Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN
Secretaria de Educação à Distância – SEDIS
Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde – LAIS
Programa de Educação Permanente em Saúde da Família – PEPSUS
Curso de Especialização em Saúde da Família
NÃO CURTO O MOSQUITO AEDES AEGYPTI
ALUNO ÁLVARO RODRIGUES DE FREITAS
Trabalho de Conclusão apresentado ao Programa de Educação Permanente em Saúde da Família, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Saúde da Família.
Orientador: Maria Helena Pires Araújo Barbosa
CAPÍTULO I: Observação da Unidade de Saúde
A minha equipe de saúde se reuniu para realizar a Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ), da unidade de saúde e os itens que obtiveram notas 5 e menores que 5, de acordo com a avaliação da equipe foram:
Minha equipe escolheu essa última para realizar a intervenção. Ressalta-se que a garantia da qualidade da atenção é um desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS). Diante disso, os processos autoavaliativos devem ser constituídos não apenas da identificação de problemas, mas também pela realização de intervenção no sentido de superá-los (BRASIL, 2016).
Não é possível intervir em tudo aquilo que se julgar necessário, pois se deve considerar, dentre outros aspectos, tempo, recursos, aspectos políticos. Desta forma, é fundamental que sejam estabelecidas prioridades de investimentos para construir estratégia de ação com iniciativas concretas para superação dos problemas identificados (BRASIL, 2012).
Uma alternativa para a superação dos problemas identificados é a realização de uma intervenção. Para isso são necessários os seguintes passos: elencar os principais problemas identificados pelos autores na autoavaliação; Escolher os problemas prioritários a serem enfrentados; Refletir sobre as causas dos problemas escolhidos e selecionar os nós críticos; Buscar estratégias de intervenção para a superação dos problemas prioritários; Traçar um plano de ação com uso de uma matriz de intervenção, identificando os responsáveis e o prazo de execução; Definir as estratégias de monitoramento e avaliação das ações a serem implantados (BRASIL, 2016).
O objetivo desta microintervenção é reduzir a infestação por Aedes aegypti e o número de casos novos de arbovirose no território adscrito de uma unidade básica de saúde do interior do Rio Grande do Norte. Foi utilizada como estratégia a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor.
Para o planejamento da microintervenção solicitamos a presença dos líderes comunitários em uma reunião para debater como seria a intervenção na área e pedir o apoio deles na ação. Durante a reunião que tivemos, também foi decidido que toda a ação ocorreria no prazo de 15 dias.
Após a distribuição de tarefas, alguns profissionais de saúde foram à rádio da cidade e informaram sobre como eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, tiraram dúvidas dos ouvintes e orientaram sobre as formas de prevenção. Além disso, realizamos ações nas igrejas e nas escolas com o apoio da direção, da equipe de professores, dos pais e dos alunos.
Realizamos também mutirões com a presença dos agentes de combate as endemias, agentes comunitários de saúde, médico, enfermeira, dentista, técnica de enfermagem, técnica em saúde bucal, líderes comunitários, professores, pais e alunos. Contamos com a presença de carro de som no mutirão. Conseguimos sensibilizar muitos moradores que nos recebiam de portas abertas. Obtivemos a liberação por parte do estado, junto à gestão municipal de Campo Redondo/RN, um carro fumacê que permaneceu por mais quinze dias na cidade.
Em outro momento aproveitamos o Programa Saúde na Escola (PSE) e fomos de sala em sala conversar com os alunos sobre a eliminação dos criadouros do mosquito. Nossa equipe correu contra o tempo, pois era dado como certo o aumento das chuvas e com isso teríamos o aumento dos criadouros do mosquito transmissor das arboviroses. Os registros fotográficos dos eventos estão no apêndice referente deste arquivo.
O prazo definido para a avaliação da microintervenção foi 10 dias após a realização da microintervenção. Destaca-se que antes da intervenção cerca de 100 pessoas eram atendidas e notificadas por semana em virtude de arboviroses. Todavia, uma semana após a microintervenção esse número caiu para 20 atendimentos de casos suspeitos e notificados. Assim concluímos que houve uma diminuição dos atendimentos por arboviroses e automaticamente uma diminuição no número de notificações dos casos suspeitos de Dengue, Chicungunya e Zika. Utilizando como parâmetros as fichas de notificação e o número de atendimento na unidade de saúde, chegamos à conclusão que houve redução em aproximadamente 80% dos casos suspeitos de pessoas acometidas pelas arboviroses.
Esta microintervenção contribuiu para a redução do número de criadouros do Aedes aegypti e a redução do número de casos novos no território adscrito. Espera-se que o número de notificações continue diminuindo e que a população mantenha-se engajada no combate aos criadouros do mosquito.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica: AMAQ. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/AMAQ_AB_SB_3ciclo.pdf.
APÊNDICES
CAPÍTULO I: OBSERVAÇÃO NA UNIDADE DE SAÚDE
Palestra sobre Dengue na Escola
Mutirão para
Eliminação do criadouro do mosquito aedes aegypti


