25 de junho de 2018 / SEM COMENTÁRIOS / CATEGORIA: Relatos

APERFEIÇOAMENTO DA EQUIPE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA IV GARGALHEIRAS PARA IMPLANTAÇÃO DO ACOLHIMENTO

ESPECIALIZANDA: LUCELIA TORRES RODRIGUEZ 

ORIENTADORA: DANIELE VIEIRA DANTAS 

COLABORADOR: EDUARDO LUCIANO DA SILVA SOBRINHO

O acolhimento é uma prática presente em todas as relações de cuidado e gera compromissos. Trata-se de uma atividade pautada pela ética e empatia de nossos profissionais, na unidade básica de saúde (BRASIL, 2011).

Organizar-se a partir do acolhimento dos usuários exige uma maior preparação de cada integrante da equipe, assim temos como avaliar as vulnerabilidades, dar uma resposta positiva a nossa população, para melhorar e organizar o trabalho (BRASIL, 2011).

É muito importante que a equipe discuta a participação de cada integrante no acolhimento, de modo a oferecer todas as ferramentas para realizar o trabalho com qualidade, avaliar o risco, o recurso e tempo de resposta (BRASIL, 2011).

Essa microintervenção tem como objetivo aperfeiçoar os conhecimentos dos integrantes da equipe para implantar o acolhimento adequado, na área de abrangência da Estratégia Saúde da Família (ESF) IV Gargalheiras na zona rural do município Acari. Para isso, foi realizada reunião na secretaria de saúde do município, com a presença dos integrantes da equipe, médico, enfermeiro, técnica em enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e o motorista, este último com menos capacidade de resolução, mas com capacidade de orientar.

Em conjunto, a equipe lembrou os princípios da atenção primaria de saúde e suas funções como ponto de partida para organizar o trabalho na unidade básica de saúde. Avaliamos questões importantes como a saúde como um direito do cidadão brasileiro e como um dever do estado com acesso universal ao cuidado integral e participação social (BRASIL, 1988). Depois de conhecer com detalhes as definições de acolhimento, triagem, demanda espontânea e urgências, a equipe ficou preparada para organizar o trabalho.

Vale ressaltar que a população da ESF é de 1.628 habitantes, com oito microáreas, cada uma com um ACS, que fica nos atendimentos de sua área de abrangência. Sendo esse profissional importante na porta de entrada da unidade, uma vez que é a primeira pessoa responsável de agendar as consultas de todos os pacientes de sua área. O ACS realiza o primeiro acolhimento, com capacidade de resolução, tendo comunicação direita com os usuários. Em caso de urgência, os usuários podem entrar em contato e marcar uma visita após os atendimentos agendados.

No dia de atendimentos na microárea, a equipe faz todas as atividades assistenciais. O ACS é a primeira pessoa no acolhimento, com uma tarefa muito importante de identificação do problema, coleta e análise de informação e avaliação e seleção de atendimento, em conjunto com a técnica em enfermagem. A técnica em enfermagem também é a responsável pela triagem e o enfermeiro, pelo primeiro contato clínico, avaliação de risco e atendimentos aos primeiros socorros, quando necessários, garantindo um atendimento mais adequado.

Para ter um trabalho de qualidade a equipe precisa avaliar e aperfeiçoar o trabalho dia a dia, assim nossa estratégia foi discutir todo mês na reunião da equipe os resultados alcançados e as dificuldades, além de compartilhar o resultado com a população.

Depois de fazer a análise, a equipe tem as ferramentas para trabalhar melhor, mais conhecimento e capacidade de resolução. Em nossa execução avaliamos as potencialidades da equipe como equipe completa, com vontade de trabalhar e apoio da gestão municipal, porém ainda temos como dificuldades a ausência de internet nos postos, condições estruturais dos postos deficientes e poucas cadeiras na sala de espera.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica n. 28. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...
Ponto(s)