ATENÇAO INTEGRAL A SAUDE |
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Objetivos \Metas: Apresentar uma proposta de intervenção com a intenção de qualificar o acolhimento e o acompanhamento dirigidos aos usuários com HAS e DM cadastrados na unidade básica de saúde Santa Clara.
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Estratégias para alcançar os objetivos \ metas |
Atividades a serem desenvolvidas (detalhamento da execução). |
Recursos necessários para o desenvolvimento das atividades |
Resultados esperados |
Responsáveis
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Prazos |
Mecanismos e indicadores para avaliar o alcance dos resultados |
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CRIAÇÃO DE GRUPOS DE HIPERDIA |
Realizar rodas de conversas, palestras, exercícios físicos, dinâmica de grupo, qualidade de vida. |
Materiais explicativos
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Participação de pacientes com HAS e DM no grupo, ampliar o conhecimento dos pacientes sobre fatores de risco e complicações. |
Equipe de saúde, NASF. |
Um Ano
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Frequências dos participantes, Reunião.
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MUDANÇA DE HÁBITOS DE VIDA
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Realizar atividades educativas
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Murais, Materiais educativos.
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Conscientização da população, mudança do estilo de vida.
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Equipe de saúde, NASF. |
Um Ano
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Frequência dos participantes. |
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PROMOÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL |
Palestras e rodas de conversas, participação dos nutricionistas acerca de hábitos alimentares e alimentação saudável |
Material explicativo, mural de promoção.
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Mudanças dos hábitos alimentares, dieta adequada saudável.
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Equipe de saúde, nutricionista.
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Um Ano
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Frequência dos participantes, mudanças nos hábitos de vida.
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Com a continuidade do micro intervenção espera se lograr na comunidade conhecimentos para diminuir as possíveis doenças, evitando fatores de riscos, tentando manter uma comunicação aberta e retroalimentaria com a comunidade, espera-se garantir uma melhor assistência aos usuários com doenças crônicas como HAS e DM da UBS Santa Clara, que os mesmos passem a utilizar seus medicamentos corretamente, seguir a alimentação, praticar atividades físicas prescritas e que compareçam as consultas estabelecidas para prevenir futuras complicações, ou seja, lograr modificar estilos da vida dos pacientes e o melhor controle das doenças.
Todas essas medidas são realizadas pela equipe toda em coordenação direta com a Secretaria de Saúde da cidade, colocando um tempo para toda nossa área e fazendo depois estudos laboratoriais para comprovar a certeza de nossas ações de saúde, resultados que ficam nos prontuários individuais da população e nas folhas de atendimento individual diário da comunidade.
Ponto(s)